Faz anos que se acumulavam em casa quadros recostados na parede. A cada viagem, a cada lojinha de museu, a cada pôster bacana de camelô, a cada exposição visitada, a coleção aumentava. A ideia sempre foi fazer com todos eles uma parede de quadros, mas parecia que nosso mosaico nunca estava completo. Sem pressa, ao desfazer as malas, enquadrava os pôsteres e tentava finalizar o quebra-cabeça - ou ao menos começá-lo.
Depois da última viagem, somamos sete quadros e não havia mais lugar para encostar os quadros. Foi aí que passamos algumas horas para começar nosso mosaico. Tentamos várias técnicas, mas a melhor delas foi cortar papel pardo do tamanho dos quadros e reproduzir na parede o desenho que pareceu simpático no chão. Nossa escolha foi alinhar os quadros por uma linha imaginária pela base.
Os quadros de papel ficaram alguns dias colados na parede, para a neura aqui ver se aquela era mesmo a posição. A partir destes sete quadros, agora pendurados, vamos continuar nosso mural de memórias e, quem sabe, incluir nele alguns objetos. Nesta parede, que começa na sala e termina no meu quarto, quero seguir com pôsteres e também com fotografias. Mas tudo sem pressa.
Para deixar a coleção mais harmônica, eu, iniciante, sempre optei por molduras neutras, em sua maioria em tons de madeira. Os quadros também têm temas comuns. Nesta coleção, além de mapas antigos de algumas cidades, como Londres e Paris, temos a planta da Torre de Pisa, o mural de azulejos do Alcazar de Sevilha, um pôster de Escher, artista que o marido adora e, para finalizar, um jogo americano de papel de um restaurante de Montalcino, que é especial para nós. Enfim, tudo pode ser enquadrado - e trazer boas recordações.
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22 de jun. de 2012
21 de jun. de 2012
Para furar a parede sem (muita) sujeira
Técnica desenvolvida pelo marido McGyver para não fazer sujeira muita na hora de furar a parede. Basta colar uma sacolinha com fita crepe próximo ao local onde será feito o furo. 95% da sujeira cai nela, eu garanto.
8 de nov. de 2011
Home office de verdade
Quando eu e o marido projetamos nossa casa, criamos no projeto um espaço para o meu escritório, já que sabia que, a curto prazo, iria abandonar a redação para trabalhar em casa. Então, pensamos em um lugar isolado, onde ninguém pudesse me incomodar e eu pudesse me concentrar. Minha casa tem dois pisos: o térreo, onde fica cozinha, garagem, quintal e quartos, e, um segundo, onde está meu quarto e o meu à-prova-de-interrupções escritório, que, aliás, tem uma vista linda da cidade.
Mas a prática muitas vezes é diferente da teoria e, desde que minha filha nasceu e virou um ser andante e cheio de vontades, eu não conseguia mais me isolar. Ela gosta de me ter em seu campo de visão e não dava para ficar escondida. Então, passei a trabalhar na mesa de jantar - nada ideal. Até que o marido foi buscar na casa da avó dele uma escrivaninha antiga, abandonadinha, com pouco mais de um metro, e a reformou para mim.
Ela encaixou no quarto de hóspedes, que fica ao lado do quarto da pequena. A mudança foi a prova de que não é preciso de um cômodo exclusivo para montar um home office, nem muito espaço, não mesmo. A minha escrivaninha lindona tem gavetas bem fundas e, para empilhar as muitas revistas que tenho, uso e faço, o marido fez um nicho grande, que acompanhou o tamanho dela. Bem simples e ótima para guardar muitas revistas e ainda alguns cacarecos.
Não consegui ainda ter um home office clean daqueles de revista, sabe? Com bancada branca, um notebook e não mais do que quatro objetos sobre a mesa. Esse meu home office é de verdade, é lá que eu bato meu cartão e trabalho todos os dias - e alguns finais de semana também. Para guardar meus cacarecos e quinquilharias, latas de manteiga Aviação (quem quiser, avisa, o consumo em casa é intenso!), latas de Campbell's, uma de ovo de Páscoa, que guarda as contas a pagar, e alguns bonecos, como o Lampião e a Maria Bonita, que me acompanham há anos, filmes de Lomo a revelar, e uma tentativa de coleção daqueles bonequinhos da nossa infância, sabe qual?
No andar de cima do nicho, alguns brinquedos, como a forca para momentos de stress, e outros objetos de madeira: aquelas casinhas em miniatura de Embu das Artes e uma escultura de um artista alagoano de um oleiro com uma pilha de tijolos. Na mesa, latas com muitas canetas, tesoura, marca-texto e minha coleção de lápis. Por enquanto, minha empresa tem menos de dois metros quadrados. É um bom começo.
30 de out. de 2011
Quarto da Lorena menina
Lembram daquele Quarto da Lorena bebê? Pois ele se transformou em um quarto de menina, menina linda e moderna, se é que posso aqui desfilar minha falta de modéstia. Se no quarto antigo o Berço Vagão se destacava, agora é a vez da caminha, feita de madeira pinus reaproveitada. Essa madeira linda aí o marido comprou em uma fábrica, ela chegou ao Brasil embalando produtos de uma indústria da minha cidade. São contêiners e contêiners de madeira que vão para o lixo. Mas uma boa lixada - e a retirada de muitos pregos - deixaram ela assim, perfeita.

As prateleiras em U guardam cds, dvds, massinha, lápis e canetinha. O painel de EVA vai servir como tabela de carinhas de bom comportamento, com burricos felizes e tristes, e também como mural de fotos. Ainda não liberei as tachinhas e, por enquanto, tenho usado fita duplaface.
A obra de arte foi feita sobre tecido e foi o trabalho final da escolinha no ano passado. Na mini-prateleira, cds do Pequeno Cidadão, Palavra Cantada, Partimpim, Música de Brinquedo, do Pato Fu, Saltimbancos, Arca de Noé e o caminhão de brinquedos da FAO.
A cama de princesa-plebeia, feita pela Vila Nova Movelaria, é o grande destaque do quarto da minha pequena de quase 3 anos, mas há outros elementos charmosos, como as letras de patchwork que formam Lola que eu trouxe de Nova York, mais precisamente da loja dos sonhos Anthropologie. Sobre a mesinha rococó, que já fazia parte da decoração do antigo quarto, uma caixa vermelha com o primeiro tênis Vans, marca de skatista que o marido ama, que minha pituca teve. Para completar, boneca na caixa de tecido da ONG OrientaVida, que produz e vende objetos lindos e delicados.
A caixa ainda será pendurada, mas, enquanto eu não encontro o lugar ideal para ela, ela vai ficar ali sobre a mesinha. A parede do quarto continuou cinza, com o adesivo de galho e a gaiola de passarinho. O enxoval neutro também é o mesmo.
O tapete, o mesmo. E eu acabei eliminando a mesa lateral onde o baú de brinquedos ficava "acoplado". Assim, fica mais fácil acessar os brinquedos - e jogá-los de volta para lá. Nos ganchinhos de passarinhos agora eu penduro o capacete que ela usa para andar de bike e de skate com o papai e uma jaqueta coloridona, bem parecida com aquelas japonas que eu usava quando era criança.

O outro lado do quarto também ganhou cara nova, como um cantinho de brincadeiras e o mapa mundi que eu namorava desde quando estava grávida e comecei minha pesquisa de quartos de crianças em blogs de decoração. Na minha pastinha "Bebê" do computador deve ter ao menos umas cinco fotos de quartos com o mapa. Por isso, em Nova York, quando entrei na FAO Schwarz e vi logo na entrada uma caixa gigante com o mapa já peguei - para não largar mais, para desespero da minha partner. Como nós (ela também sucumbiu) iríamos trazê-lo deixamos para pensar depois.
A FAO é aquela loja do piano gigante do filme Quero ser grande, lembram? Mas o piano é mero detalhe, a loja de 1862 tem quatro andares de brinquedos - e não me lembro de ver nenhum eletrônico, nem Barbies. Em uma seção da loja, casas de boneca de todos os estilos e mostruários de abajures, sofás, armários, moradores... Para meninas - e mães de meninas - ficarem doidas.
Teoricamente, o mapa ainda não é recomendado para a idade da Lorena, mas ela ama tirar todos os bichos e ficar me perguntando "esse onde é, mãe?" "O leão é no verde, na África, filha"; "A arara é no Brasil, o continente vermelho"; "O canguru é no rosa, na Austrália". Assim fica mais gostoso aprender, não? Ops, na foto, canguru e cavalo nadam pelo Oceano Ártico!
No cantinho das atividades, prateleiras e quadrinhos da mesma madeira de demolição da cama. A mesa, também feita pela marcenaria do marido, saiu da sala de TV e foi para o quarto. Assim, o tapete da sala, já cheio de massinha, ganhou sobrevida.As prateleiras em U guardam cds, dvds, massinha, lápis e canetinha. O painel de EVA vai servir como tabela de carinhas de bom comportamento, com burricos felizes e tristes, e também como mural de fotos. Ainda não liberei as tachinhas e, por enquanto, tenho usado fita duplaface.
A obra de arte foi feita sobre tecido e foi o trabalho final da escolinha no ano passado. Na mini-prateleira, cds do Pequeno Cidadão, Palavra Cantada, Partimpim, Música de Brinquedo, do Pato Fu, Saltimbancos, Arca de Noé e o caminhão de brinquedos da FAO.
Preciso dizer se Lola gostou do quarto? Eu só sei que eu invejei, queria ter uma cama destas para mim. Prova que o quarto ficou super aconchegante é que agora Lola passa muito mais tempo nele, brincando - e pulando.
* Fotos minhas e da querida Rebeca Protta.
16 de set. de 2011
Quarto da Lorena bebê
Era uma vez um bebê lindo e fofo que tinha um quarto igualmente lindo e fofo. O tempo passou e, em menos de dois anos, o bebê virou uma menina linda e fofa e o quarto teve de ser demolido. CORTA! Essa não é a história da minha menininha linda e fofa! Isso porque o quarto da minha Lorena, que já andou por aí em blogs e em revista (aqui), sempre foi neutro. Para começar, mesmo antes de descobrir o sexo, já tinha decidido a cor: cinza. E, quase três anos depois, continuo amando a cor, que não enjoa e combina com tudo.
Um dos meus vícios (saudáveis) é passear por blogs e sites de decoração, que eu amo! Então, durante minha gravidez, fui arquivando em uma pasta todas as imagens que gostava. Dali surgiram inúmeras ideias, que o marido, que é arquiteto e tem uma marcenaria, a Vila Nova Movelaria, executou. As letras de tecido pedi para uma pessoa prendada da minha cidade, a Bia Gasparian, fazer. O mais difícil, ela me disse, foi achar um galho perfeito! O enxoval de passarinhos eu fiz na Panacéia. As meninas da Panacéia me deram os retalhos do enxoval e eu fui lá na 25 de Março, na incrível Fernando Maluhy, comprar mais, para a minha cumadi Fran encapar as casinhas de passarinho (compradas também na Twenty Five). Detalhe para a gaiolinha Coisas de Doris sobre o baú de brinquedos, com puxador vasado de passarinho.
Estes ganchinhos de passarinhos, da Corporação de Ofícios, valem um post extra. A cada época, penduro neles uma roupa. Já teve vestido de festa, calça jeans, vestido mexicano e fantasia de bailarina. Cadeira azul Fernando Jaeger.
Mas a grande estrela do quarto sempre foi, sem dúvida, o berço vagão, feito pela marcenaria do marido. Com rodonas e até engate, ele é cinza claro e continua inteiro. Quando Lorena era bebê o usamos na primeira altura. Depois, o colchão ficou lá no fundo. Até que, num dia de manha absurda, ela deu uma de mulher-gata e saltou o berço. No mesmo dia o berço virou uma caminha em "C'. Encostamos a caminha na parede e, durante a noite, um colchão no chão fazia as vezes de possível amortecedor.
Um dos meus vícios (saudáveis) é passear por blogs e sites de decoração, que eu amo! Então, durante minha gravidez, fui arquivando em uma pasta todas as imagens que gostava. Dali surgiram inúmeras ideias, que o marido, que é arquiteto e tem uma marcenaria, a Vila Nova Movelaria, executou. As letras de tecido pedi para uma pessoa prendada da minha cidade, a Bia Gasparian, fazer. O mais difícil, ela me disse, foi achar um galho perfeito! O enxoval de passarinhos eu fiz na Panacéia. As meninas da Panacéia me deram os retalhos do enxoval e eu fui lá na 25 de Março, na incrível Fernando Maluhy, comprar mais, para a minha cumadi Fran encapar as casinhas de passarinho (compradas também na Twenty Five). Detalhe para a gaiolinha Coisas de Doris sobre o baú de brinquedos, com puxador vasado de passarinho.
Estes ganchinhos de passarinhos, da Corporação de Ofícios, valem um post extra. A cada época, penduro neles uma roupa. Já teve vestido de festa, calça jeans, vestido mexicano e fantasia de bailarina. Cadeira azul Fernando Jaeger.
Mas a grande estrela do quarto sempre foi, sem dúvida, o berço vagão, feito pela marcenaria do marido. Com rodonas e até engate, ele é cinza claro e continua inteiro. Quando Lorena era bebê o usamos na primeira altura. Depois, o colchão ficou lá no fundo. Até que, num dia de manha absurda, ela deu uma de mulher-gata e saltou o berço. No mesmo dia o berço virou uma caminha em "C'. Encostamos a caminha na parede e, durante a noite, um colchão no chão fazia as vezes de possível amortecedor.
Mas esses pequenos crescem, né? Então chegou a hora dela ganhar uma cama nova. O berço foi aposentado com dois anos e meio de uso e, este fim de semana, vamos fazer uma Extreme Makeover no quarto da pequena, que nem usa mais fralda e ainda tem trocador no quarto - Hello, mammy?! Extreme Makeover sem pintar parede e sem mudar o enxoval. Quem viver verá. Urrú!
14 de set. de 2011
Lavabo
Quando eu e meu marido começamos a pensar na casa que iríamos contruir, já sabíamos como ela seria. Seria contemporânea, sem telhado aparente, com muito vidro e muita luz, sem frescuras e não me toques. O piso da minha sala foi feito pela mesma empresa que fez o piso de um posto de gasolina da cidade, de concreto. É rústico, tem lá suas manchas, mas eu adoro e acho lindo. Bom, o piso de concreto polido era um dos itens que queríamos, assim como parede de taipa, uma sala de assoalho de madeira antiga, uma parede de patchwork de azulejos, uma parede vermelha na cozinha e, sim, ladrilhos hidráulicos. Poderia ter virado um samba do crioulo doido, mas eu acho que não virou. Durante a obra, cada item sonhado foi ganhando seu espaço e o ladrilho rosa e branco querido, ganhou o lavabo.
Eu adoro meu lavabo. E acho que o lavabo é, sim, um espaço especial, que tem que estar sempre limpinho e cheiroso à espera de visitas. O meu lavabo tem piso de ladrilho, parede de cimento, bancada preta ebanizada e um espelho estilo veneziano. Uma mistura que eu amo. E, a cada época, ele vai ganhando novos elementos. Na foto aí de cima, sachês da Provence e Torre Eiffel, que muitos acham cafona, mas eu adoro.
Da minha última viagem eu trouxe esse trio de fotos. Aliás, eis uma ótima aquisição em viagens de férias: pôsters e fotos. Não pesam, são ótimos para decorar a casa e, lógico, resgatar boas lembranças. Esse tríptico eu comprei nas barraquinhas em frente ao Metropolitan Museum e começou com a última foto, que logo me apaixonei, com as duas placas One Way meio detonadinhas. Depois encontrei a foto mais aberta, com a placa e os prédios de tijolinhos vermelho, com a ponte Manhattan ao fundo. Por último, os prédios vermelhos. Daí foi só enquadrar.
No lavabo também tenho um banquinho de leitura. Da festa baiana de 2 anos da Lorena restaram de herança dos cordéis. Um dos meus preferidos, que deixo em destaque em dias de festa (de adultos) é: "Homem que mija sentado dá mais prazer à mulher". E ajuda a manter o banheiro limpo, completo.
Em toda festa gosto também de fazer uma graça no lavabo. Na festa baiana, peixes de papel contact (de novo!), cestinho com fitas do Bonfim e uma toalha de baianinha que trouxe do Mercado Modelo.
Ano passado fiz uma festa de boteco divertidíssima no meu aniversário. E para decorar o lavabo eu fui até a casa dos meus sogros resgatar a coleção de Playboy do marido. Que diversão! Entre as preciosidades estava a revista da Hortência! Um luxo!
Para virar um típico banheiro de boteco, coloquei na bancada uma caixa com giz. Conclusão, o banheiro virou um point, com várias frases fofas e algumas impublicáveis. Na pia também ficou minha mini-coleção de fósforos e uma garrafa de cerveja de solitário.
A última Extreme Makeover do meu lavabo foi recentemente, quando ele ganhou ares mexicanos. Pendurei um vestido típico e repeti a ideia de escrever nas paredes com giz.
Mas, desta vez, não liberei a caixinha. Só fiz uma graça e incentivei os convidados a usarem bigodón.
Eu adoro meu lavabo. E acho que o lavabo é, sim, um espaço especial, que tem que estar sempre limpinho e cheiroso à espera de visitas. O meu lavabo tem piso de ladrilho, parede de cimento, bancada preta ebanizada e um espelho estilo veneziano. Uma mistura que eu amo. E, a cada época, ele vai ganhando novos elementos. Na foto aí de cima, sachês da Provence e Torre Eiffel, que muitos acham cafona, mas eu adoro.
Da minha última viagem eu trouxe esse trio de fotos. Aliás, eis uma ótima aquisição em viagens de férias: pôsters e fotos. Não pesam, são ótimos para decorar a casa e, lógico, resgatar boas lembranças. Esse tríptico eu comprei nas barraquinhas em frente ao Metropolitan Museum e começou com a última foto, que logo me apaixonei, com as duas placas One Way meio detonadinhas. Depois encontrei a foto mais aberta, com a placa e os prédios de tijolinhos vermelho, com a ponte Manhattan ao fundo. Por último, os prédios vermelhos. Daí foi só enquadrar.
No lavabo também tenho um banquinho de leitura. Da festa baiana de 2 anos da Lorena restaram de herança dos cordéis. Um dos meus preferidos, que deixo em destaque em dias de festa (de adultos) é: "Homem que mija sentado dá mais prazer à mulher". E ajuda a manter o banheiro limpo, completo.
Em toda festa gosto também de fazer uma graça no lavabo. Na festa baiana, peixes de papel contact (de novo!), cestinho com fitas do Bonfim e uma toalha de baianinha que trouxe do Mercado Modelo.
Ano passado fiz uma festa de boteco divertidíssima no meu aniversário. E para decorar o lavabo eu fui até a casa dos meus sogros resgatar a coleção de Playboy do marido. Que diversão! Entre as preciosidades estava a revista da Hortência! Um luxo!
Para virar um típico banheiro de boteco, coloquei na bancada uma caixa com giz. Conclusão, o banheiro virou um point, com várias frases fofas e algumas impublicáveis. Na pia também ficou minha mini-coleção de fósforos e uma garrafa de cerveja de solitário.
A última Extreme Makeover do meu lavabo foi recentemente, quando ele ganhou ares mexicanos. Pendurei um vestido típico e repeti a ideia de escrever nas paredes com giz.
Mas, desta vez, não liberei a caixinha. Só fiz uma graça e incentivei os convidados a usarem bigodón.
Hoje, meu lavabo está com mini-cactos da festa mexicana, o adesivo de copo americano da festa de boteco, os cordéis da festa baiana, um sachê da Provence da época afrancesada que ele teve e, agora, um caminhão de brinquedos da FAO, loja de Nova York que faz adulto querer voltar a ser criança. Pode ser samba de crioulo doido, mas, vou falar, eu adoro samba!
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