31 de ago de 2011

Festa Mexicana: a decoração

Minha irmã Mari me disse na quarta que eu sempre falo que não vou fazer festa, mas não me aguento. E é isso mesmo. Eu e o meu marido amamos receber os amigos em casa e, no dia do meu aniversário, quarta-feira passada, após ganhar um amplificador de presente do marido, achei que tinha um grande motivo para estreiá-lo. Mas festa para mim não dá para ser planejada com meses de antecedência, é vapt-vupt. Tudo bem que esta mexicana saiu em três dias, mas uma ou duas semanas está mais do que bom.  
Para a festa dos meus 33 anos eu pensei primeiro no cardápio: chili com carne, carne temperada e guacamole. A comida mexicana é bem fácil de se fazer e, com uma cervejinha, casa muito bem. E fazia tempo que eu não fazia chili, a última vez foi em uma Festa da Cadeira, em 2008, uma das festas sem motivo mais engraçadas que já fiz, para comemorar a compra das cadeiras da mesa de jantar (falei que gostávamos de festa, certo?). No final teve até Dança das Cadeiras com direito a troféu, uma diversão.
Na quinta-feira eu fui para São Paulo procurar um tecido bacana e temático para minha mesa mexicana - e não achei - e tortillas de verdade - e não achei. O que achei na Rica Festa foram algumas taças com haste de cacto e um bigodão de feltro, ideia que o marido já tinha dado (na versão papel contact). Aliás, graças ao meu amor ao papel contact, minha festinha foi ganhando elementos extras.
A minha sorte é que o marido desenha bem. O meu azar é que ele está sempre com muito trabalho. A saída foi um molde de bigodes que a Fran encontrou na internet. Eu e minha parceira de viagens e festinhas Telma passamos a tarde de sexta recortando bigodes e colando nos meus copos americanos. Aliás, um investimento super bacana. Tenho uns 50 deles e adoro usá-los em festas, são melhores que copos de plásticos e ainda podem ser usados como lanterninhas. Na sexta também fui às 6 da matina ao Ceagesp em Sorocaba comprar mini-cactos para lembrancinha e um cacto maior, para enfeitar a mesa. Também comecei o preparo do cardápio: cozinhei o feijão e refoguei a carne moída do chili.
Desde a festa baiana de 2 anos da Lorena, minha filha, eu descobri que podia tirar proveito dos muitos vidros da minha casa. Desta vez, em vez de peixes azuis, cactos verdes - estes desenhados pelo marido. Longe de mim achar que meu marido é um gênio (na verdade, eu acho!), mas sou incapaz de rabiscar até cactos banais como estes aí. Mas na versão mini, que colei nas louças, eu extravasei minha versão artista. Detalhe para o sapo de bigode lá no fundo.
Para dar um tchan na louça, recortei bigodes, pimentas e cactos. Na verdade, eu queria é ter louças verdes e vermelhas maravilhosas, mas não tenho. E como segui o conselho da minha mãe na hora de fazer a lista de casamento e optei por um jogo de jantar branco liso - e neutro - achei uma maneira barata de dar uma graça nas vasilhas e bowls. Aproveitei o contact também para fazer "etiquetas" nos pratos.
Festa em casa sempre tem pinga, que eu adoro, mas a garrafa de tequila fez sucesso. Separado das pinguinhas, uma bandeja com uísques e vodcas, destilados que eu não bebo, mas que sempre tenho em casa - e coloco à disposição para as visitas. Certa vez, ao entrevistar a Nina Horta, ela me disse que, em festas, sempre devemos usar e servir o que temos de melhor. E não é verdade? E isso não quer dizer servir caviar ou trufas negras... Receber dentro das nossas possibilidades também foi outro grande ensinamento. Nada mais feio do que querer fazer bonito!
Ao lado da bandeja, o porta-guardanapos que ganhei das meninas e menino do escritório do marido - e que amei. A mãozinha de madeira rock'n roll é do Tate Museum, de Londres, e serviu, mais tarde, para segurar a pinça do balde de gelo.
O lavabo é um lugar que eu adoro brincar. Desta vez, pendurei um vestido mexicano (emprestado da minha irmã Mari) e, em um caxepô (também roubado da casa dela) coloquei bigodes de feltro com cola dupla face atrás. No começo ninguém relou nos bigodões, mas, ao final da festa, não sobrou um para contar história. O lavabo serviu de cabine para fotografia, com chapéu e bigodão. Bem divertido. No espelho, um bigodinho feito com o giz que a Lola brinca no banho.
Para completar, velinhas nos copinhos que ganhei de herança do Vô Ito, vô da minha amiga-irmã Carol que, quando os viu no "espólio" do Vô Ito, logo se lembrou de mim. Dois deles, desde então, moram no meu lavabo com velinhas dentro.
Na falta de um tecido mexicano colorido, a mesa ficou mesmo sem toalha, com a madeira à mostra (o que eu adoro) e, em vez de espalhar os 12 mini-cactos pela casa, os concentrei na bandeja preta TokStok linda que ganhei da minha irmã Mari. Quem se lembrou, levou mini-cacto de lembrancinha...
O arremate final foi o chapéu legítimo mexicano, emprestado da amiga Pato, uma legítima mexicana também, que ficou pendurado na porta de entrada e deu as boas-vindas e o adeus aos amigos. Obrigada, Pato!

* Fotos da querida Rebeca Protta, que arrasou na foto fantasminha Casa e Jardim style. Rendia capa de revista, não rendia? Rá!
** Nos posts a seguir, mais detalhes sobre a decoração e as receitas da festa: sanduba mexicaninhochili com carne e guacamole.

30 de ago de 2011

Arriba, Mexico! 3, 2, 1...

Molho de pimenta a postos e papel contact coloridos à mão. Eis os ingredientes principais da festa mexicana que armei em casa no último sábado. Chili com carne, carne picante, guacamole e muitos Doritos foram acompanhamentos para uma noite de muitas risadas ao lado da família e amigos queridos. Nos próximos posts, saímos de Nova York com destino ao México. Sem escalas.

29 de ago de 2011

Magnolia Bakery e outros cupcakes

Não tem quem vá para NY e não volte falando dos cupcakes da Magnolia Bakery, que são lindos, deliciosos, blá-blá-blá. Por isso, quando passei em frente de uma das unidades da rede (que tem uma loja até em Dubai!), quis tirar minha prova dos 9. Fui até o balcão (patinado, romântico e lindo), dei uma olhada para as prateleiras (charmosas e criativas) e escolhi entre dezenas de opções (aparentemente deliciosas) dois doces: um cupcake de chocolate e um brownie. Minha parceira nessa difícil avaliação não resistiu ao de coco.
A escolha não foi fácil porque, apesar de ser conhecida pelos cupcakes, na Magnolia Bakery há bolos, tortas, brownies, cookies - dá uma olhada no charme dos potes de vidro com cookies!
E olha que eu sou crítica. Sou fanática por chocolate e tenho como vizinha uma expert em gostosura,que sempre me abastece com Cupcakes da Cris. Dei uma mordida e achei ok, mas quando cheguei ao recheio, aprovadíssimo. O cupcake de chocolate não é seco e o sabor do recheio é bem forte, uma delícia. A Telma, minha parceira de viagem, também aprovou o de coco, que não tem gosto de manteiga, como muitos cups por aí têm.
O brownie também foi aprovadíssimo, bem úmido no interior e com sabor acentuado. Olha, eu adoro ser do contra, mas não deu. Tudo por lá é fofo e charmoso, os azulejos em tom pastel até a metade da parede, os ganchinhos de louça... até o banheiro, que tem prateleiras com brinquedos antigos.
Do lado de fora do balcão ainda dá para ver a fabricação dos doces. Uma pequena - e charmosa - fantástica fábrica de cupcakes e outras delícias. Fiquei alguns minutos acompanhando a habilidade da confeiteira abaixo...
E, como se não bastasse, ainda há camisetas lindas à venda e aventais. Para mamães e filhinhas. Mas os preços são um pouco salgados... No site dá para sentir o charme das lojas, passa .
Além da Magnolia, também provei os cupcakes de outras duas lojas. Uma delas, a Crumbs, apesar de ter na porta uma placa informando que foram eleitos os melhores de NY (não dizia por quem... Pode ser pela mãe da dona, certo?) e um site até simpático, não deu... Tinham um gosto muito forte de manteiga e charme zero. Mas os mini-cupcakes da Baked by Melissa, servidos (for free!) na Bloomingdales do Soho, são fofos e saborosos. Lá no Soho mesmo há uma mini-loja, que mais parece uma banca, toda adesivada com os mini-cups. São cupcakes de uma mordida só com gostinho de quero mais.

27 de ago de 2011

NY: Shake Shack + Burger Joint

Eu sabia para quem pedir recomendações de bons burgers em New York, para o Bito, dono do The Burger Map, em Santo André, na Grande São Paulo. É que antes dele abrir sua hamburgueria gourmet, o Bito rodou os Estados Unidos atrás da receita perfeita. A lista que ele me passou foi grande e incluía também outros restaurantes de pratos típicos americanos. É claro que em sete dias não consegui ticar toda a lista, mas aprovei duas indicações.
A caminho do Eataly, ao cruzar a Madison Square Park, já vi a fila e as luzinhas de Natal que rodeiam o Shake Shack. O lugar vive lotado até tarde. Também, pudera, a hamburgueria é super charmosa e os hambúrgueres... deliciosos. Para nossa sorte descobrimos que no quarteirão do nosso hotel, em Upper East Side também havia um Shake Shack (em Manhattan há 5 endereços e em Miami 1). Por lá, não há filas e ainda há anexo ao restaurante uma pracinha, ideal para milkshakes ou cervejinhas. A pracinha tem até bebedouro para cachorros, uma graça.
Na nossa primeira visita, ao ler o cardápio, um nome saltou aos nossos olhos, o Shack Stack, um hambúrguer com dois hambúrgueres: um tradicional, de carne, e outro de cogumelos e queijo. Uma espécie de bomba de cogumelo, que explode na boca assim que você morde. O tal do 'Shroom Burger já valeria a visita, mas o milk shake também é incrível, assim como a Cheese Fries. Voltamos tarde da noite em outro dia, para mais burgeres e um choppinho gelado.
Outro lugar que vale a visita e consta em praticamente todos os guias de comida barata em NY é o Burger Joint, que fica no saguão do Hotel Meridien, na West 56th St. Não tem como se perder, é entrar no saguão do hotel, avistar uma cortina de veludo e uma fila à esquerda e aguardar para descobrir o que há depois do luminoso de neon.
O Burger Joint também deve constar em guias de NY de todos os idiomas, tamanha a quantidade de turistas na fila. Antes de chegar ao luminoso, há uns papéiszinhos nas principais línguas para você já anotar seu pedido - e facilitar a vida deles. É um menu enxuto, sem frescuras, mas o hambúrguer é muito bom. Daí você escolhe os acompanhamentos.
O lugar é bem pequeno e estiloso, com uma pegada rock and roll. Paredes rabiscadas, pôsteres de bandas de rock colados e muita gente se acabando nos hambúrgueres e na batata frita.
Você entrega seu papelzinho, paga a conta e aguarda eles chamarem seu nome. Nós aproveitamos e pedimos uma "jarrinha" de cerveja, era o nosso primeiro dia na cidade, afinal, e não queríamos entrar de novo na fila para pedir o segundo copo do chopp. Mas duas mães de família com uma jarra de cerveja na mão causou uma certa comoção no ambiente. Não é um lugar para gastar muito tempo, é comer, beber um ou dois chopps e zarpar. Mas vale a visita, adoramos.
Outras dicas do Bito que ficarão para a próxima: ShopsinsRub BBQ, Sylvia's Soul Food e Mary's Fish Camp.

25 de ago de 2011

Bolo-brownie-mousse de chocolate


Se o dia do aniversário é um dia para nos sentirmos especial, os meus 33 anos, que comemorei ontem, foi um super dia de aniversário. Dezenas de telefonemas, emails, msn, mensagenzinhas no Facebook de irmãs, amigas-irmãs, amigas-virtuais, primos, tios, colegas de trabalho, de escola, de faculdade, ex e atuais chefes, amigos de infância... Uma delícia. E para completar meu dia, a minha amiga e vizinha Cris, especialista em bolinhos e bolões, chegou em casa com esse bolo de coração aí. Um bolo gelado, com gosto acentuado de chocolate como um brownie, mas cremoso e úmido como um mousse. Como se não bastasse o bolo, trouxe também uma calda de ganache para eu ficar ainda mais feliz. Fala aí, tem como não se sentir especial? Obrigada, amiga.

Bolo-brownie-mousse de chocolate da Fofis*
Parte 1:
O que usar:
Uma receita simples de bolo de chocolate. A Cris usou a receita abaixo:
- 4 col. de margarina;
- 3 ovos inteiros;
- 2 xíc. de açúcar;
- 2 xíc. de farinha;
- 1 xíc. de chocolate em pó ou Nescau;
- 1 xíc. de leite;
- 1 col. de fermento;

Como fazer:
Bater o açúcar com margarina, juntar os ovos e, depois, os outros ingredientes. Despejar a massa em uma assadeira untada e levar ao forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos.

Parte 2:
1) Faça um brigadeiro mole (1 col. de manteiga + 1 lata de leite condensado + 3 col. de chocolate em pó. No fogo até desprender do fundo da panela). Deixe esfriar e reserve;
2) Bata chantilly. Passo-a-passo de como fazer Chantilly (com e) sem traumas;
3) Esfarelar o bolo de chocolate pronto. Dá dó, mas é por um bom motivo. Junte o bolo esfarelado primeiro com o brigadeiro mole e, depois, com o chantilly.
4) Cubra uma assadeira com papel filme e coloque a massa na assadeira, pressionando bem. Segundo a Cris, é com essa receita que se faz aqueles bolos de palito (cake pop), pois essa massa se adapta a qualquer forma. Cubra com papel filme e leve à geladeira por duas hora,s no mínimo.
5) Faça um ganache de chocolate branco com 1 kg de chocolate branco derretido em banho maria com 100 ml de leite.
6) Desenforme o bolo e despeje por cima a ganache (já fria) e, para completar, amendoim triturado.
* Aqui em casa, tia Fófis é o codinome da Cris. Se você ainda não a conhece, dá uma olhada nas delícias que ela faz: Cupcakes da Cris

23 de ago de 2011

Eataly NY

“We cook what we sell and we sell what we cook.” O slogan do Eataly é simples, assim como a ideia deste mercado nova-iorquino: reunir o melhor da Itália em um único lugar. Mas e para conseguir montar um espaço tão agradável e tão descolado? Nada simples. Presuntos e linguiças pendurados, placas bem humoradas, fotos lindas ao lado de frases como "Tutto ciò che vedete lo devo agli spaghetti" (Tudo o que você vê eu devo ao spaguetti), de Sophia Loren. Mas o Eataly, indicação da minha cumadre Fran, não vende só spaguetti.
O mercado de luxo que fica em frente ao Madison Square Park vende de tudo (de bom) um pouco. Há cafés, massas frescas, molhos, pães, antepastos, embutidos... Uma perdição. Lá dentro há vários restaurantes como o Manzo (carne), La Pizza & Pasta, Il Pesce, Le Verdure e La Piazza (lotada no happy-hour e ideal para petiscos). É só passar pelos espaços e ver qual deles te apetece, nada mal.
Quase perdemos o foco, mas respiramos fundo e conseguimos não sucumbir e passar batido por todos os cinco restaurantes do térreo. É que outra dica, angariada no Whriz, da Antonella, me informou dias antes que outro restaurante do Eataly não fica tão exposto. Para chegar até a Birreria é preciso usar o levador e descer no 14º andar do edifício, mais precisamente, no telhado - ou rooftop, se você preferir. Uma escada preta e um monte de barris de chopp sinalizam o caminho.
Mais um ponto para o verão em NY. Um restaurante incrível a céu aberto, com vista para o Empire State Building, para o relógio do banco suíço, para aquele prédio linguiça lindo (Flatiron Building) e para uma lua maravilhosa. Ô clima bom! E, no balcão, além de várias cervejas à disposição, de inúmeras partes do mundo, tonéis com vinhos - vai que você não gosta de cerveja, né? Tem também.
Na foto, o Empire ao fundo e algumas das opções de chopp. Nos barris, uma lousa indicava o tipo da uva.
Tivemos de esperar uns 20 minutos por uma mesa. No problem. Ainda mais quando se pode ir degustando alguns choppinhos. Quando nos sentamos, a garçonete, filha de português, logo trouxe um embrulho de papel com pão italiano e despejou azeite em um prato de sobremesa. Como somos metidas, ainda pedimos para ela moer pimenta do reino no azeite e nos trazer uma tábua de presunto cru.
No cardápio tem carne grelhada, mix de cogumelos, peixes... Como se fosse um apanhado de tudo o que há no térreo. Eu fui na indicação da Emma, que virou quase nossa mais nova melhor amiga, e escolhi o ombro de porco (shoulder é ombro, certo?), um prato meio alemão, o que eu adoro. A carne não parece bonita aí na foto, mas para mim que comi, eu digo, é linda e maravilhosa. Acompanhada de repolho e mostarda bem picante. De quebra, salada temperada de batatinha.
Como o Eataly é aberto todos os dias, praticamente o dia todo, fizemos ainda um repeteco por lá. No primeiro dia nós não sucumbimos à pizza do térreo, mas acabamos voltando para para comê-la. E ainda mais pãozinho com azeite e pimenta do reino, mais presunto cru... para ficarmos mais felizes ainda.
* Na campanha por um Eataly em SP, mas com os mesmos preços justos de NY e a mesma simpatia de lá. É só cisma minha ou as coisas descoladas por aqui sempre soam blasé?

22 de ago de 2011

Três passeios de verão em NYC

Já cheguei a NY com algumas certezas. A primeira delas era que não ia perder um dia naquela cidade incrível para me enfiar em um outlet em New Jersey. As outras duas eram que eu queria cruzar a ponte do Brooklyn a pé e flanar em um pôr-do-sol no High Line Park, em Meatpacking District. Dei check list no meu roteiro, mas admito que os dois passeios só são possíveis no verão. O vento na Brooklyn Bridge é super agradável em dias ensolarados de céu azul, mas no inverno deve ser cortante!
1. BROOKLYN BRIDGE - Não tive tempo para explorar o Brooklyn, mas caminhar pela ponte do Brooklyn sobre o East River foi fácil. A ponte que une Manhattan ao Brooklyn tem quase dois quilômetros de extensão (mas não dá para sentir) e foi construída em 1875. A dica era não descer na estação Brooklyn Bridge (linha 4,5,6 do metrô/verde), mas usar a linha A,C (azul) e desembarcar na High St, do outro lado do rio. Então, em vez da gente caminhar de costas para Manhattan e ir até o meio da ponte e voltar, como a grande maioria das pessoas, fizemos nossa caminhada em direção à ilha, com ventinho no rosto e aquele visual maravilhoso. Na foto aí de cima, a ponte Manhattan e o Empire lá no fundo; abaixo, a estátua e um zeppelin ton sur ton no céu. Ao chegar em Manhattan, continuamos nosso passeio subindo pela Broadway em direção ao Soho e fizemos um pitstop na primeira Dean & DeLuca, o empório tudo de bom preferido de Julia Child, que fica em um prédio lindo desde 1977. 
2. HIGH LINE PARK - Já tinha visto muitas reportagens sobre o High Line Park, criado sobre os trilhos de uma antiga linha férrea de Manhattan e queria muito ir até lá. Bastaria o fato de eu ser apaixonada por arquitetura (e por um arquiteto), mas ainda descobri alguns atrativos extras: o parque fica no Meatpacking District, um dos bairros mais cool de Manhattan e, mais, no parque, durante o verão, foram abertos alguns beer bars. Bar+cerveja+sol+vista do Hudson... Isso sim que são férias.
Nas minhas anotações constava uma dica tirada do blog da Antonella, ir ao The Lot on Top, que fica próximo à rua 30, mas assim que vimos o beer bar perto da rua 15 não aguentamos e já nos sentamos para beber uma cervejinha no The Porch. Tanto um como outro são provisórios e, no The Porch, há apenas porções simples, como castanhas e azeitonas e sanduíches (que esgotam rapidinho). Mas o objetivo principal, claro, não é a comida. No "calçadão" do parque, espreguiçadeiras lindas de madeira, um jardim muito bem cuidado e o povo descolado jogado curtindo o solzinho do fim de tarde.
3. ESTÁTUA DA LIBERDADE - Ok, muita gente diz que ir até a Estátua é programa de índio. O roteiro nem era uma prioridade nossa, já que achamos que seria um passeio sacal, mas o ticket do CityPass nos incentivou. Achei que chegasse ao Battery Park, lá no sul da ilha, poderia escolher entre o passeio tradicional, em balsas de turistas, ou pela Beast Ride, uma lancha rápida que faz o passeio próximo à Estátua (e percorre uma área bem maior dos tours tradicionais), mas não para na ilha. Já tinha lido sobre o passeio uma vez que fiz uma matéria sobre NY para crianças. Mas não, para pegar a Beast é preciso ir até o Pier 84 (informações aqui), próximo ao High Line Park. Tanto que, no nosso happy hour no High Line, víamos a lancha passando.
A fila do Circle-Line estava grande, mas andava rápido e decidimos embarcar. O trajeto é curto e muito agradável. Você pode optar por descer na ilha, mas para subir na Estátua é preciso ter um ingresso extra (que precisa ser comprado com bastante antecedência, digo, meses! E agora que a Estátua vai ser reformada vai ser ainda mais difícil). Descemos na ilha, demos uma voltinha, apreciamos o skyline de Manhattan, tiramos fotinhos como as centenas de turistas que também estavam lá e voltamos felizes para o barco. A balsa também para na Ellis Island, mas decidimos não descer. Um passeio turístico por dia era o nosso lema.

Ao desembarcar novamente no Battery Park, mais caminhada para aproveitar e conhecer o sul da ilha. Cruzamos o parque até a Broadway, demos um "oi" para Wall Street, quebramos a esquerda para ver o Ground Zero e fomos até a Century 21, o único outlet de Manhattan, que deve inaugurar em breve outro endereço, no Lincoln Square. Não é algo de enlouquecer, mas vale a pena para quem não vai a nenhum outro outlet, especialmente a seção de acessórios e de bebês/crianças. É claro que, antes de chegar lá, nos abastecemos de comida em outro pitstop, mas isso é assunto para outro post.

* Fiquei pensando que o título "passeios de verão" está muito radical. Dá, sim, para se arriscar a cruzar a Brooklyn Bridge na primavera ou então em dias ensolarados de outono. Eu mesma já cruzei (no século passado) a Golden Gate a pé em pleno inverno (californiano). O vento cortante queimou meu rosto, mas foi inesquecível. =)

21 de ago de 2011

NYC: Planejar é preciso!

Planejamento é a alma do negócio - e a dica vale também para as viagens de férias. Para mim, não dá para chegar a um destino sem ter olhado o mapa da cidade e redondezas ou ainda sem saber quais são as principais atrações turísticas. Sou virginiana maleta, organizadinha, e, antes de embarcar para meu début em NYC, fui logo comprando um guia da cidade. Adoro os guias da PubliFolha e, desta vez, optei por um mais fininho, mais leve e prático, para carregar na bolsa (aqui). Com ele em mãos, fui anotando as dicas dos amigos. Saí de casa com ele todo rabiscado e carregado de post-its (Já disse que sou viciada em post-it?).
Para mim, um dos melhores blogs/sites de turismo é o Viaje na Viagem. Eu, que já escrevi matérias sobre Colômbia, St Barths, Indonésia, Marrocos e Butão, sem nunca ter pisado em nenhum deste lugares, bem sei a diferença de se ler um texto de um repórter que, de fato, viaja. Nas dicas do Freire dá para ver que ele entende do que está falando, que esteve nos lugares, conversou com locais para saber todas as informações quentes daquele destino. Outros blogs de especialistas que valem a visita são o Whiz, da mãe da Maria Antonia, Antonella Salem, e o Como Viaja!, da mãe do Joaquim, Nathália Molina. As duas são minhas companheiras de Ex-tadão e trabalham há mais de uma década com turismo.
Para começar a série de posts, uma dica extra. O metro de NY é muito fácil de usar. Confesso que, quando estive em Paris, sofri à beça para decifrar aquelas linhas todas coloridas e... não consegui. Mas o NY é baba. Usamos muito, diariamente, toda hora. Em poucos dias já estávamos malandras, pegando os trens expressos para economizar tempo e tal. E as máquinas do Metrocard são bem didáticas. É também uma forma de entender e sentir mais a cidade, ver seus moradores de perto, seus costumes (todo mundo tem tablet!)...

Outra coisa que vale investir - principalmente, se for sua primeira visita à Manhattan - é no CityPass, que custa US$ 79 (à venda nos pontos turísticos), e dá acesso a diversos museus como Moma, Metropolitan, Guggenheim, de História Natural, além de Empire State Building e do passeio de barco até a Estátua da Liberdade. Além de economizar uma bela grana, você ainda se anima para trocar as compras por diversão.

* No próximo posts, três passeios para você aproveitar o verão em NY!