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1 de fev. de 2013

Histórias em movimento

Eu sou daquela tipo de mãe que adora presentear crianças com livros. Mas, na correria do dia a dia, confesso que não são todos os dias que leio ou conto uma história para minhas filhas. E é por isso que achei especial o projeto de uma querida amiga, Monalisa Lins, que criou junto com sua família o Histórias em Movimento.

Conheci a Mona nos tempos de redação do Estadão. Ela, fotógrafa, sempre foi daquelas parceiras que fazia a pauta ficar muito mais divertida. A Mona é casada com o Evelson de Freitas, também fotógrafo, e tem dois filhos, o Leonardo, de 8 anos, e a Ana Laura, de 3 anos. Os quatro são contadores de histórias e voluntários em asilos, parques e praças de São Paulo.

Há tempos ela me falava sobre esse projeto e, há pouco, decidiu criar um site para incentivar as pessoas a ouvirem e contarem mais histórias. Em tempos de excesso de internet, Iphones, Ipads e tantos outros "ais", nada mais bacana do que voltar o olhar para um hábito ancestral. Seja para se aproximar dos seus, para aumentar o conhecimento, para fazer uma pausa na rotina, para arejar a cabeça ou dar um refresco na alma.

No site Histórias em Movimento você encontra histórias, adivinhas, trava-línguas, roteiro de bibliotecas e descobre a diferença entre contar e ler uma história e os benefícios destas duas práticas. Muitas das histórias compartilhadas no site ainda são ilustradas com os desenhos dos filhos da Mona. Uma delícia!

Bom, nós, humanos, não cultivamos mais o hábito de nos reunirmos em volta da fogueira para ouvir e contar histórias. Mas que bom seria se nos permitíssemos, com mais frequência, nos desconectar? É isso. Como diz Mona e sua família, entre nesta rede; faça a sua roda.
*Na foto, Lola fazendo a sua roda de leitura (não, ela não sabe ler!). Cena espontânea que me encheu de orgulho.

20 de dez. de 2012

Não se admire se um dia...

Faz alguns meses que aqui em casa convivemos com dois ninhos de beija-flor e com eles dando rasantes na garagem (e com meu carro cheio de cocô, mas esta é a parte menos romântica disso e juro que nem ligo). Hoje, eu na sala de casa com minha pituca, vejo pela porta de vidro um beija-flor em volta da piscina. Normal. Como ele não saía dali, peguei a máquina fotográfica para fotografá-lo. Tirei algumas fotos e voltei para a sala.

Mas ele fazia muito barulho e, quando saí de novo de casa, vi um filhote na piscina. Resgatei e o coloquei no deque, no sol. Em segundos, a mãe foi até ele. Saía e voltava e dava algo no seu biquinho. Não sou das mais emotivas, mas foi muito linda a cena.

Quando o filhote estava quase seco, começou a chover. Para não colocar a mão nele, peguei um pedaço de cartolina e um livro e o deixei no capô do meu carro, bem embaixo dos ninhos. Horas depois ele não estava mais lá e espero que o final desta história tenha sido feliz.

No final do dia, depois da chuva, as luzes de casa já estavam acesas quando surgiu uma luz bem amarela no céu e um arco-íris. Se amanhã o mundo vai acabar eu não sei, só sei que hoje o dia foi especialmente diferente. E que amanhã é um novo dia, logo mais, um novo ano e que cada vez mais eu tenho a certeza de que a vida é feita de coisas simples. Sim, estou piegas e fico emotiva nesta época.

Este é o meu conto de Natal. Feliz Natal para você que passa por aqui e um 2013 cheio de paz, saúde e alegria para todos nós.

15 de jul. de 2012

Bem-vinda, Anita!

Meu sumiço, imagino, é auto-explicativo. No último dia 28, nasceu Anita - com 3,1 kg e 49 centímetros de pura gostosura. Encerramos um ciclo com o final mais feliz que poderíamos ter. E, agora, começamos um novo, cheio de saúde e alegria. Bem-vinda, filha abençoada. Bem-vinda, meu amor.

* Na foto, irmã mais velha e irmã mais nova, com 8 dias de vida.

10 de jun. de 2012

Bala japonesa e os anos 80

Naqueles tempos sem cintos de segurança, cadeirinha e bebê conforto, viajávamos todas soltas na caravan do meu pai, eu e minhas três irmãs. A caçula, Fafá, ia no meio das pernas da Mari e da Gabi e eu, muitas vezes, no porta-malas, onde meu pai colocava um colchão para fazer uma caminha. Na estrada, saía e voltava para o porta-mala inúmeras vezes; minha irmã mais nova ia para o banco da frente com minha mãe outras tantas e nenhum guarda nunca mencionou prender os meus pais. Loucuras dos anos 80.
Viajávamos para Cabo Frio, para o Sul, para Ubatuba e Guarujá e, em uma destas viagens, meu pai ao volante, pelo retrovisor, notou que a Mari, a mais prendada das minhas irmãs, estava ficando roxa. Culpa da balinha japonesa comprada minutos antes em um posto de gasolina. Com a delicadeza que lhe é peculiar até hoje, conseguiu em um movimento ninja segurar o volante com uma mão e, com a outra, um belo tapa nas costas da Mari. Mari sobreviveu, mas a balinha nunca mais foi encontrada. Desde então, as balinhas japonesas foram amaldiçoadas em casa. Bala Soft podia, mas a japonesa não. Loucuras dos anos 80.
* Tudo isso porque semana passada o marido apareceu com este vidrinho em casa, cheio de balas "japonesas" feitas no Rio de Janeiro. Agora me pergunto: por que eu e o povo de casa chama essas balas de japonesas? Essas nipônicas fajutas da foto são da carioca Galo Doce.

15 de mar. de 2012

Presente de Anita

Lembra daquele quadro da TV Rá-Tim-Bum, Senta que lá vem história? Então, quem quiser, pegue seu banquinho e se acomode. O começo da minha história foi em outubro, com poucos dias de atraso e muitas dores. O corpo fala e eu decidi escutá-lo. Comecei, por conta, a fazer exames. O de sangue deu positivo e o ultrassom indicou que eu estava com uma hemorragia interna, possivelmente por causa de um aborto. Com dois dias de atraso nem deu tempo de dar à palavra aborto aquele peso todo. Fui operada de emergência, na madrugada do mesmo dia do diagnóstico, e três dias depois tive alta.

Mas continuava me sentindo grávida. E estava. Uma semana após a cirurgia, no útero, descobrimos um saco gestacional. Na verdade, eu teria dois bebês: um estava na trompa e causou a hemorragia; o outro, ou melhor, a outra, estava no lugar correto. As poucas pessoas que eu contei diziam que o bebê era um guerreiro. Mas apenas uma amiga querida acertou: "Para ser teimosa assim, só pode ser mulher", me disse. E é. É Anita, mas pode também chamar de persistência, de heroína, de presente de Deus.

Já passamos da metade do caminho, estou no sexto mês de gestação e, enfim, o mal-estar, as dores e a preocupação passaram (preocupação de mãe passa?). Anita tem hoje 450 gramas e deve chegar no começo de julho. Tudo indica que em um dia de inverno eu conhecerei meu mais novo grande amor.

* Em outubro, eu mesma escrevi aqui que eu e minha ex-sócia Fran sabíamos fazer um monte de coisa além de fazer filhos. Mas no dia da foto eu já estava grávida - e não sabia.

25 de out. de 2011

Frango com Banana Revival

E daí que eu me apego a um ritual. E há exatos cinco outubros, um dos meus rituais preferidos inclui reunir minha cumadre Fran, maridos e crias para um almoço especial para comemorar o aniversário do nosso querido e vivo no limbo cibernético, salve, salve, Frango com Banana, um dos primeiros blogs de culinária do Brasil. Eu não nego meu passado, jamé, e é com muito orgulho que digo que eu e Francisquinha fizemos o Frango com maior carinho por quatro anos e meio. Daí, vocês sabem, cada uma das partes pegou suas trouxas e partiu para voo solo. Como dizem as celebridades por aí, a separação foi amigável.

Vou me repetir, mas a Fran chegou de brinde na minha vida. O Flá, então meu namorado, era amigo do Cuco, então namorado da Fran. Mas os anos se passaram, a Fran se casou com o Cuco, eu me casei com o Flá, e nós viramos cumadres, amigas de infância, blogueiras e mães. Exatamente nesta ordem.

E outubro foi chegando e não conseguimos deixar passar o niver do Frangote. Foi mais forte que nós. Então, no último fim de semana, nos reunimos para fazer um prato especial no maior estilo Frango com Banana Forever. Além da receita de frango com banana, tiramos, claro, a nossa foto anual. Abaixo, imagens da nossa história virtual. Viva o Frango, viva nóis, viva todo mundo.
Quando o Frango com Banana fez um ano, em 2007, o Alê, primeiro filho da Fran, era um mini-pacote.
Em outubro de 2008 rolou um revezamento de barriga. Leleco estava com 1 ano e alguns dias e eu grávida de cinco meses da Lola.
Tcharan. Lola apareceu e, em outubro de 2009, estava com oito meses e as coxas cheias de dobrinhas. Delícia. Leleco com dois anos e Fran ensaiando o seu desfralde.
Eis que surge mais um filho - da Fran! Ano passado a gente quase enlouqueceu para executar o almoço comemorativo e dar conta de tanta criança. Antonio com três meses, Leleco com 3 anos, Lola com 1 ano e meio e nós exaustas!
Domingão, nós com cara de amigas de propaganda de margarina tentando administrar as crias e as panelas. Olhando assim, parece que nestes últimos cinco anos a gente só fez filho, mas, juro, a gente fez mais um monte de coisas. UPDATE: Nesta foto, eu não sabia, mas já estava grávida da Anita. Pensando bem, fazemos filhos tão bonitinhos, não vamos mexer em time que está ganhando. 

* Ah, para ler a versão da Fran sobre a nossa história, é só clicar aqui.

19 de set. de 2011

Pé de jabuticaba

Quando era criança não sabia definir as estações do ano, mas identificava claramente a época da mixirica, da ameixa (que hoje chamam de néspera), da jabuticaba... Nessas safras, era um tal de mandar sacola de frutas para lá e para cá, de distribuir (e receber) frutas pela vizinhança. No verão, a árvore de ameixa ao lado da piscina do sítio sempre estava carregada e nós, crianças, dividíamos nosso trabalho entre brincar na piscina e subir na grade da casa para pegar as ameixas. Deve ser nostalgia porque, por mais que eu compre as tais nésperas, nunca mais comi nésperas doces como aquelas da minha lembrança.

No sítio também havia uma grande jabuticabeira, daquelas de jabuticabas gigantes, que fazem um ploc bem alto. Quando a fruta amadurecia, bacias e bacias de jabuticabas. Lembro do meu pai sentado no sofá da sala comendo pratos fundos de jabuticaba. Acho que por isso, logo que me mudei para minha casa, quis comprar uma jabuticabeira. Ok, não dava para comprar uma árvore centenária - não havia dinheiro nem espaço para isso. Por isso, compramos uma pequena, que está crescendo junto com a Lorena.

Há quase três anos ela convive conosco e, este mês, pela primeira vez, deu frutos. É jabuticaba daquela miudinha, mas bem doce. Os passarinhos, que praticamente acabaram com a minha safra de não mais do que vinte jabuticabas, que o digam.
Na foto lá no alto, Lola que provou pela primeira vez jabuticaba do pé. Acima, jabuticaba comprada na feira, na safra passada.

25 de mai. de 2011

Outono

Aos 32 anos, descobri do que eu gosto. Eu gosto de outono, daquele céu azul turquesa, de tomar sol com roupa de frio, de ficar com a bochecha queimada do vento (o blush mais lindo de todos), de tomar sopa à noite e, quem sabe, algumas taças de vinho. Deve ser porque esse tempo me remete às temporadas no sítio, às batatas assadas na lareira, ao cheiro da lenha queimando, às galochas que usava para caminhar pelo pasto, a grama gelada do amanhecer, ao pomar e a espiga de milho, que alimentava os cavalos e galinhas. É, também gosto muito da nostalgia que o outono me traz.
* Estou só esperando alguma irmã me dedar e dizer que, num desses dias, eu também comi espiga de milho, crua! Na fotos, as três Gallos mais velhas: eu, Gabi e Mari. E, acima, eu de galocha vermelha com as irmãs e a prima Fê (confere?).

19 de mai. de 2011

Tchuptchura

De onde veio essa minha mania de chamar as pessoas, normalmente as mais novas que eu, de querida, lindinha, amor, flor, tchuptchura... Que cafona! Depois de velha, virei meiga.

30 de mar. de 2011

Pulp Fiction

Mas, fia, você, essa pessoa sistemática, virginiana metódica, que guarda CDs por ordem alfabética, vai misturar posts velhos com posts novos, vai deixar o puxadinho todo bagunçado? Ninguém vai entender nada! Ué, não tem filme que começa no meio, que mostra no meio o final e, no final, o começo? O Canta Gallo é mais ou menos assim... meio Tarantino.

* Nota mental: Alguém ainda compra CDs?

28 de mar. de 2011

Chama a Granero!

Toda mudança é assim. Período de reflexão, de novos projetos, novas ideias. Depois de 4 anos e meio dividindo a cozinha com a Fran no Frango com Banana, resolvi me mudar para esse puxadinho aqui. E sabe como é mudança. Algumas coisas trazemos no colo, algumas encaixotamos, outras, simplesmente, abandonamos. Aquela TV de tubo? Pode ficar para você! O sofá puído tem potencial? Então vou levar para reformar. Ou melhor, aquele post daquele restaurante que já fechou que fique no limbo cibernético. Aquela receita gostosa, com foto meia-boca, eu refaço qualquer hora.

Por enquanto, o Cantando de Gallo ainda é um dois cômodos, um quarto e sala. Mas, com o tempo, talvez ele ganhe mais espaço, um projetinho mais elaborado. Todo mundo sonha com uma suíte, não é mesmo? E, quem sabe, em estampar a capa da Casa Vogue. Sonhar não custa nada.

* Nota mental: Se liga, fia! No máximo você vai conseguir uma nota de pé de página na Revista Ana Maria...