30 de out de 2012

Festa de Matriosca da Laurinha

Uma designer, que tem uma cunhada fotógrafa e duas filhas lindas só podia dar nisso, festa de revista. E daquelas do jeito que eu gosto, caseiras e descomplicadas. A festa de Matriosca da Laurinha foi um charme só. Confesso que, quando eu vi, achei que a  Debora, a designer criativa, era gringa. Sempre acho que os gringos têm um bom gosto refinado e uma forma simples de ser feliz. 
A festa de 6 anos da Laurinha foi um café da manhã de domingo, olha que horário legal. Com direito a fruta no palito, salada de frutas, torradinhas e chocolate batido. Tudo feito no capricho pela família dela. Vamos combinar que não é qualquer mãe que corta a fruta em forma de coração para colocar no palito...
A Debora, que também tem um blog cheio de ideias bacanas, o A Beterraba, achou a inspiração das matrioscas na internet. Para quem quer reproduzir a festa em casa, aqui tem um post com os printables - pôster, convite, guirlanda, top cupcake e muitas dicas... Assim fica fácil, hein? A festinha no blog você encontra neste post aqui.
As guirlandas amarradas com barbante enfeitaram a mesa dos comes e o bolo teve varal de bandeirinhas, um charme só. Detalhe para as toalhinhas de crochê e para as famílias de matrioscas.
O mais divertido é que esta suposta gringa é baiana e, depois de morar por quase uma década no México, veio parar na minha pequena grande cidade. Como ela não me pareceu muito perigosa, a convidei para um café em casa para nos conhecermos. Foi uma delícia e já dividimos risadas, algumas histórias e... o cabeleireiro.
* Em breve por aqui a festa da outra filha da Débora. Se não aguentar de curiosidade é só ir lá na Beterreba.
** Fotos lindas da LizzClick, a cunhada fotógrafa.

18 de out de 2012

Bolo de laranja da Tia Ângela

Eu já chamava a tia Ângela de tia antes dela ser minha tia. É que sempre fui amiga de sua filha, a Bia. Desde a primeira série, pelo que me lembro, passando pela fase de adolescência, a dos patins, a da faculdade, quando cada uma foi para uma cidade, a fase adulta, a do casamento, que nos tornou comadres... Quando me casei com o seu sobrinho, me tornei oficialmente sobrinha, mas confesso que nem precisava, a tia Ângela sempre foi minha tia. E das mais prendadas. Pinta, cozinha, cuida da horta e do jardim, das filhas e netos, se fantasia de Papai Noel e ainda toca sanfona!
O bolo de laranja da tia Ângela é algo recente na minha vida. Eu, que nem ligava para bolo de laranja, o conheci no dia em que a Bia trouxe um quentinho para tomarmos café em casa. E, daí, eu me apaixonei. Nunca comi nada mais macio! Caldinha doce, com fundinho azedinho... Por isso passei a gestação da Anita inteira pensando no bolo de laranja. Quando a Anita nasceu, eu pedi a receita do bolo para a tia. E ela me mandou. E mandou também um bolinho de presente no dia do meu aniversário. Com direito a flor com casca de laranja e um bilhetinho. Posso dizer que consumi 85% do bolo, mas não enjoei. Em breve, eu mesma testarei a receita.
Bolo de laranja da tia Ângela
O que usar:
- 3 ovos inteiros;
- 1 copo de suco de laranja;
- 2 tiras de casca de laranja;
- 2 copos de açúcar;
- 2 copos de farinha de trigo;
- 1 copo de óleo;
- 1 col. (sopa) de fermento em pó;
- 1 pitada de sal.

Cobertura:
- 2 xícaras de açúcar de confeiteiro;
- caldo de laranja.

Como fazer:
Primeiro, bata no liquidificador os ovos até eles ficarem espumados. Depois, suco de laranja, casca de laranja. Acrescente aos poucos o açúcar e a farinha de trigo. Depois, o óleo. Sem bater, adicione o fermento e a pitada de sal. Unte uma forma de 25 cm de diâmetro e leve ao forno pré-aquecido. Em casa, primeiro assei por 10 minutos a 250 graus, depois, abaixei a temperatura para 180. Esse bolo, especialmente, precisa ser assado lentamente. Em casa foram, no total, pouco mais de 50 minutos. Vale a pena.

Para a cobertura, coloque em um prato fundo mais ou menos 2 xícaras de açúcar de confeiteiro e, aos poucos, calde de laranja até formar um creme bem espesso. Despeje sobre o bolo morno e passe o café.

15 de out de 2012

Piquenique da Laura

Sou de uma época que não existia email nem telefone celular. Juro que não faz muito tempo e o mundo era assim, jurássico. E, por isso, perdi o contato com uma amiga querida que conheci quando fazia cursinho, em 1900 e bolinha. Daí o mundo mudou, o computador virou algo banal, eu criei um blog e essa minha amiga, que nem é lá muito de internet, me encontrou por causa dele.

Eu adoro ser blogueira, já fiz muitas amizades virtuais incríveis nestes seis anos de blogagem, mas confesso que reencontrar a Gabi foi o meu melhor presente. Nos reencontramos já casadas, já com filhas e, desde então, tentamos nos fazer presente. Semana passada, Gabi me enviou essas fotos do aniversário da Laurinha, que acaba de fazer 5 anos. Um piquenique na escola, algo bem simples, sem lembrancinhas caras, sem mesas com decoração mirabolantes, mas com muito resultado: é só olhar o sorriso da Laura para ver. A seguir, o relato da Gabi, que descreve o que realmente importa nesta vida.
 
"Querida amiga, acho que esse texto tem tudo a ver com a nossa escolha de mãe, ainda mais quando se trata de um tema tão sensível quanto a inclusão social. Comemoramos o aniversário da Laura na escola.

Resolvi fazer um piquenique nos gramados da Faculdade de Saúde Pública da USP, afinal, trabalho lá e a Laura estuda na creche de lá. Por tratar-se de uma creche conceito, há uma série de regras a serem seguidas para as festas. A nutricionista acompanha tudo de perto e nos dá uma opção de cardápio que deve conter: bolo, um acompanhamento salgado e suco. Laura optou por pão de queijo (óbvio, ela é mineira!), suco de maracujá e bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro.
Inicialmente, tinha pensado em fazer cupcakes, mas me lembrei daqueles bolos embrulhados que nossas mães faziam e colocavam na caixa de isopor. Comprei a caixa e levei para as crianças da sala decorarem. 

Aí eu já fiquei emocionada! Eles colaram as suas cabecinhas e desenharam seus corpos, além de escreverem dedicatórias para Laura! Demais! A segunda surpresa foi em relação ao bolo embrulhado! Eles nunca tinham visto e adoraram poder pegar seus bolinhos sozinhos.
Outra regra é sobre convidados. A psicopedagoga é extremamente rigorosa e sempre nos diz: “O importante para as crianças é a presença dos pais, o resto é apenas um complemento”. Querida Rê, descobri que isso á a mais pura verdade! Laura só sabia dar atenção para nós, apesar de estar com seus melhores amigos. Levava as crianças para nos conhecerem e para brincarmos com eles! 

Ali, descobri o que realmente quer dizer inclusão, sabe? Minha filha super integrada, amigos que a adoram, a entendem, e ela totalmente à vontade para nos mostrar o mundo que vive! Eu e o Fabio, em pleno expediente, correndo com eles no gramado, enchendo bexigas de coração... Foi demais! Te garanto que eles não sentiram falta nenhuma dos brigadeiros e lembrancinhas! Desde que pudessem brincar e estar com a Laura, bastaria!"

1 de out de 2012

Tomate seco sem preconceito


O tomate seco é uma daquelas comidas que já tiveram seu auge e hoje amargam o título de cafona e enjoativo. Como se fosse a saia balonê da gastronomia. Acho que foi nos anos 80 que ele apareceu e foi usado em tudo quanto é prato, anos mais tarde, caiu no ostracismo. Eu gosto de tomate seco, mas confesso que hoje como muito pouco. Acontece que há alguns dias, aniversário da Helena, fui apresentada ao tomate seco da mãe da vó da Helena. Que delícia, bem carnudinho, nada de tomate seco ressecado e queimado. O preparo é um pouco demorado, mas dá para fazer de baciada e guardar para um tiragosto, sem preconceitos.

Tomate seco
Como fazer:
O segredo, segundo dona Elza, a vó da Helena, é comprar um bom tomate - e ter um tico de paciência. Para ela, o melhor tomate é o débora. Para começar o preparo, lave bem os tomates, tire o "olho" e os corte de comprido. Tire toda a semente com uma colherzinha e lave os tomates em água corrente. Coloque os tomates já limpos em um pano de prato para escorrer. Em uma assadeira, coloque os tomates com a parte aberta para cima. Em cada tomate, três pedrinhas de sal grosso. Polvilhe açúcar em tudo e leve a assadeira ao forno baixo pré-aquecido por aproximadamente 2 horas.

Tire os tomates do forno, retire a água que juntou na assadeira (pode ser com um pano de prato). Leve ao forno baixo por mais 2 horas. O ponto certo será quando ele estiver com a parte carnuda vermelha e seca e a casca levemente enrugada e com cor de ferrugem. Deixe esfriar completamente e tempere os tomates com azeite de boa qualidade, alho fatiado, louro e orégano.