23 de nov de 2012

Rio: Quadrucci

Na viagem ao Rio eu, como de costume, já fui com uma listinha de lugares a ticar. E nela estavam o Zazá Bistro, os botecos Bracarense, delicinha para happy hour, e o Chico e Alaide, que não conseguimos ir. Afinal, viagem de 3 dias com 2 crianças 2 botecos seria demais. Em vez do segundo boteco, acabamos achando e adorando o Prima Bruschetteria, lugar descoladinho e gostoso, daqueles que você conhece e pensa: Como ninguém teve esta ideia antes!
Mas, voltando aos restaurantes, amigos haviam me indicado o Quadrucci e foi lá que fomos almoçar e comemorar os 40 anos do marido. O restaurante faz a linha mais arrumadinho, mas tem uma varanda deliciosa. Com carrinho de bebê e uma menina falante, escolhemos a mesa bem ao fundo do salão, que não é dos maiores, para não incomodar os outros clientes. E chegamos cedo, fora da hora do rush.
A grata surpresa foi ver no cardápio ostras frescas, para delírio do aniversariante. Não gosto de ostras e fui de carpaccio de abobrinha, leve e delicioso, daquelas boas ideias para tentar reproduzir em casa. De prato principal, marido adorou o canelone de siri e eu amei os camarões com arroz de laranja, aspargos e cenoura que eu, por sorte, comi quentinho por um erro do garçom, que anotou errado meu pedido. E, o que era para ser um desastre, foi ótimo. Enquanto meu novo prato era preparado, almoçou o marido e, depois, eu. Quem é mãe entende, não? De sobremesa, fondant de chocolate belga com morangos e uma velinha para Lola soprar. Delícia.

19 de nov de 2012

Chá de bebê (de bigode) do Thoni

Vou ser sincera, acho chá de bebê uma coisa meio chatinha. Já escrevi matérias dizendo que é uma festa de boas-vindas, uma maneira da futura mãe reunir os amigos e acho tudo isso; tanto que até fiz uma festinha para a minha primeira filha - e me diverti. Mesmo assim, cismo que o chá de bebê tem grande chance de ser um porre - não alcoólico.
Por isso, quando vi as fotos do Chá do Anthonio, filho da minha amiga Lú Loira, eu adorei. Bem humorado, simples, caseiro, sem frufru. Uma festa de adultos, afinal. O tema foi o bigode, que eu adoro e até já usei em uma festinha em casa, a festa mexicana. Anita até tem um prendedor de chupetas de bigode e eu acho bem divertido - e minha mãe acha horrível... Gosto não se discute, nem em família.
A Lú, que é dona da bacana loja Las Tinas, fez bandeirola com o nome do Anthonio para decorar a mesa, que foi enfeitada com vidros de snacks - pipoca, amendoim e Doritos -, pratos de docinhos, cachorro quente, baldes de bebidas e copos com canudos com bigodes, que deram um ar divertido. 
Um quadro com várias fotos do Elvis também foi enfeitado com bigodinhos diversos. Em um aparador, uma charmosa vitrolinha fez a trilha. Ao lado dela, um vidro com as lembrancinhas: chocolate em formato de bigodes. Festinha simples, criativa e gostosa, do jeito que eu gosto.

14 de nov de 2012

Bolo integral de alfarroba com chocolate

Não conhecia a alfarroba até minha amiga Debora me presentear com um kit bolo de alfarroba; um pacote de pão com uma receita de bolo grampeada e com todos os ingredientes dentro, separadinhos já na medida certa. Ideia bacana da Sabor da Vida, um armazém de produtos naturais aqui da minha cidade.

Com o kit, ficou fácil fazer a receita e provar a tal da alfarroba. Eu quebrei os ovos, coloquei o óleo e Lorena despejou os saquinhos com os ingredientes naturebas. O bolo ficou bem macio e bem escurinho. O gosto não é tão marcante assim e, com o achocolatado da receita, fica bem parecido com um bolo de chocolate.

Pesquisando, vi que a alfarroba é uma opção para quem está firme e forte no projeto verão 2013. É bem light e boa para diabéticos. Lorena, que não é de comer doce, adorou. Levou de lanche para a escola e pediu mais um pedaço para levar no dia seguinte. Eu, que não sou lá muito light, decidi calibrar o bolinho com uma camada generosa de brigadeiro, só para ficar com mais cara de chocolate!
Bolo integral de alfarroba com chocolate
O que usar:
- 2 ovos;
- 1/2 xíc. de óleo;
- 1/2 xíc. de farelo de trigo;
- 1/2 xíc. de farinha integral;
- 1 xíc. de farinha de aveia;
- 1 xíc. de açúcar mascavo;
- 2 col. (sopa) de achocolatado;
- 2 col. (sopa) de alfarroba;
- 1 xíc. de água fervendo;
- 2 col. (sopa) de fermento.

Como fazer:
Bata todos os ingredientes no liquidificador, nesta ordem. (O fermento eu não bato, misturo na mão). Unte uma forma de furo e coloque no forno médio por aproximadamente 30 minutos.

8 de nov de 2012

Carne louca da Rita Lobo

A Rita Lobo é aquela mulher linda, mãe de dois filhos fofos, que tem um apartamento de bom gosto, escreve muito bem e ainda sabe cozinhar divinamente. Se estivesse ainda na redação do Estadão poderia ter escrito isso para ganhar aumento, mas saí do jornal há quatro anos e, bem antes disso, já achava tudo isso da Rita. E, agora, além do site Panelinha, ela tem um programa no GNT. São 15 minutinhos, pá-pum, e, a cada programa, você fica pensando como é fácil ser Rita Lobo. Estar linda e maquiada, fazer uma refeição incrível em poucos minutos e servi-la em louças garimpadas mundo afora.

Parei! Ok, chega de divagar. Fato é que fiquei aguada para fazer a carne lobo da Rita Louca! Ops! E a receita era bem simples, daquelas coloca-tudo-na-panela-de-pressão. Marido comprou todos os ingredientes e, enquanto Anita chorava de sono e Lorena apavorava pela casa, a panela apitou por 40 minutos. Depois que as duas dormiram, desfiamos a carne. Acabamos pra lá das 10h30 da noite, mas fizemos mesmo para prová-la no dia seguinte, geladinha, curtida e... deliciosa. Faz aí!

Carne louca da Rita Lobo
Para 6 pessoas (rende demais!)
O que usar:
- 1 kg de músculo (traseiro, ela sugere);
- 1,5 l de água;
- 1 cenoura;
- 1 cebola;
- 1 talo de salsão (não usei);
- 2 folhas de louro;
- 2 cravos da índia;
- 1 canela em rama;

Para o vinagrete:
- 2 tomates grandes e maduros;
- 1 cebola roxa;
- 1/4 de xíc. (chá) de vinagre;
- 1 xícara de azeite;
- 2 col. (sopa) de caldo da carne;
- sal e pimenta do reino;
- folhas de salsinha e/ou coentro (não usei);

Como fazer:
Lave o talo de salsão e a cenoura e corte-os em 3 partes. Divida a cebola ao meio e, em cada parte, espete com o cravo a folha de louro. Na panela de pressão, coloque o músculo (coloquei em 5 pedaços grandes), cenoura, salsão, cebola, canela e água. Quando apitar, baixe o fogo para médio e deixe cozinhar por 30 minutos. Coe o caldo (e guarde para futuro risoto), desfie a carne e a junte em um vinagrete feito com tomate (usei com sementes), cebola roxa, vinagre, azeite, 2 colheres do caldo de carne, sal e pimenta do reino. Misture bem, coloque em um recipiente com tampa e deixe na geladeira.

*Dica: na hora de comprar a carne, diga ao açougueiro que você vai desfiá-la. Assim, ele corta da maneira correta. Alguns pedaços estavam com muita gordura e não dava para desfiar, daí resolvemos não usar na carne louca.
Em casa, costumamos comer carne louca com uma fatia de queijo prato e rúcula. Desta vez, ainda colocamos uma salsa picante que ganhei da minha amiga baiana-mexicana-tatuiana Debora Beterraba. Recomendo, com ou sem salsa.

7 de nov de 2012

Rio: Zazá Bistrô

Faz alguns pares de anos que, de táxi, passei em frente ao Zazá Bistrô. Ao ver aquela casa de esquina em Ipanema, com uma varanda bem gostosa cheia de almofadas coloridas, me deu uma vontade de pedir para parar. Mas estava no Rio a trabalho e uma pauta me esperava. Acabei anotando Zazá Bistrô no meu bloquinho - e na minha cabeça. Mês passado, quando estive no Rio a passeio com a família, logo coloquei o Zazá na minha lista. Ainda mais depois que vi no site o cardápio, que faz a linha natureba com boas opções thai. O chef Pablo Vidal, também li, foi eleito revelação algumas vezes.
Enfim, fiz uma reserva para o almoço de sexta-feira, afinal, sou uma mãe de família com noção e sei que chegar a um restaurante no horário de pico com uma criança serelepe e um bebê no carrinho pode ser um problema. Na sexta, inclusive, rola um menu fechado com entrada-pratoprincipal-sobremesa a R$ 39,90. Ótima oportunidade.
Mas foi abrir o cardápio e ler "camarão thai" para esquecer o bom negócio do menu executivo. Camarão com pedaços de abacaxi, abobrinha, coentro, cogumelos ao molho de curry vermelho picante servido com arroz de cardamomo. Esta seria minha estreia no Rio. Se eu gosto de coentro? Não muito, mas não seria eu que iria dizer ao chef de boa reputação mudar o prato que ele criou. Não me arrependi, estava divino, com gosto suave de coentro e um picante delícia. O marido foi de namorado grelhado com banana da terra, pupunha e aspargos - e também ficou bem feliz.
Paulista que sou, vou dizer que o atendimento é simpático, mas não dos mais eficientes. O garçom não sabia do menu executivo, que eu sabia, não sabia explicar os adesivos colados no menu (2 pratos a R$ 55), a reserva era para 12h30, mas o restaurante só abriu uns 15 minutos depois porque "tinha um funcionário que ainda estava almoçando". Enfim, estava de turista e saí de lá bem feliz e satisfeita, ainda mais depois de provar o devil's cake, um bolinho de chocolate rústico acompanhado de sorbet de limão siciliano. Saí de lá tão feliz e satisfeita que fiz até um pitstop no banheiro (que tem música bem alta, espelhão e frases e quadros diversos na parede) para um auto-retrato com a Anita. Fala aí, quem tira foto de óculos de sol no banheiro do restaurante é uma pessoa feliz, não?
* O restaurante estava bem vazio, mas sempre é bom fazer reserva pelo site. No andar superior do casarão há um ambiente incrível, com tapete felpudo, mesas baixas e muitas almofadas espalhadas. Pode ser perfeito para uma reunião com os amigos ou... um espaço kids para as crianças!

1 de nov de 2012

Aquele abraço!

Sou turista com 'T' maiúsculo, daquele tipo que não se importa em andar com a máquina fotográfica pendurada no pescoço nem se sente constrangida ao desenrolar o mapa para se localizar. Faço as (4) malas rapidamente, raramente esqueço alguma coisa, saio de casa com o roteiro já matutado na cabeça, nem que para isso perca boas horas de sono durante a noite. Igual criança quando não consegue dormir na véspera da excursão da escola, sabe?

Mês passado marido comemorou 40 anos. E eu, que amo uma festa, decidi organizar uma viagem de turista para a família e fugir da balada. O destino precisava ser próximo, já que iríamos com uma criança de 3 anos e outra de quase 4 meses. Daí decidimos pelo Rio, que fica a 40 minutos de avião, aquela cidade que todo gringo baba e que diz a lenda que paulista não gosta.

Eu gosto tanto que sempre que volto de lá fico imaginando como seria a minha versão marrenta se minha avó carioca Carminha não tivesse se casado com meu avô baiano João e feito as malas para se mudar para São Paulo. 

Foi apenas um fim de semana estendido, mas deu tempo de ver o bolo do bondinho, que comemorou 100 anos, queimar o coco no pé do Cristo Redentor, caçar folhas diferentes pelas alamedas do Jardim Botânico e até ir para a praia e fazer uma farofa carioca, com direito a biscoito Globo e piscininha inflável nas areias do Leblon. Delícia! Voltei, como sempre, querendo voltar. Logo mais, três restaurantes imperdíveis.
* Turista que sou, também amo um regallo! Meu pratinho de "porcelana" já está posicionado junto com meus cristais... Podem me chamar de brega, mas eu amei!