26 de set de 2011

Linguine com camarão Jamie Oliver

Primeiro de tudo, confie em mim. Não conseguiu? Então confie no Jamie Oliver. Um chef celebridade deve ter lá seu mérito, não é não? Já disse aqui o quanto eu adoro a Casa e Comida, da Editora Globo, revista que eu tento colaborar a cada edição. Revista linda, bem editada e com receitas incríveis que funcionam. De brinde, no final da revista, há texto e receitas inéditas do Jamie.

Na última edição, escrevi uma matéria com receitas sem glúten e sem lactose, mas o que me deu água na boca mesmo foram os pratos do Jamie, os pratos italianos preferidos dele, muitos disponíveis no menu da sua rede Jamie's Italian. A escolha da vez foi o linguine com camarões, que leva anchova e alcaparra no molho.

Eu não amo alcaparras, achei que era muita pimenta e que não era preciso processar o molho, mas decidi confiar no Jamie, não fazer picuinha e seguir a receita. Fiz apenas algumas pequenas adaptações para facilitar a minha vida já que não compro camarão com casca nem faço caldos caseiros. E isso não interferiu em nada no resultado final: prato fantástico, camarões e massa massa al dente, pimenta no ponto. Sem dúvida, uma noite feliz. E nem era Natal.
Linguine com camarão Jamie Oliver
Para 2 pessoas
O que usar:
- 200 g de linguine fresco ou seco (usei Bavette, da Barilla);
- 1 col. (sopa) de alcaparras;
- 6 filés de anchova (comprei uma conserva da Zarotti);
- 4 dentes de alho fatiados;
- 12 camarões graúdes inteiros - descasque e reserva as cascas (usei 500 g de camarão já limpos, não guardei a casca);
- 50 ml de vinho branco;
- 1 cebola média picada;
- 1 col. (sopa) de purê de tomate (usei 1 lata de tomate pelado);
- 350 ml de caldo de peixe (não usei, por isso usei o tomate pelado);
- 1 col. (sopa) de pimenta vermelha fresca picadinha;
- 6 tomates-cerejas cortados em quatro (usei sweet, cortado em dois);
- 40 g de rúcula (ele usou mini-rúcula, mas eu usei a normal);
- 1 col. (sopa) de salsinha lisa bem picada;
- azeite extravirgem.

Como fazer:
1. Coloque o azeite em uma frigideira de fundo grosso e refogue as alcaparras, as anchovas e metade do alho picado por 3 minutos. Junte as cascas de camarão e frite por mais 3 minutos. (Como não tinha casca, cortei bem fininho dois camarões, só para dar um gostinho). Adicione o vinho e cozinhe até reduzir à metade.
2. Acrescente a cebola, o purê de tomate e o caldo de peixe (o tomate pelado, no meu caso) e deixe ferver por 5 minutos. Tire do fogo, bata no processador até ficar homogêneo, peneire e reserve (não peneirei). OBS: Para quem quer adiantar a receita, que é rápida e prática, mas pode ser ainda mais simplificada, dá para fazer de véspera ou horas antes o processo até aqui. Na hora, é só fritar os camarões e a massa e agregar o molho. Não mais que 10 minutos.
3. Em outra frigideira, coloque azeite, a pimenta picadinha e o restante do alho até ele amolecer. Adicione os camarões e cozinhe de 1 a 2 minutos. Acrescente o molho, deixe ferver por alguns minutinhos e, por fim, junte os tomatinhos, a rúcula e a salsinha. Junte a massa cozida e deixe que ele absorva um pouco o molho. Sirva com rúcula por cima e um fio de azeite extravirgem. Parmesão, um bom vinho e boa companhia também harmonizam bem.
Aqui no blog você encontra outras duas receitas que saíram das páginas da Casa e Comida: o medalhão com pimenta rosa e o incrível zucotto de cookies and cream.

25 de set de 2011

Catavento Cultural

A ideia era ir para a praia, mas minha personal meteorologista me informou que o tempo estava péssimo por lá. Com preguiça de subir e descer as ladeiras do zoológico e procurando por um programa que não fosse o parquinho do Ibirapuera (que eu amo), me lembrei de um post do blog da Mari, o Mãe de Rua, onde ela falava sobre como é bacana o Catavento Cultural, museu da ciência que fica lá no centro de São Paulo. A Mari é uma amiga dos tempos de Estadão e nós duas temos filhos praticamente da mesma idade, por isso, sempre fico esperta nos posts e nas dicas que ela escreve.
O Catavento Cultural é um espaço relativamente novo que ocupa o antigo prédio da Prefeitura, o Palácio das Indústrias, que todo mundo adora falar que é horrível. É meio estranho sim, fica ao lado do Parque Dom Pedro, um lugar feioso, sim, mas o tal do museu interativo é muito bacana. Programa perfeito para pais e filhos. Afinal, nada mais chato do que ficar vendo seu filho brincando na piscina de bolinha, não é? Lá no Catavento dá para adulto se divertir junto - e relembrar os tempos do colégio.
A indicação do museu é para crianças acima de 7 anos. Lorena tem dois e meio e isso não a impediu de brincar e fazer chororô na hora que falamos que íamos embora. Não é preciso saber o que é uma mitocôndria para tirar proveito das quatro seções do Catavento: universo, vida, sociedade e engenho. No pavilhão do Universo passamos rápido, mostramos as estrelas, os planetas, como o sol é incandescente. Na Vida ela se ateve ao aquário de peixes, às centenas de borboletas coloridas, ao bicho pau e ao peixe leão, coisa feia, que estava no aquário de peixes venenosos.
A parte mais bacana, sem dúvida, é a Engenho, que, logo na entrada, tem a Sala das Ilusões, uma espécie de mini-casa maluca do Playcenter. Lembram como era divertido ver a bola subir ao invés de descer, de não conseguir encostar as costas e os calcanhares na parede (que não parece mas é) íngrime? Lorena amou jogar água cor de rosa na canaleta e ver que a água subia. Ao fundo, cadeira para papai e filhinha se sentarem e tentar se levantar.
Daí, enquanto eu já estava achando o museu um super programa legal, me deparei com esse Portinari aí da parede. Dá para apreciar o quadro enquanto seu filho tenta levantar um adulto com a ajuda da alavanca.
Os cabelos fininhos da Lola se arrepiaram rapidinho assim que eu encostei na bola de eletromagnetismo, para alegria dos estudantes que estavam por lá. Aliás, t-o-d-a-s escolas deviam ir ao Catavento, é uma super aula prática de biologia, física, química e ciência. Como eu me lembrei da minha professora de biologia ao ver os cromossomos, os vírus, como é o ouvido internamente, como são feitas as vacinas, como as plantas se alimentam. Muito bacana.
E que criança não gosta de bolha de sabão, não é? A Mari já tinha falado da engenhoca que produz bolhas de sabão gigantes que tem por lá. Comprovado e aprovadíssima. É só entrar na "máquina", mexer o "bambolê" na água com sabão que fica em volta e puxar a corda para se sentir dentro de uma cápsula de bolha de sabão. O máximo. Na mesma seção, Fluídos, ainda há um tanque e varetas de diversas formas para as crianças brincarem de bolha de sabão.
Mas foi na sala de Luz e Óptica que a Lorena pirou. Espelhos que nos deixam magrinhas (deviam comercializá-lo!), gordinha, como é formado o arco-íris e a incrível sala dos espelhos. Ela entrou e se encantou com as outras cinco Loreninhas lindas que tinham lá.
Logo entendeu a brincadeira e começou a fazer roda-roda com suas gemeazinhas - com direito a caranguejo peixe é! Na sequência, ministrou uma aula de balé completa para suas aluninhas: borboletinha, esconde a borboletinha, cabeça no pé, pé para cima, pontinha de pé... Só por isso já valeria o passeio.
No entorno do Catavento ainda há um avião e trens de verdade e muito espaço para correr. Por lá há também a máquina de cochicho (a foto lá no alto), capaz de transmitir o som a uma distância de trinta metros. Depois de duas horinhas divertidíssimas, agora, faço coro junto com a Mari: recomendo o Catavento sem piscar nenhum olho.

* Se você não se lembra o que é uma mitocôndria ou quer se divertir feito criança, o Catavento Cultural fica aberto de terça a domingo, das 9 às 17 horas. O ingresso custa R$ 6. Para o passeio ficar ainda mais gostoso, na saída, dê um pulinho no Mercadão, que fica ali ao lado, e coma um sanduba de mortadela!

24 de set de 2011

Strawberry Fields Forever

Os morangos gigantes se destacavam entre as frutas nas bancas do Mercadão. O bom é que, por lá, é só pedir que o cliente ganha uma amostra grátis. E eles estavam doces, como a tempos não provava. Morango grande, para comer em etapas, em não menos do que três mordidas, sem açúcar, chantilly ou leite consensado. Uma caixinha por R$ 8, duas por R$ 15, praticamente 1 real por morango. Tudo tem seu preço.


22 de set de 2011

Padaria do Mosteiro

No final de semana que decidi bancar turista no centro de São Paulo, demos uma passada rápida no Mosteiro São Bento. Já sabia que os brunches do mosteiro, que acontecem sempre no último domingo de cada mês, após a missa das 10 horas, eram concorridíssimos e também sabia que lá na igreja mesmo havia uma padaria, com bolinhos e bolões feitos pelos monges com receitas seculares.

Entre as delícias há geléias, pães, como o de mandioquinha que é batizado de Pão São Bento, e o Bolo Escolástica, receita suíça com nozes e maçãs. Mas eu me apaixonei mesmo pelo cupcake, ok, confesso, me apaixonei pela lata marrom que, por acaso, tem dois cupcakes de chocolate com nozes dentro. Lindas!

Outro dia, nas minhas andanças pela net, descobri que essas delícias são vendidas não só lá no centrão, mas agora em uma unidade da Padaria do Mosteiro nos Jardins, na Barão de Capanema, mais especificamente. E, ao abrir o site da padaria, fiquei encantada. As paredes e o balcão são forrados com folhas de cobre, ambiente super clean e chique, bem diferente da mini-padaria lá do centro, que é simples. Nas prateleiras, caixas lindas que podem ser um super presente para alguém querido. Como dizem por aí, fica a dica.

20 de set de 2011

Arroz com frango

É praticamente a mesma história. Fritar a carne com pouco óleo, retirar o excesso de gordura, fritar a cebola, o tomate e o arroz na sujeirinha da panela e acrescentar a água. Aqui pelo meu interior, arroz com suã e arroz com frango são pratos corriqueiros, feitos para aquele almoço às pressas ou de panelada, para facilitar o preparo da festa. Prato simples e delicioso, ainda mais quando servido com limão-rosa.

O que usar:
Para 8 pessoas
- 3 kg de coxa e sobrecoxa de frango;
- 4 xícaras de arroz;
- 2 cebolas médias;
- 2 tomates maduros;
- cheiro verde;
- óleo;
- parmesão;

Como fazer:
Em uma panela grande, frite o frango (já previamente temperado com sal, pimenta e limão) com o mínimo de óleo possível. Retire o frango da panela e, se quiser, o excesso de gordura. Na panela "suja", frite a cebola, junte o tomate e o arroz. Volte o frango na panela e siga como se faz no preparo do arroz. Coloque 8 xícaras de água e mantenha a panela semi-tapada. Assim que a água secar está pronto. Salpique com cheiro verde e parmesão. Coma com gotinhas de limão rosa. Delícia

19 de set de 2011

Pé de jabuticaba

Quando era criança não sabia definir as estações do ano, mas identificava claramente a época da mixirica, da ameixa (que hoje chamam de néspera), da jabuticaba... Nessas safras, era um tal de mandar sacola de frutas para lá e para cá, de distribuir (e receber) frutas pela vizinhança. No verão, a árvore de ameixa ao lado da piscina do sítio sempre estava carregada e nós, crianças, dividíamos nosso trabalho entre brincar na piscina e subir na grade da casa para pegar as ameixas. Deve ser nostalgia porque, por mais que eu compre as tais nésperas, nunca mais comi nésperas doces como aquelas da minha lembrança.

No sítio também havia uma grande jabuticabeira, daquelas de jabuticabas gigantes, que fazem um ploc bem alto. Quando a fruta amadurecia, bacias e bacias de jabuticabas. Lembro do meu pai sentado no sofá da sala comendo pratos fundos de jabuticaba. Acho que por isso, logo que me mudei para minha casa, quis comprar uma jabuticabeira. Ok, não dava para comprar uma árvore centenária - não havia dinheiro nem espaço para isso. Por isso, compramos uma pequena, que está crescendo junto com a Lorena.

Há quase três anos ela convive conosco e, este mês, pela primeira vez, deu frutos. É jabuticaba daquela miudinha, mas bem doce. Os passarinhos, que praticamente acabaram com a minha safra de não mais do que vinte jabuticabas, que o digam.
Na foto lá no alto, Lola que provou pela primeira vez jabuticaba do pé. Acima, jabuticaba comprada na feira, na safra passada.

16 de set de 2011

Quarto da Lorena bebê

Era uma vez um bebê lindo e fofo que tinha um quarto igualmente lindo e fofo. O tempo passou e, em menos de dois anos, o bebê virou uma menina linda e fofa e o quarto teve de ser demolido. CORTA! Essa não é a história da minha menininha linda e fofa! Isso porque o quarto da minha Lorena, que já andou por aí em blogs e em revista (aqui), sempre foi neutro. Para começar, mesmo antes de descobrir o sexo, já tinha decidido a cor: cinza. E, quase três anos depois, continuo amando a cor, que não enjoa e combina com tudo.
Um dos meus vícios (saudáveis) é passear por blogs e sites de decoração, que eu amo! Então, durante minha gravidez, fui arquivando em uma pasta todas as imagens que gostava. Dali surgiram inúmeras ideias, que o marido, que é arquiteto e tem uma marcenaria, a Vila Nova Movelaria, executou. As letras de tecido pedi para uma pessoa prendada da minha cidade, a Bia Gasparian, fazer. O mais difícil, ela me disse, foi achar um galho perfeito! O enxoval de passarinhos eu fiz na Panacéia. As meninas da Panacéia me deram os retalhos do enxoval e eu fui lá na 25 de Março, na incrível Fernando Maluhy, comprar mais, para a minha cumadi Fran encapar as casinhas de passarinho (compradas também na Twenty Five). Detalhe para a gaiolinha Coisas de Doris sobre o baú de brinquedos, com puxador vasado de passarinho.
Estes ganchinhos de passarinhos, da Corporação de Ofícios, valem um post extra. A cada época, penduro neles uma roupa. Já teve vestido de festa, calça jeans, vestido mexicano e fantasia de bailarina. Cadeira azul Fernando Jaeger.
Mas a grande estrela do quarto sempre foi, sem dúvida, o berço vagão, feito pela marcenaria do marido. Com rodonas e até engate, ele é cinza claro e continua inteiro. Quando Lorena era bebê o usamos na primeira altura. Depois, o colchão ficou lá no fundo. Até que, num dia de manha absurda, ela deu uma de mulher-gata e saltou o berço. No mesmo dia o berço virou uma caminha em "C'. Encostamos a caminha na parede e, durante a noite, um colchão no chão fazia as vezes de possível amortecedor.
Mas esses pequenos crescem, né? Então chegou a hora dela ganhar uma cama nova. O berço foi aposentado com dois anos e meio de uso e, este fim de semana, vamos fazer uma Extreme Makeover no quarto da pequena, que nem usa mais fralda e ainda tem trocador no quarto - Hello, mammy?! Extreme Makeover sem pintar parede e sem mudar o enxoval. Quem viver verá. Urrú!  

15 de set de 2011

Pimenta em conserva

Comprei um monte de pimenta dedo de moça para a minha festa mexicana e aí, três dias depois, lá estava a turminha me encarando e perguntando se eu não ia dar um fim digno para elas todas. Pela quantidade, não teve saída, ia ter de ser uma conserva de pimenta. Na internet, fiz uma pesquisa rápida e achei diferentes versões: com azeite, com vinagre branco e até com suco de limão (para ficar mais suave, dizia). Mas nem tive tempo para escolher, fui para São Paulo para uma reunião e, quando voltei, tchan!, mágica, as conservas já estavam prontas. O marido, órfão de mulher e filha, acabou se entretendo. Os vidros, que eu sempre guardo, ficaram lindos cheios de pimenta. O duro é que eu me apeguei a todos eles e até agora não consegui presentear ninguém. Haja pimenta!
O básico de todas as receitas é esterilizar o vidro que irá usar. Para esterilizar, coloque o vidro em uma panela de água fervente por 15 minutos. Pronto. Outro uníssono nas receitas: depois de lavar os ingredientes é preciso secá-los muito bem para que eles não mofem. Agora, as particulariedades da receita feita pelo marido que está tão cheirosa, vocês não têm ideia!

Conserva de pimenta
O que usar:
- pimenta malagueta ou dedo de moça;
- dentes de alho (ele usou uns 4 por garrafa);
- pimenta rosa;
- pedaços de cebola em cubos;
- folha de louro;
- ramo de alecrim;
- sálvia (2 folhinhas por garrafa);
- vinagre branco;
- sal (1 col. de chá por garrafa);
- 1 dose de pinga (para as 3 garrafas);

Como fazer:
Lave as pimentas e as seque em um pano de prato limpo. Corte o cabinho das pimentas (vocês vão ver que alguns não estão cortados, é que ele se esqueceu, mas depois corrigiu o erro! rs). Daí vem a parte mais complicada, posicionar as pimentas e os outros ingredientes dentro no vidro. Para as garrafas mais finas (de azeite), o marido usou arame comprido (No caso, um arame que veio em um vaso de orquídea. Sim, ele esterelizou o arame, sim, sou casada com o Magaiver). Depois de colocar tudo, preencher a garrafa com a mistura de vinagre branco, pinga e sal. Vede bem o vidro e deixe curtindo por alguns dias. Assim que provar, volto com meu testemunho.
É um presente bacana para dar para um amigo, vizinho, tia ou cumpadre, não? 

*** UPDATE - Já provamos a conserva e ela ficou bem suave, deliciosa. Dá até para picar a pimenta (sem as sementes, os mais conservadores) e comer. Delícia!

14 de set de 2011

Lavabo

Quando eu e meu marido começamos a pensar na casa que iríamos contruir, já sabíamos como ela seria. Seria contemporânea, sem telhado aparente, com muito vidro e muita luz, sem frescuras e não me toques. O piso da minha sala foi feito pela mesma empresa que fez o piso de um posto de gasolina da cidade, de concreto. É rústico, tem lá suas manchas, mas eu adoro e acho lindo. Bom, o piso de concreto polido era um dos itens que queríamos, assim como parede de taipa, uma sala de assoalho de madeira antiga, uma parede de patchwork de azulejos, uma parede vermelha na cozinha e, sim, ladrilhos hidráulicos. Poderia ter virado um samba do crioulo doido, mas eu acho que não virou. Durante a obra, cada item sonhado foi ganhando seu espaço e o ladrilho rosa e branco querido, ganhou o lavabo.
Eu adoro meu lavabo. E acho que o lavabo é, sim, um espaço especial, que tem que estar sempre limpinho e cheiroso à espera de visitas. O meu lavabo tem piso de ladrilho, parede de cimento, bancada preta ebanizada e um espelho estilo veneziano. Uma mistura que eu amo. E, a cada época, ele vai ganhando novos elementos. Na foto aí de cima, sachês da Provence e Torre Eiffel, que muitos acham cafona, mas eu adoro.
Da minha última viagem eu trouxe esse trio de fotos. Aliás, eis uma ótima aquisição em viagens de férias: pôsters e fotos. Não pesam, são ótimos para decorar a casa e, lógico, resgatar boas lembranças. Esse tríptico eu comprei nas barraquinhas em frente ao Metropolitan Museum e começou com a última foto, que logo me apaixonei, com as duas placas One Way meio detonadinhas. Depois encontrei a foto mais aberta, com a placa e os prédios de tijolinhos vermelho, com a ponte Manhattan ao fundo. Por último, os prédios vermelhos. Daí foi só enquadrar.
No lavabo também tenho um banquinho de leitura. Da festa baiana de 2 anos da Lorena restaram de herança dos cordéis. Um dos meus preferidos, que deixo em destaque em dias de festa (de adultos) é: "Homem que mija sentado dá mais prazer à mulher". E ajuda a manter o banheiro limpo, completo.
Em toda festa gosto também de fazer uma graça no lavabo. Na festa baiana, peixes de papel contact (de novo!), cestinho com fitas do Bonfim e uma toalha de baianinha que trouxe do Mercado Modelo.
Ano passado fiz uma festa de boteco divertidíssima no meu aniversário. E para decorar o lavabo eu fui até a casa dos meus sogros resgatar a coleção de Playboy do marido. Que diversão! Entre as preciosidades estava a revista da Hortência! Um luxo!
Para virar um típico banheiro de boteco, coloquei na bancada uma caixa com giz. Conclusão, o banheiro virou um point, com várias frases fofas e algumas impublicáveis. Na pia também ficou minha mini-coleção de fósforos e uma garrafa de cerveja de solitário.
A última Extreme Makeover do meu lavabo foi recentemente, quando ele ganhou ares mexicanos. Pendurei um vestido típico e repeti a ideia de escrever nas paredes com giz.
Mas, desta vez, não liberei a caixinha. Só fiz uma graça e incentivei os convidados a usarem bigodón.
Hoje, meu lavabo está com mini-cactos da festa mexicana, o adesivo de copo americano da festa de boteco, os cordéis da festa baiana, um sachê da Provence da época afrancesada que ele teve e, agora, um caminhão de brinquedos da FAO, loja de Nova York que faz adulto querer voltar a ser criança. Pode ser samba de crioulo doido, mas, vou falar, eu adoro samba!

13 de set de 2011

Brasserie Victória

A Brasserie Victória é um dos clássicos do Itaim Bibi, em São Paulo. E não é por sua decoração, praticamente inexistente, nem pelas suas garçonetes-senhorinhas, mas pelas delícias que saem da sua cozinha há algumas décadas. A qualquer dia da semana, está sempre lotada - de senhorzinhos do bairro, de famílias inteiras e pessoas que trabalham ali perto da Juscelino Kubitschek.
Para mim, é lá que se faz a melhor esfiha de carne de São Paulo. Eu prefiro a fechada, com massa bem leve e fininha, que desmancha na boca, mas há opções de massa folhada, aberta e outros recheios. Outro ponto positivo é o atendimento ágil. Sabe aquele dia que você quer comer bem, mas não quer esperar 40 minutos pelo seu prato? Então, este é o lugar.
Outro prato que nunca resisto é o arroz com lentilha, bem escurinho, que vem com cebolas caramelizadas por cima. Ou escolho o charutinho de repolho, ou a kafta ou o michui, todos uma delícia. A vitrine do restaurante é outra perdição, cheia de doces árabes e também colahada seca, homus, babaganuche, xancliche, pão sírio... Dá para pedir em casa (no site eles têm até um orçamento online para eventos super prático), dá para comer lá à la carte ou, para os famintos, encarar o rodízio. Delícia.

12 de set de 2011

Terrine de berinjela

A Mari, a irmã prendada, adora comidas lights e foi ela quem fez essa terrine de berinjela, inspirada em uma terrine do blog Diário de Cozinha. Inspirada porque, em vez de pimentões, ela usou abobrinha e cenoura. Diz ela, ficou maravilhosa. Então, aproveite que hoje é segunda-feira, dia oficial da dieta, para prová-la.

Terrine de berinjela
O que usar:
- berinjelas cortadas em lâminas (na transversal) bem finas;
- 2 cenouras pré-cozidas al dente e cortados em tiras finas;
- 2 abobrinhas italianas pré-cozidas al dente e cortadas em rodelas;
- 300g de ricota fresca;
- 3 dentes de alho roxo picado finamente;
- 1 maço de espinafre;
- 100 ml de azeite;
- sal e pimenta a gosto.

Como fazer:
No blog há uma história de polvilhar as lâminas de berinjela com sal para liberar as toxinas. Eu, confesso, nunca escutei falar sobre isso, mas para que contrariar? Então, primeiro polvilhe sal sobre as lâminas de berinjela e deixe por cinco minutos. Depois, lave as lâminas e deixe secar.
Escalde o espinafre por dez segundos em água fervente. Pique a espinafre finamente e, numa frigideira com um pouco de azeite, coloque o alho e, em seguida, o espinafre. Refogue rapidamente e reserve.
Misture a ricota com o espinafre e acerte o sal e a pimenta.
Numa chapa ou frigideira, grelhe as lâminas de berinjela já temperadas com sal e pimenta e azeite.
Forre a forma de terrine com filme plástico e disponha as lâminas de berinjela de modo que sobre metade para fora da forma. Recheie primeiro com uma camada de ricota (pressione bem), depois rodelas de abobrinha, outra camada de ricota, seguido de tiras de cenoura e finalmente termine com mais ricota. dobre a parte da lâmina de beringela que ficou para fora da forma, forrando toda a terrine.
Coloque um peso por cima da terrine e leve a geladeira por 3 horas. Desenforme e sirva.

9 de set de 2011

Lasanha bolonhesa do marido

Eu adoro cozinhar, mas cozinhar com tempo - e, principalmente, com a ajuda do marido. É que não gosto de provar comida e ele é meu sal e minha pimenta. Mas molho bolonhesa eu nem tento fazer porque o dele é imbatível. E é esse molho que nós usamos para fazer a lasanha, esse prato com gosto de preguiça e colo de mãe. Num destes fins de semanas, reunimos os amigos para fazer a lasanha. Enquanto conversávamos, íamos montando a lasanha: molho, massa, molho bolonhesa, molho branco, presunto (uso bem pouco), queijo, molho bolonhesa, massa, molho bolonhesa, molho branco... 

Lasanha bolonhesa do marido
O que usar:
Para 6 pessoas
- 1,5 kg de patinho moído;
- 1 cebola;
- 5 tomates maduros;
- 1 lata de tomate pelado;
- 1/2 lata de extrato de tomate;
- 300 g de queijo mussarela;
- 150 g de presunto;
- parmesão ralado a gosto;
- sal; 
- folhinhas de manjericão;
- um tico de leite;
- molho branco (pode ser pronto, nós aproveitamos um queijo de fondue que estava marcando na geladeira);
- 1 caixa de massa para lasanha Renata (claro!) grano duro;

Como fazer:
Molho branco: Dá para fazer o molho branco zás-trás. É só refogar um pouco de cebola picada na manteiga, dissolver duas colheres de maizena em 1 copo de leite. Despejar na panela e colocar mais leite até dar o ponto. Temperar com noz moscada, sal e, se quiser, parmesão ralado. Simples assim.

Molho bolonhesa: Bom, para preparar o bolonhesa refogue a cebola no azeite. Junte a carne. Quando ela estiver cozida, corte os tomates em pedaços grandes e vire o "bumbum" deles para o fundo da panela. Em poucos minutos a casca irá enrugar e você conseguirá retirá-la com uma pinça (técnica inovadora do marido). Junte o tomate pelado, o extrato, um tico de leite, manjericão e tempere com sal e pimenta do reino. O ideal é deixar no fogo por, ao menos, uma horinha.

Montagem
Basta seguir as instruções da embalagem. A massa sempre precisa estar em contato com o molho, certo? Então em um refratário coloque molho, massa, bolonhesa, branco, presunto, queijo, molhos, massa até ficar até um dedo da borda do refratário. Sem miserê! Termine com molho e finalize com parmesão. Como está na embalagem, acrescente um copo de água. (É estranho, mas dá certo). Leve ao forno médio pré-aquecido por cerca de 40 minutos. Se achar que está secando muito, pingue mais água. Quando estiver borbulhando e a massa estiver macia, prontinho.

7 de set de 2011

NY e a comida de rua

Eu não fui a nenhum grande restaurante de Nova York, os mais bambambãs ou estrelados. Mas comi muito bem e achei os preços ótimos. Já falei sobre isso nos comentários do post do Eataly: ultimamente, quando se vive em São Paulo, qualquer lugar do mundo passa a ser até barato. E nessa conta, Nova York sai na frente por outro motivo: tem muitas opções de comidas de rua. Ok, São Paulo também tem, mas eu, ao menos, nunca me atrevi a provar o churrasco grego do centro. Mas lá em NY, brincando de turista, comecei a ver os "carrinhos" que tinham as maiores filas e entrei na maioria delas. =)
O marido esteve em Londres ano passado e voltou falando sobre o Rei do Falafel que existe lá, por isso, apesar de estar sem fome quando cruzei a região de Wall Street, não resisti a provar esse sanduba aí. Ali ao redor da Trinity Church tem vários carrinhos de comida - com vários executivos na fila (parece confiável, vai?). Olha, juro que não estou sendo exagerada, mas o sanduba do Sam's Falafel foi uma das coisas mais gostosas que comi na viagem. Eu na fila só fiquei sacando e, claro, pedi o sanduíche com tudo o que eu tinha direito: pão sírio com babaganuche, hummus, tomate, cebola caramelizada, as bolotas de falafel... por $ 4 dólares. Os mais famintos podem optar por um marmitão. De uma forma ou de outra, após pegar a comida é só continuar reproduzindo os hábitos dos nova-iorquinos. Se sentar nos muitos bancos da praça e se acabar de comer! Delícia.
Carrinhos e trailers de cachorro-quente, cookies e cupcakes (fofos!) têm muitos, mas a indicação do "melhor hot dog de Nova York", dada por vários amigos, era o Gray's Papaya, que tem vários pontos espalhados pela cidade. Passamos por um quando passeávamos pelo Upper West Side e, a mesma história, nem fome tínhamos, mas precisávamos provar o dogão. Eu não sei se eu escolhi errado, mas o que me pareceu mais diferente foi esse dog com repolho e, ok, gostosinho, tem mostarda escura à vontade, mas nada sensacional. O suco de mamão, característico do lugar, eu pulei. É um lugar muvuca e, apesar do broche Polite New Yorker dos atendentes, eles não são lá muito polites...
É claro que não poderia sair de NY sem uma grande experiência de hot dog, então minha busca continuou. No último dia de viagem, ao descer as escadas do Metropolitan Museum (lindo!), demos de cara com uma mini-fila em outro carrinho de cachorro-quente. Era a hora. Minha comparsa sucumbiu ao quejo cheddar bem molenga e eu que adoro uma pimenta, escolhi o cachorro quente com chili.
Confesso que na hora olhei para o cachorro-quente com chili com carne e achei bizarro. Salsicha com carne moída e pimenta! Mas estava di-vi-no. Bem picante, não é um hot dog para iniciantes, mas é mega bom. Com uma coca-cola bem gelada, sentada na escadaria do Met, com um sol lindo e um céu azul eu dei adeus para Nova York feliz da vida.