31 de mar de 2011

Frango com shoyu e requeijão

Criei aqui no blog duas marcações para organizar as receitas: Comida de dia-a-dia e Comida de fim de semana. Mas isso não quer dizer que você não possa preparar na segunda um prato com gosto de sábado ou, na sexta, uma comida com cara de terça-feira. Foi isso que nós fizemos sexta passada, um prato simples só para termos um motivo para reunir os amigos. A receita, daquelas vapt-vupt, é da minha amiga e vizinha Cris.

Frango com shoyu e requeijão
O que usar:
Para 8 pessoas
- 1 kg de peito de frango;
- 1 xícara de shoyu;
- 1 copo de requeijão.

Como fazer:
Dificuldade zero. Coloque o frango em um refratário e, por cima, o shoyu e o requeijão. Não é preciso sal. Deixe descansar por cerca de 30 minutos e, na hora que bater a fome, coloque no forno médio por 20 minutos. E e só.

A Cris combinou o frango com um cremoso purê de mandioquinha. E ele não ficou tão rústico como o meu porque ela bateu a mandioquinha cozida no liquidificador com um tico de leite. E, depois, acrescentou uma caixa de creme de leite. Garota esperta.

30 de mar de 2011

Pulp Fiction

Mas, fia, você, essa pessoa sistemática, virginiana metódica, que guarda CDs por ordem alfabética, vai misturar posts velhos com posts novos, vai deixar o puxadinho todo bagunçado? Ninguém vai entender nada! Ué, não tem filme que começa no meio, que mostra no meio o final e, no final, o começo? O Canta Gallo é mais ou menos assim... meio Tarantino.

* Nota mental: Alguém ainda compra CDs?

29 de mar de 2011

Berinjela da Faby (e minha também)

Nessa história de revisitar blog antigo, acabei me lembrando de muitas coisas boas. E uma delas é essa berinjela aqui, um clássico na cozinha da clássica blogueira Faby, ex-rainha-sem-perder-a-majestade, que agora também atende em nova cozinha, no Pimenta no Reino.
É uma receita trabalhosa, confesso, por isso é bom fazer de panelão, já que ela pode ficar guardada por um bom tempo na geladeira. O crime compensa, pode ter certeza. Para mim é o melhor antepasto de berinjela que já comi. É tão gostosa que há tempos já me apossei da receita. É da Faby, minha e de quem mais quiser.

Antepasto de berinjela da Faby (e de quem quiser)
O que usar:
- 3 berinjelas grandes;
- 3 cebolas em tiras;
- 1 pimentão verde, 1 vermelho e 1 amarelo;
- 5 dentes de alho;
- 1 xíc. de vinagre ou vinho branco;
- um punhado de uvas passas brancas e pretas sem semente;
- um punhado de alcaparras;
- um punhado de azeitonas verdes;
- 3 folhas de louro;
- 1 pimenta dedo de moça (A Faby usa a de cheiro, mas não achei);
- bastante orégano;
- muito azeite - sem miserê, por favor! Eu usei um vidro inteiro!


Como fazer:
A Faby faz a receita de olho e, como também costumo cozinhar assim, vai do seu instinto colocar mais ou menos coisas. Bom, para começar, descasque as berinjelas e a corte em fatias. Sobreponha uma fatia sobre a outra e corte em tirinhas - quanto mais fina melhor. À medida que for cortando a berinjela, coloque as tirinhas em um escorredor de macarrão. A cada camada, salpique sal - muito sal. O sal é para desidratá-la. E ela deve ficar ali, no sal, por umas 2 horas.
Enquanto isso, em uma panela coloque azeite, alho, cebola e os pimentões. Coloque a xícara de vinagre, deixe evaporar e junte os outros ingredientes: alcaparra, azeitona, passas, louro, pimenta dedo de moça... Refogue até o pimentão ficar macio - gosto dele crocante, sem que desmanche.
Quando der as 2 horas, lave bem a berinjela para tirar todo o sal. Escorra diversas vezes e a esprema. Para retirar toda a água, a embrulhe em um pano de prato limpo e torça. Ela vai ficar bem sequinha. Essa é a hora de você desligar o fogo, juntar a berinjela com o refogado da panela e colocar o orégano.
Deixe esfriar e coloque em um pote. Cubra tudinho com azeite, deixe curtir por alguns dias e sirva com um pão italiano, uma cerveja bem gelada e sorria.

28 de mar de 2011

Chama a Granero!

Toda mudança é assim. Período de reflexão, de novos projetos, novas ideias. Depois de 4 anos e meio dividindo a cozinha com a Fran no Frango com Banana, resolvi me mudar para esse puxadinho aqui. E sabe como é mudança. Algumas coisas trazemos no colo, algumas encaixotamos, outras, simplesmente, abandonamos. Aquela TV de tubo? Pode ficar para você! O sofá puído tem potencial? Então vou levar para reformar. Ou melhor, aquele post daquele restaurante que já fechou que fique no limbo cibernético. Aquela receita gostosa, com foto meia-boca, eu refaço qualquer hora.

Por enquanto, o Cantando de Gallo ainda é um dois cômodos, um quarto e sala. Mas, com o tempo, talvez ele ganhe mais espaço, um projetinho mais elaborado. Todo mundo sonha com uma suíte, não é mesmo? E, quem sabe, em estampar a capa da Casa Vogue. Sonhar não custa nada.

* Nota mental: Se liga, fia! No máximo você vai conseguir uma nota de pé de página na Revista Ana Maria...

26 de mar de 2011

Chupetinha

Toda vez que ia com a minha mãe à padaria, ficava enlombrigada* ao chegar no caixa e ver aquela pirâmide de chupetinhas de açúcar. Aquilo é doce pra dedéu, gruda nos dentes que é uma beleza, mas é uma delícia. Não sei se é comum em outras cidades do interior, mas aqui em Tatuí ainda tem algumas pessoas que fabricam. Eu adoro.

* Termo fino usado muito aqui no interior. Ex.: "Compre o pirulito para a menina, assim ela não fica enlombrigada!"

25 de mar de 2011

Requeijão com ÃO

A impressão que eu tenho é que o requeijão da minha infância, que a gente virava de ponta cabeça para abrir a tampa de lata com uma faquinha, era muito mais cremoso e saboroso do que os dispostos nas geladeiras dos supermercados nos dias de hoje. A maioria deles é aguado, sem gosto e tem uma consistência gelatinosa. E requeijão para mim tem de ser denso, não-light, cremoso, com gosto de requeijão e não pode escorregar da faca.

Aqui pelas bandas do interior temos a sorte de encontrar com facilidade o Crioulo, que para mim é o melhor. Certa vez, o Ilan Kow, então editor do caderno Paladar, do Estadão, me disse que, em São Paulo, na feira do Pacaembu, era vendido o Crioulo. Na época até rolou uma daquelas matérias testes de requeijão no Paladar e o Crioulo figurou entre os melhores. Eu sou fã e já compro logo bastante para nunca ficar sem.

24 de mar de 2011

Penne brasileirinho

Eu gosto de cozinhar, mas odeio pensar no cardápio do dia a dia! Nessas horas acabo apelando para uma massa-jogo-rápido. Semana passada foi um desses dias, tinha uma calabresa no freezer e algumas abobrinhas na cesta de legumes. Logo me lembrei da pizza de calabresa com abobrinha da pizzaria Hermelino's, aqui de Tatuí, que é uma delícia. A pizza tem nome de brasileirinha e minha massa, agora, também.

O que usar:
Para 4 pessoas
- 1 calabresa média;
- 2 abobrinhas;
- 6 tomates maduros ou 1 lata de tomate pelado;
- 1 cebola média;
- penne.

Como fazer:
Comece refogando a calabresa cortada em fatias em um fio de azeite. Em seguida, coloque a cebola em pétalas. Quando a cebola estiver macia, junte a abobrinhas em fatias. A maior dificuldade está em não deixar a abobrinha amolecer demais, o ideal é que ela fique crocante, como na pizza. Refogue por poucos minutos e junte os tomates ou o molho pronto. Ajuste o sal se preciso, agregue a massa cozida e bingo!

23 de mar de 2011

Rigatoni com salmão e queijo de cabra

Fazia muito tempo que não me encontrava com um amigo querido, o Fabiano. Tanto que nunca havia provado suas receitas, que são bem famosas. Mas no meio do carnaval, por Facebook, combinamos um jantar aqui em casa. O cardápio, chique que só, foi dele: Rigatoni com salmão defumado e chèvre. Uma massa fria, daquelas que podem ficar pronta antecipadamente, bem fácil de se fazer e com um sabor ultra delicado, delicioso. O Fá chegou em casa com sua sacola com todos os ingredientes em um braço e, no outro, uma amiga querida, a Regina. Foi uma noite deliciosa, regada a vinho branco e muitas risadas.

O que usar:
Para 6 pessoas
- 1 pacote de rigatoni;
- 200 g de salmão defumado em fatias;
- 400 g de queijo de cabra (chèvre);
- 2 limões sicilianos;
- 1/2 vidro de azeite (250 ml, mais ou menos);
- pimenta rosa (opcional);
- nozes picadas (opcional);

Como fazer
Cozinhe a massa antecipadamente para dar tempo dela esfriar. Reserve. Amasse o queijo de cabra com o garfo, grosseiramente, com um pouco do azeite. (O Fabiano comprou no Pão de Açúcar um queijo de cabra que veio mergulhado no azeite, com diversos temperos, entre eles, pimenta rosa, que deu um sabor bem especial.) Misture o quejo à massa, regando sempre com azeite. Rasgue as fatias do salmão defumado e misture. Por cima, raspas de limão siciliano. Se quiser, acrescente mais pimenta rosa, mais raspinhas e, por cima, nozes picadas. Sirva com vinho branco geladinho e boa companhia.

17 de mar de 2011

Guerra das Paçocas: Paçoquita X Amor

Não precisa ser época de São João para eu comprar paçoquinha, eu amo! Mas daí, no aniversário da Lorena, eu quis comprar uma paçoquinha "design", a Amor. Se ela tem até mesinha de centro sinal que é bacana. Mas como só achei 1 caixa no mercado, tive de complementar a lembrancinha com a Paçoquita, que é a que eu sempre compro. Com as duas em casa, decidi fazer uma degustação junina, fora de época, para saber qual era melhor (na minha opinião, obviamente). Comi um pedacinho de uma, da outra, de uma, da outra... Eis minhas anotações dessa importante análise empírica. 

A começar pela textura, a Paçoquita se saiu bem melhor. Além de ser mais marronzinha, ela é muito mais saborosa e não se desmancha como a Amor. A Amor é do tipo branquela e até mais doce que a Paçoquita, mas não tem a crocância da Paçoquita. A Paçoquita parece ter pedacinhos de amendoim e a Amor não. E o custo-benefício da Paçoquita é muito melhor. Uma caixa com 50 unidades custa cerca de R$ 12 e uma caixa da Amor de 30 unidades custa, em média, R$ 15! Para mim, com design bacana ou sem, é Paçoquita! A conclusão final? É triste, mas nem sempre o Amor vence.

16 de mar de 2011

Festa baiana - 2 anos da Lorena

Fui para Salvador no Ano Novo e voltei com a festa de 2 anos da minha pequena na mala. A Lorena ainda não está na fase de exigir festas da Barbie e em buffet. E, enquanto isso não acontece, eu aproveito. Suas grandes paixões são peixes e os 3 Porquinhos. Até havia pensado na possibilidade de fazer desses (isoladamente) os temas, mas na minha cabeça a decoração não engrenou. Foi então que eu vi lá no Pelô uma fantasia de baianinha para o carnaval. Voltei para o hotel com a fantasia na cabeça e... tcharam! Festa da Bahia, azul e branca, com peixes, toalhas rendadas, quindim, cocada, tapioca, fitinhas do Bonfim.

Nem preciso dizer que endoideci. Voltei ao Pelô, comprei a fantasia de baiana com a Aida, do Recanto Bahiano, loja que fica na Rua Portas do Carmo. Fiz tudo de caso pensado, para o desespero do marido. Já levei Lolinha com sandália branca, a simpatia da Aida me ajudou a vesti-la, com direito a colar Filhos de Gandhy, figa e fitinha vermelha, e saí pelo Pelô tirando fotos para o futuro convite. Em um trajeto de 100 metros ela parou o Pelô, obviamente. Fiquei com umas 10 opções incríveis de fotos para o convite, mas a escolhida foi essa acima, na escadaria da Fundação Casa de Jorge Amado. Nos próximos posts, você confere a decoração, o cardápio e a lembrancinha.
E se alguém resolver me perguntar: Mas você decidiu fazer uma festa baiana do nada? Só porque esteve em Salvador? Não, gente, meu avô era baiano!!! Vô João Neves, espie sua bisnetinha de baianinha, que linda!

15 de mar de 2011

Festa baiana - A decoração

Depois de unir o útil ao agradável e fazer as compras para a festa de 2 anos da Lorena no Mercado Modelo de Salvador, é claro que eu nem precisei ir à 25 de Março. E não ir à 25 de Março em janeiro já é um alívio! Na bagagem das férias eu trouxe o principal da decoração: dois caminhos de mesa de renda, muitas fitinhas do Senhor do Bonfim, algumas bonecas e docinhos.
A primeira coisa que quis foi aquela baianinha conhecida como "rica e pobre". Eu tive uma dessas quando criança e amava. Mas não foi tão fácil encontrá-la, só achei na loja da Aida, no Pelô, a mesma onde comprei a fantasia de baianinha. De um lado, a baiana "rica" com roupa de renda; do outro, a "pobre", com vestido de chita.
Para dispor os quindins, bombocados e cocadas, comprei duas peneiras em uma casa agropecuária de Tatuí, para fazer uma espécie de tabuleiro. Elas são bem simples e bem rústicas, então, cobri com guardanapos de linho, emprestados da amiga Paty! Do Mercado Modelo também trouxe quatro pretinhas charmosas, com vestidos bem coloridos de chita.
Cestas com frutas, vidrinhos com doces e cravos brancos, amarrados com fitinhas azuis do Bonfim, preencheram a mesa do bolo.
Uma coisa que estava doida para fazer eram esses pompons de papel de seda. A Fátima fez no aniversário do Théo e garantiu que era simples. E é mesmo - joga no Google que você acha o passo-a-passo. Mas como em casa não dá para fazer decoração aérea (sem alugar um andaime), pois o pé-direito da minha casa é de sete metros, eu acabei pendurando os pompons entre a sala e o quintal.
O marido entrou no clima também e fez, além dos pompons, um mini-cordel especial para a Lorena. A história Lorena, a menina que não é loira nem morena foi toda ilustrada por ele, com rimas lindas e conta um pouco da história da nossa pequena, que adora praia, mar e peixes. Penduramos o cordel como de costume, com barbante e pregadores de madeira, na porta de entrada e na porta de vidro, ao lado dos pompons.
Para o delírio da pequena, eu ainda recortei mais de 100 peixes em papel Contact azul e colei nos vidros da minha casa, que também pode ser chamada de aquário gigante. Quando viu, a Lorena ficou doida, gostou tanto que eu ainda nem tirei todos.
No lavabo, mais detalhes. Adesivei a pia com os mesmos peixes (não tinha fim de peixes!) e, encobrindo as toalhinhas, um pano de prato de baianinha que comprei no Mercado Modelo. Garrafinha com cravo, uma cesta com fitinhas do Bonfim (não tinha fim de fitinhas!) e uma mulata de papal marché que comprei há anos em Embu também foram para a bancada.
No quintal, toalhas de chita e almofadões do mesmo tecido, mesa com canetinhas, giz de cera para as crianças pintarem, brinquedos espalhados, piscina cheia de bóias e, no céu, um sol arretado, como na terra de São Salvador.
* Aqui, mais da festa: Festa baiana: cardápio e Festa baiana: lembrancinhas.
**Fotos minhas e da querida Rebeca Protta, fotógrafa que recomendo fortemente.

14 de mar de 2011

Festa baiana - O cardápio

Fazer acarajé estava fora de cogitação, por ser complicado e por não conhecer criança que goste. Por isso, para o cardápio da festa de 2 anos da Lorena pensei em coisas mais simples, como cocada e quindins. E como Tatuí é famosa pelos doces caseiros, foi fácil. Na Doceria Pingo Doce encomendei mini-bombocado, mini-quindim e cocadas branca e de leite condensado.
Como de costume, também encomendei os Cupcakes da Cris, que, desta vez, vieram travestidos com forminhas azuis, laço de rendinha e um desenho fofo de uma baianinha.
Lá do Mercado Modelo de Salvador comprei bananada, goiabada e cocada, daquelas vendidas como souvenirs, que vêm em caixinhas com fotos da Bahia. Os docinhos, misturados com paçoquinha Amor, ficaram dispostos na mesa.
Comprei refrigerante, claro, mas como a Lorena não toma refri, também comprei suco de caixinha e deixei na mesa uma groselha bem geladinha. As crianças adoraram a torneirinha do vidro que emprestei da comadre Fran (comprado na Tabatinguera, no centro de SP!).
Além do cachorro quente básico de todas as festas, teve tapioca! Para isso, contratei a dona Maria, mais conhecida como Preta. A Preta é uma simpatia só, começou trabalhando na rua com um carrinho e agora ela tem um box na Praça de Alimentação da Prefeitura, em frente à Praça da Santa. Decidimos fazer tapioca de apenas 2 sabores: presunto e queijo e leite condensado com coco. Foi um sucesso.
E para fotografar todos os detalhes eu chamei a Rebeca Protta que, além de trabalhar no escritório do marido, é fotógrafa.

13 de mar de 2011

Festa baiana - A lembrancinha

Difícil não cair na tentação de encher um saco com balas e chicletes. É fácil, prático e é o que eles adoram mesmo. Mas para entrar no clima da festa baiana, no aniversário da Lorena eu inventei um saquinho de renda. Comprei 2 metros da "renda" mais barata, pedi para uma costureira fazer os saquinhos e coloquei cocadinha, bananinha e paçoquinha. Também criei um kit colar Filhos de Gandhy, como o que a Lorena usou. Miçangões azuis e brancas e um fio para cada um fazer o seu em casa. O mini-cordel Lorena, a menina que não é loira nem morena, criado pelo marido, também foi parar no saquinho, para todo mundo guardar de recordação. Para arrematar, fitinha do Bonfim.

12 de mar de 2011

Bloco de rua

E aquele seu tapete lindo, enorme, em menos de 36 horas fica fedendo a xixi, como as ruas do Leblon em dia de bloco de carnaval. É, os fracos não têm vez na hora do desfralde.

11 de mar de 2011

Frango com figo turco

Semana passada coloquei um ponto final nas lambanças. Fiz um cardápio mais leve, mas nem por isso insosso. Bom, eu adoro filé de frango, mesmo aquele com cara de dieta, mas esse aqui eu dei uma encrementada boa e ficou divino. O grande truque foi recheá-lo com figo turco. Acredite, até você de poucos dotes culinários é capaz. Basta pegar o filé, colocar pedaços de figo, enrolar a carne e prender com quantos palitos você se sentir segura. O frango fica adocicado e crocante. Receita delícia que já entrou para o meu dia a dia.
Frango recheado com figo turco
O que usar:
Para 3 pessoas
- 600 g de filé de frango cortados bem fininho;
- 150 g de figo turco;
- vinho branco;
- cebola;
- tomate cereja;

Como fazer:
Bem, dá até vergonha de escrever a receita, mas lá vai. Depois de temperar o frango com limão, sal e pimenta do reino, abra o filé e o recheio com pedaços de figo turco. Prenda com palitos e leve-os para a panela com o mínimo de óleo (ou manteiga) possível. Eu estou com mania de wok. Coloquei a carne na panela e, assim que ela perdeu um pouco de seu suco, acrescentei meia xícara de vinho branco. Então deixei os rolinhos dourarem, pingando um pouco de água para eles não queimarem. Quando estavam já com uma cor bonita, juntei cebolas em pétalas e tomatinhos sweet. Só para darem aquele "susto", darem uma murchada e pegarem uma cor. Ficou delicioso.
Ficou tão saboroso que dá até para criar um molhinho e servi-lo em uma ocasição mais especial. Eu virei fã.

10 de mar de 2011

Pão com molho de quinta

Desde que eu me conheço por gente, quinta-feira é dia de macarronada na casa dos meus pais. E é nesse dia que meu pai acaba com parte do molho caseiro da minha mãe mesmo antes do prato ser servido. Com um garfo ele espeta um pão amanhecido, mergulha na panela de molho, coloca o pão enxarcado no prato, muito parmesão e pimenta do reino por cima. Garfo, faca, guardanapo de pano, se senta no sofá para degustar o famoso pão com molho da minha mãe. E todo mundo vai lá para dar uma bicada. Delícia. Foi esse mesmo pão com molho que eu comi no BottaGallo, um dos pratos mais elogiados da casa. E pensar que desde sempre ouço meu pai dizendo que devíamos abrir uma casa especializada só em pão com molho!

9 de mar de 2011

Calabresa com purê de mandioquinha

Todo mundo tem aquele prato emocional, que remete à infância, à casa da mãe. Para uns é o pudim, para outros, o feijão fresquinho. O meu é essa dupla aí de cima, purê de mandioquinha com calabresa com cebola e tomate em pedaços. Eu simplesmente amo purê de mandioquinha, coisa mais delicada e gostosa! Essa mistura "de mãe" é fácil, fácil de se fazer e vai muito bem acompanhada com preguiça e dias de chuva.

O que usar:
- 2 calabresas;
- 6 tomates bem maduros;
- 1 cebola grande cortada em pétalas;
- molho de tomate (opcional);

Como fazer:
Retire a pele da calabresa e a corte no comprimento para depois fatiá-la. Emuma panela com bem pouco óleo, dê uma leve dourada na calabresa. Em seguida, acrescente a cebola em pétalas. Quando a cebola começar a murchar, os tomates maduros em cubinhos. Se preciso, acrescente um pouco de água. Eu não costumo cozinhar por muito tempo, para que a cebola fique levemente crocante e não se desmanche.

Para fazer o purê de mandioquinha não é preciso também muita habilidade. Amasse a mandioquinha cozida. Derreta uma colher de manteiga e acrescente a mandioquinha. Misture, coloque sal e um pouco de leite até dar o ponto. Parmesão ralado também cai bem.

8 de mar de 2011

Lá da Venda

Estava precisando de uma boa desculpa para conhecer o Lá da Venda e consegui. No fim do ano passado, fazendo uma pesquisa de lugares coloridos para um trabalho, fui lá na Vila Madalena e chamei a Fran para descobrirmos o que é que tinha de bom na venda da Heloísa Bacellar. A Helô é chef, escritora, foi fundadora do Atelier Gourmand, mas, além de tudo, é uma pessoa apaixonada pelas coisas simples e boas da vida. E isso inclui lenços e toalhas bordadas, geléia de frutas, bules e canecas de ágata, bilboquê, ioiô, queijos da Serra da Canastra, alpargatas, bonecas de pano, estojo de lápis, cestas de palha... Uma infinidade de coisas que agora estão concentradas em sua loja-restaurante.
O colorido do Lá da Venda está, principalmente, no móvel que ela comprou de uma antiga farmácia de Perdizes e mandou pintar de roxo. Mas também nas centenas de objetos que ela garimpa pelo Brasil. Para se ter uma ideia, ela pediu para uma empresa da Paraíba criar canecas e bules de ágata em cores vibrantes, como roxo e laranja, especialmente para a loja. Agora ninguém pode reclamar que na cidade grande não tem as coisas boas que se têm no interior.  
É claro que a venda da Helô entrou na minha pauta e, conversando com ela, ela me disse que, apesar de sua paixão por gastronomia, nunca pensou em abrir apenas um restaurante. Queria juntar sua paixão pela culinária e pelo artesanato. Queria um armazém, como os de antigamente, mas com uma cara contemporânea. No jardim dos fundos, ela criou um jardim vertical com latas de alimentos que já foram fotografados para várias revistas. Simples e lindo.
No cardápio, pratos de mãe que mudam a cada dia. Um dos poucos pratos fixos é o pastel caipira e a canequinha de ágata com azeitonas verdes, que chega à mesa tão logo você se senta. Mas para chegar ao quintal do restaurante é preciso ser forte e passar pela vitrine de doces e salgados que exibem bolos divinos, tortinhas, o premiado pão de queijo da casa, que leva queijo da Serra da Canastra, polvilho de Conceição dos Ouros, ovos de galinhas criadas soltas e felizes e farinha de moinho artesanal. Tudo lá na venda é assim, naturalmente natural, se é que vocês me entendem.
De uma forma ou de outra, você será feliz. Mas, sendo firme, você consegue chegar ao quintal onde ficam algumas mesas e abrir o cardápio para escolher entre as opções do prato do dia. Eu escolhi o filé de namorado com legumes, essa maravilha da foto aí de cima. A Fran foi de picadinho e nós duas quase morremos de tantos "hums" que fizemos. Comida saborosíssima! Só voltamos a conversar quando demos a última garfada e o assunto foi... a sobremesa!
Entre picolés e sorvetes preparados diariamente com leite e creme de leite puros, queijo com goiabada cascão, marmelada, bananada, manjar branco, mosaico de gelatinas, maria-mole e frutas da estação, a Fran foi de creme de manga com coco.
E e eu comi um dos chocolates mais saborosos da minha vida, o orgânico AMMA. Esse creme de chocolate com sorvete de baunilha de verdade é uma coisa de doido.
Depois do nosso almoço incrível, nós pagamos a conta (cerca de R$ 60 per capita) e descemos a Rua Harmonia quase rolando, mas felizes da vida. E é isso que vale, não é não?

* O Lá da Venda fica na Rua Harmonia, 161. Tel.: 3037-7702.

7 de mar de 2011

Ceviche com manga e maçã

Não como peixe cru e não gosto de comida japonesa. Sim, já provei dos melhores lugares. Mas em um dia de sol desses (raros), Mari, a irmã prendada, fez essa receita de ceviche e insistiu que eu provasse. Fiz um pratinho mini e... repeti! Além do peixe marinado, esse ceviche leva manga, maçã e suco de laranja. Super light e saborosa. E, melhor, não tem gosto de peixe!

O que usar:
Para 4 pessoas
- 500 g de badejo em posta;
- 4 limões;
- 1/2 xícara (chá) de cebola roxa;
- 1 raiz de gengibre (2 cm);
- 1/2 maçã verde;
- 1/2 manga;
- 1 xícara de palmito fresco picadinho;
- 1 colher (sopa) de azeite;
- 1 pitada de pimenta-de-cheiro;
- suco de 1 laranja-pera;
- flor de sal para salpicar.

Como fazer:
Corte o peixe em cubos. Esprema os limões sobre o peixe e deixe marinar por 8 minutos. Corte todos os outros ingredientes, menos o palmito, em cubinhos. Misture tudo ao azeite, a pimenta, ao suco de laranja e ao peixe marinado e sirva salpicado com sal.
Na casa da Paty me senti em Miami. Foram 2 receitas e ainda teve um espumante rosé para acompanhar o ceviche. Chique demais.
* A receita foi publicada na Revista Estilo de outubro e é da banqueteira Neka Menna Barreto.

6 de mar de 2011

Motorista e cobrador

"Chegou a Turma do Funil!
Todo mundo bebe, mas ninguém dorme no ponto.
HA-HA-HA-HA. Mas ninguém dorme no ponto.
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos "

Por muitos anos eu cantei essa música até ficar rouca (muda, na verdade). A minha turma sempre fez fantasia, passávamos semanas confeccionando, pintando, costurando - e bebendo. O marido, por sua vez, fazia cabeções de espuma que eram um sucesso no salão.

Este ano, animados com a Banda do Bonde, que percorre as ruas da cidade com um bonde vermelho e uma banda de metais tocando marchinhas, a minha casa virou um mini-barracão de escola de samba. Em uma semana, o marido e tio Felipe fizeram um cabeção de papietagem, técnica que usa papel e cola branca. Olha o passa-a-passo que bacana.
Primeiro de tudo é preciso fazer a estrutura do cabeção com arame. É tudo no olho mesmo. Eles imaginaram o pescoço, o queixo, a cabeça, o boné e foram fazendo círculos de arames e "amarrando" uns aos outros. Depois veio o nariz.
Com um monte de jornal picado (matérias de muitos ex-colegas. Valeu, gente!) e cola branca, fomos cobrindo a estrutura de ferro. Confesso, parece que não vai dar certo, mas dá! Colamos jornal por dentro, por fora, por cima, lambuzamos de cola...
Quando a cola secou, o cabeção já estava bem estruturado. Daí demos uma demão de esmalte fosco branco para esconder o jornal.
Ó que beleza! O cabeção estava pronto para o marido e o tio Felipe soltarem a criatividade. Como vamos atrás do bonde, a ideia foi fazer o motorista do bonde. Aqui em Tatuí quem dirige o bonde é um dos seus idealizadores, o cenógrafo Jaime Pinheiro. Outro fundador do bonde, o Lagartixa, comanda a banda.
Com o desenho riscado, pintamos de cor da pele o nosso motorista de bonde com o cuidado de deixar o fundo do olho branco. O cabelo preto e o chapéu marrom. Sobrancelha, boca. Com canetinha contornamos os olhos e fizemos a orelha. Para dar charme extra, fizemos de papelão os óculos. Cada um com seu estilo, claro. Por último, os furinhos no pescoço para eles enxergarem a avenida!
E cá estão. O motorista e o cobrador do Bonde. Agora deixa eu preparar meu saquinho de confete que, se eu perder esse bonde, que sai agora às 16 horas, só amanhã de manhã. Fui!