20 de dez de 2012

Não se admire se um dia...

Faz alguns meses que aqui em casa convivemos com dois ninhos de beija-flor e com eles dando rasantes na garagem (e com meu carro cheio de cocô, mas esta é a parte menos romântica disso e juro que nem ligo). Hoje, eu na sala de casa com minha pituca, vejo pela porta de vidro um beija-flor em volta da piscina. Normal. Como ele não saía dali, peguei a máquina fotográfica para fotografá-lo. Tirei algumas fotos e voltei para a sala.

Mas ele fazia muito barulho e, quando saí de novo de casa, vi um filhote na piscina. Resgatei e o coloquei no deque, no sol. Em segundos, a mãe foi até ele. Saía e voltava e dava algo no seu biquinho. Não sou das mais emotivas, mas foi muito linda a cena.

Quando o filhote estava quase seco, começou a chover. Para não colocar a mão nele, peguei um pedaço de cartolina e um livro e o deixei no capô do meu carro, bem embaixo dos ninhos. Horas depois ele não estava mais lá e espero que o final desta história tenha sido feliz.

No final do dia, depois da chuva, as luzes de casa já estavam acesas quando surgiu uma luz bem amarela no céu e um arco-íris. Se amanhã o mundo vai acabar eu não sei, só sei que hoje o dia foi especialmente diferente. E que amanhã é um novo dia, logo mais, um novo ano e que cada vez mais eu tenho a certeza de que a vida é feita de coisas simples. Sim, estou piegas e fico emotiva nesta época.

Este é o meu conto de Natal. Feliz Natal para você que passa por aqui e um 2013 cheio de paz, saúde e alegria para todos nós.

4 de dez de 2012

Kit mini chef da Lelê

Não é novidade que sou fã de lembrancinhas simples e criativas. E quando ela versa sobre cozinha e receitinhas então, eu amo! Por isso, adorei a lembrancinha de mini chef da festa da Helena, que já teve sua festa de jardim publicada aqui. Desta vez, em vez do kit artista, a Lelê distribuiu para os amiguinhos um kit personalizado de chef.
Junto com o avental, na sacola, a Paulinha colocou uma colher de pau com o nome da criança, um guardanapo, uma touca para a criança usar na cozinha (a Lorena amou e ficou muito engraçada), um saquinho com um envelope com uma mistura pronta de bolo de caneca e outro de suco, para fazer um chup-chup. Junto com tudo, um caderninho com algumas receitas da família da Lelê, como o cupcake sucesso da Bisa. Uma lembrancinha divertida e ótima para guardar de recordação.

23 de nov de 2012

Rio: Quadrucci

Na viagem ao Rio eu, como de costume, já fui com uma listinha de lugares a ticar. E nela estavam o Zazá Bistro, os botecos Bracarense, delicinha para happy hour, e o Chico e Alaide, que não conseguimos ir. Afinal, viagem de 3 dias com 2 crianças 2 botecos seria demais. Em vez do segundo boteco, acabamos achando e adorando o Prima Bruschetteria, lugar descoladinho e gostoso, daqueles que você conhece e pensa: Como ninguém teve esta ideia antes!
Mas, voltando aos restaurantes, amigos haviam me indicado o Quadrucci e foi lá que fomos almoçar e comemorar os 40 anos do marido. O restaurante faz a linha mais arrumadinho, mas tem uma varanda deliciosa. Com carrinho de bebê e uma menina falante, escolhemos a mesa bem ao fundo do salão, que não é dos maiores, para não incomodar os outros clientes. E chegamos cedo, fora da hora do rush.
A grata surpresa foi ver no cardápio ostras frescas, para delírio do aniversariante. Não gosto de ostras e fui de carpaccio de abobrinha, leve e delicioso, daquelas boas ideias para tentar reproduzir em casa. De prato principal, marido adorou o canelone de siri e eu amei os camarões com arroz de laranja, aspargos e cenoura que eu, por sorte, comi quentinho por um erro do garçom, que anotou errado meu pedido. E, o que era para ser um desastre, foi ótimo. Enquanto meu novo prato era preparado, almoçou o marido e, depois, eu. Quem é mãe entende, não? De sobremesa, fondant de chocolate belga com morangos e uma velinha para Lola soprar. Delícia.

19 de nov de 2012

Chá de bebê (de bigode) do Thoni

Vou ser sincera, acho chá de bebê uma coisa meio chatinha. Já escrevi matérias dizendo que é uma festa de boas-vindas, uma maneira da futura mãe reunir os amigos e acho tudo isso; tanto que até fiz uma festinha para a minha primeira filha - e me diverti. Mesmo assim, cismo que o chá de bebê tem grande chance de ser um porre - não alcoólico.
Por isso, quando vi as fotos do Chá do Anthonio, filho da minha amiga Lú Loira, eu adorei. Bem humorado, simples, caseiro, sem frufru. Uma festa de adultos, afinal. O tema foi o bigode, que eu adoro e até já usei em uma festinha em casa, a festa mexicana. Anita até tem um prendedor de chupetas de bigode e eu acho bem divertido - e minha mãe acha horrível... Gosto não se discute, nem em família.
A Lú, que é dona da bacana loja Las Tinas, fez bandeirola com o nome do Anthonio para decorar a mesa, que foi enfeitada com vidros de snacks - pipoca, amendoim e Doritos -, pratos de docinhos, cachorro quente, baldes de bebidas e copos com canudos com bigodes, que deram um ar divertido. 
Um quadro com várias fotos do Elvis também foi enfeitado com bigodinhos diversos. Em um aparador, uma charmosa vitrolinha fez a trilha. Ao lado dela, um vidro com as lembrancinhas: chocolate em formato de bigodes. Festinha simples, criativa e gostosa, do jeito que eu gosto.

14 de nov de 2012

Bolo integral de alfarroba com chocolate

Não conhecia a alfarroba até minha amiga Debora me presentear com um kit bolo de alfarroba; um pacote de pão com uma receita de bolo grampeada e com todos os ingredientes dentro, separadinhos já na medida certa. Ideia bacana da Sabor da Vida, um armazém de produtos naturais aqui da minha cidade.

Com o kit, ficou fácil fazer a receita e provar a tal da alfarroba. Eu quebrei os ovos, coloquei o óleo e Lorena despejou os saquinhos com os ingredientes naturebas. O bolo ficou bem macio e bem escurinho. O gosto não é tão marcante assim e, com o achocolatado da receita, fica bem parecido com um bolo de chocolate.

Pesquisando, vi que a alfarroba é uma opção para quem está firme e forte no projeto verão 2013. É bem light e boa para diabéticos. Lorena, que não é de comer doce, adorou. Levou de lanche para a escola e pediu mais um pedaço para levar no dia seguinte. Eu, que não sou lá muito light, decidi calibrar o bolinho com uma camada generosa de brigadeiro, só para ficar com mais cara de chocolate!
Bolo integral de alfarroba com chocolate
O que usar:
- 2 ovos;
- 1/2 xíc. de óleo;
- 1/2 xíc. de farelo de trigo;
- 1/2 xíc. de farinha integral;
- 1 xíc. de farinha de aveia;
- 1 xíc. de açúcar mascavo;
- 2 col. (sopa) de achocolatado;
- 2 col. (sopa) de alfarroba;
- 1 xíc. de água fervendo;
- 2 col. (sopa) de fermento.

Como fazer:
Bata todos os ingredientes no liquidificador, nesta ordem. (O fermento eu não bato, misturo na mão). Unte uma forma de furo e coloque no forno médio por aproximadamente 30 minutos.

8 de nov de 2012

Carne louca da Rita Lobo

A Rita Lobo é aquela mulher linda, mãe de dois filhos fofos, que tem um apartamento de bom gosto, escreve muito bem e ainda sabe cozinhar divinamente. Se estivesse ainda na redação do Estadão poderia ter escrito isso para ganhar aumento, mas saí do jornal há quatro anos e, bem antes disso, já achava tudo isso da Rita. E, agora, além do site Panelinha, ela tem um programa no GNT. São 15 minutinhos, pá-pum, e, a cada programa, você fica pensando como é fácil ser Rita Lobo. Estar linda e maquiada, fazer uma refeição incrível em poucos minutos e servi-la em louças garimpadas mundo afora.

Parei! Ok, chega de divagar. Fato é que fiquei aguada para fazer a carne lobo da Rita Louca! Ops! E a receita era bem simples, daquelas coloca-tudo-na-panela-de-pressão. Marido comprou todos os ingredientes e, enquanto Anita chorava de sono e Lorena apavorava pela casa, a panela apitou por 40 minutos. Depois que as duas dormiram, desfiamos a carne. Acabamos pra lá das 10h30 da noite, mas fizemos mesmo para prová-la no dia seguinte, geladinha, curtida e... deliciosa. Faz aí!

Carne louca da Rita Lobo
Para 6 pessoas (rende demais!)
O que usar:
- 1 kg de músculo (traseiro, ela sugere);
- 1,5 l de água;
- 1 cenoura;
- 1 cebola;
- 1 talo de salsão (não usei);
- 2 folhas de louro;
- 2 cravos da índia;
- 1 canela em rama;

Para o vinagrete:
- 2 tomates grandes e maduros;
- 1 cebola roxa;
- 1/4 de xíc. (chá) de vinagre;
- 1 xícara de azeite;
- 2 col. (sopa) de caldo da carne;
- sal e pimenta do reino;
- folhas de salsinha e/ou coentro (não usei);

Como fazer:
Lave o talo de salsão e a cenoura e corte-os em 3 partes. Divida a cebola ao meio e, em cada parte, espete com o cravo a folha de louro. Na panela de pressão, coloque o músculo (coloquei em 5 pedaços grandes), cenoura, salsão, cebola, canela e água. Quando apitar, baixe o fogo para médio e deixe cozinhar por 30 minutos. Coe o caldo (e guarde para futuro risoto), desfie a carne e a junte em um vinagrete feito com tomate (usei com sementes), cebola roxa, vinagre, azeite, 2 colheres do caldo de carne, sal e pimenta do reino. Misture bem, coloque em um recipiente com tampa e deixe na geladeira.

*Dica: na hora de comprar a carne, diga ao açougueiro que você vai desfiá-la. Assim, ele corta da maneira correta. Alguns pedaços estavam com muita gordura e não dava para desfiar, daí resolvemos não usar na carne louca.
Em casa, costumamos comer carne louca com uma fatia de queijo prato e rúcula. Desta vez, ainda colocamos uma salsa picante que ganhei da minha amiga baiana-mexicana-tatuiana Debora Beterraba. Recomendo, com ou sem salsa.

7 de nov de 2012

Rio: Zazá Bistrô

Faz alguns pares de anos que, de táxi, passei em frente ao Zazá Bistrô. Ao ver aquela casa de esquina em Ipanema, com uma varanda bem gostosa cheia de almofadas coloridas, me deu uma vontade de pedir para parar. Mas estava no Rio a trabalho e uma pauta me esperava. Acabei anotando Zazá Bistrô no meu bloquinho - e na minha cabeça. Mês passado, quando estive no Rio a passeio com a família, logo coloquei o Zazá na minha lista. Ainda mais depois que vi no site o cardápio, que faz a linha natureba com boas opções thai. O chef Pablo Vidal, também li, foi eleito revelação algumas vezes.
Enfim, fiz uma reserva para o almoço de sexta-feira, afinal, sou uma mãe de família com noção e sei que chegar a um restaurante no horário de pico com uma criança serelepe e um bebê no carrinho pode ser um problema. Na sexta, inclusive, rola um menu fechado com entrada-pratoprincipal-sobremesa a R$ 39,90. Ótima oportunidade.
Mas foi abrir o cardápio e ler "camarão thai" para esquecer o bom negócio do menu executivo. Camarão com pedaços de abacaxi, abobrinha, coentro, cogumelos ao molho de curry vermelho picante servido com arroz de cardamomo. Esta seria minha estreia no Rio. Se eu gosto de coentro? Não muito, mas não seria eu que iria dizer ao chef de boa reputação mudar o prato que ele criou. Não me arrependi, estava divino, com gosto suave de coentro e um picante delícia. O marido foi de namorado grelhado com banana da terra, pupunha e aspargos - e também ficou bem feliz.
Paulista que sou, vou dizer que o atendimento é simpático, mas não dos mais eficientes. O garçom não sabia do menu executivo, que eu sabia, não sabia explicar os adesivos colados no menu (2 pratos a R$ 55), a reserva era para 12h30, mas o restaurante só abriu uns 15 minutos depois porque "tinha um funcionário que ainda estava almoçando". Enfim, estava de turista e saí de lá bem feliz e satisfeita, ainda mais depois de provar o devil's cake, um bolinho de chocolate rústico acompanhado de sorbet de limão siciliano. Saí de lá tão feliz e satisfeita que fiz até um pitstop no banheiro (que tem música bem alta, espelhão e frases e quadros diversos na parede) para um auto-retrato com a Anita. Fala aí, quem tira foto de óculos de sol no banheiro do restaurante é uma pessoa feliz, não?
* O restaurante estava bem vazio, mas sempre é bom fazer reserva pelo site. No andar superior do casarão há um ambiente incrível, com tapete felpudo, mesas baixas e muitas almofadas espalhadas. Pode ser perfeito para uma reunião com os amigos ou... um espaço kids para as crianças!

1 de nov de 2012

Aquele abraço!

Sou turista com 'T' maiúsculo, daquele tipo que não se importa em andar com a máquina fotográfica pendurada no pescoço nem se sente constrangida ao desenrolar o mapa para se localizar. Faço as (4) malas rapidamente, raramente esqueço alguma coisa, saio de casa com o roteiro já matutado na cabeça, nem que para isso perca boas horas de sono durante a noite. Igual criança quando não consegue dormir na véspera da excursão da escola, sabe?

Mês passado marido comemorou 40 anos. E eu, que amo uma festa, decidi organizar uma viagem de turista para a família e fugir da balada. O destino precisava ser próximo, já que iríamos com uma criança de 3 anos e outra de quase 4 meses. Daí decidimos pelo Rio, que fica a 40 minutos de avião, aquela cidade que todo gringo baba e que diz a lenda que paulista não gosta.

Eu gosto tanto que sempre que volto de lá fico imaginando como seria a minha versão marrenta se minha avó carioca Carminha não tivesse se casado com meu avô baiano João e feito as malas para se mudar para São Paulo. 

Foi apenas um fim de semana estendido, mas deu tempo de ver o bolo do bondinho, que comemorou 100 anos, queimar o coco no pé do Cristo Redentor, caçar folhas diferentes pelas alamedas do Jardim Botânico e até ir para a praia e fazer uma farofa carioca, com direito a biscoito Globo e piscininha inflável nas areias do Leblon. Delícia! Voltei, como sempre, querendo voltar. Logo mais, três restaurantes imperdíveis.
* Turista que sou, também amo um regallo! Meu pratinho de "porcelana" já está posicionado junto com meus cristais... Podem me chamar de brega, mas eu amei! 

30 de out de 2012

Festa de Matriosca da Laurinha

Uma designer, que tem uma cunhada fotógrafa e duas filhas lindas só podia dar nisso, festa de revista. E daquelas do jeito que eu gosto, caseiras e descomplicadas. A festa de Matriosca da Laurinha foi um charme só. Confesso que, quando eu vi, achei que a  Debora, a designer criativa, era gringa. Sempre acho que os gringos têm um bom gosto refinado e uma forma simples de ser feliz. 
A festa de 6 anos da Laurinha foi um café da manhã de domingo, olha que horário legal. Com direito a fruta no palito, salada de frutas, torradinhas e chocolate batido. Tudo feito no capricho pela família dela. Vamos combinar que não é qualquer mãe que corta a fruta em forma de coração para colocar no palito...
A Debora, que também tem um blog cheio de ideias bacanas, o A Beterraba, achou a inspiração das matrioscas na internet. Para quem quer reproduzir a festa em casa, aqui tem um post com os printables - pôster, convite, guirlanda, top cupcake e muitas dicas... Assim fica fácil, hein? A festinha no blog você encontra neste post aqui.
As guirlandas amarradas com barbante enfeitaram a mesa dos comes e o bolo teve varal de bandeirinhas, um charme só. Detalhe para as toalhinhas de crochê e para as famílias de matrioscas.
O mais divertido é que esta suposta gringa é baiana e, depois de morar por quase uma década no México, veio parar na minha pequena grande cidade. Como ela não me pareceu muito perigosa, a convidei para um café em casa para nos conhecermos. Foi uma delícia e já dividimos risadas, algumas histórias e... o cabeleireiro.
* Em breve por aqui a festa da outra filha da Débora. Se não aguentar de curiosidade é só ir lá na Beterreba.
** Fotos lindas da LizzClick, a cunhada fotógrafa.

18 de out de 2012

Bolo de laranja da Tia Ângela

Eu já chamava a tia Ângela de tia antes dela ser minha tia. É que sempre fui amiga de sua filha, a Bia. Desde a primeira série, pelo que me lembro, passando pela fase de adolescência, a dos patins, a da faculdade, quando cada uma foi para uma cidade, a fase adulta, a do casamento, que nos tornou comadres... Quando me casei com o seu sobrinho, me tornei oficialmente sobrinha, mas confesso que nem precisava, a tia Ângela sempre foi minha tia. E das mais prendadas. Pinta, cozinha, cuida da horta e do jardim, das filhas e netos, se fantasia de Papai Noel e ainda toca sanfona!
O bolo de laranja da tia Ângela é algo recente na minha vida. Eu, que nem ligava para bolo de laranja, o conheci no dia em que a Bia trouxe um quentinho para tomarmos café em casa. E, daí, eu me apaixonei. Nunca comi nada mais macio! Caldinha doce, com fundinho azedinho... Por isso passei a gestação da Anita inteira pensando no bolo de laranja. Quando a Anita nasceu, eu pedi a receita do bolo para a tia. E ela me mandou. E mandou também um bolinho de presente no dia do meu aniversário. Com direito a flor com casca de laranja e um bilhetinho. Posso dizer que consumi 85% do bolo, mas não enjoei. Em breve, eu mesma testarei a receita.
Bolo de laranja da tia Ângela
O que usar:
- 3 ovos inteiros;
- 1 copo de suco de laranja;
- 2 tiras de casca de laranja;
- 2 copos de açúcar;
- 2 copos de farinha de trigo;
- 1 copo de óleo;
- 1 col. (sopa) de fermento em pó;
- 1 pitada de sal.

Cobertura:
- 2 xícaras de açúcar de confeiteiro;
- caldo de laranja.

Como fazer:
Primeiro, bata no liquidificador os ovos até eles ficarem espumados. Depois, suco de laranja, casca de laranja. Acrescente aos poucos o açúcar e a farinha de trigo. Depois, o óleo. Sem bater, adicione o fermento e a pitada de sal. Unte uma forma de 25 cm de diâmetro e leve ao forno pré-aquecido. Em casa, primeiro assei por 10 minutos a 250 graus, depois, abaixei a temperatura para 180. Esse bolo, especialmente, precisa ser assado lentamente. Em casa foram, no total, pouco mais de 50 minutos. Vale a pena.

Para a cobertura, coloque em um prato fundo mais ou menos 2 xícaras de açúcar de confeiteiro e, aos poucos, calde de laranja até formar um creme bem espesso. Despeje sobre o bolo morno e passe o café.

15 de out de 2012

Piquenique da Laura

Sou de uma época que não existia email nem telefone celular. Juro que não faz muito tempo e o mundo era assim, jurássico. E, por isso, perdi o contato com uma amiga querida que conheci quando fazia cursinho, em 1900 e bolinha. Daí o mundo mudou, o computador virou algo banal, eu criei um blog e essa minha amiga, que nem é lá muito de internet, me encontrou por causa dele.

Eu adoro ser blogueira, já fiz muitas amizades virtuais incríveis nestes seis anos de blogagem, mas confesso que reencontrar a Gabi foi o meu melhor presente. Nos reencontramos já casadas, já com filhas e, desde então, tentamos nos fazer presente. Semana passada, Gabi me enviou essas fotos do aniversário da Laurinha, que acaba de fazer 5 anos. Um piquenique na escola, algo bem simples, sem lembrancinhas caras, sem mesas com decoração mirabolantes, mas com muito resultado: é só olhar o sorriso da Laura para ver. A seguir, o relato da Gabi, que descreve o que realmente importa nesta vida.
 
"Querida amiga, acho que esse texto tem tudo a ver com a nossa escolha de mãe, ainda mais quando se trata de um tema tão sensível quanto a inclusão social. Comemoramos o aniversário da Laura na escola.

Resolvi fazer um piquenique nos gramados da Faculdade de Saúde Pública da USP, afinal, trabalho lá e a Laura estuda na creche de lá. Por tratar-se de uma creche conceito, há uma série de regras a serem seguidas para as festas. A nutricionista acompanha tudo de perto e nos dá uma opção de cardápio que deve conter: bolo, um acompanhamento salgado e suco. Laura optou por pão de queijo (óbvio, ela é mineira!), suco de maracujá e bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro.
Inicialmente, tinha pensado em fazer cupcakes, mas me lembrei daqueles bolos embrulhados que nossas mães faziam e colocavam na caixa de isopor. Comprei a caixa e levei para as crianças da sala decorarem. 

Aí eu já fiquei emocionada! Eles colaram as suas cabecinhas e desenharam seus corpos, além de escreverem dedicatórias para Laura! Demais! A segunda surpresa foi em relação ao bolo embrulhado! Eles nunca tinham visto e adoraram poder pegar seus bolinhos sozinhos.
Outra regra é sobre convidados. A psicopedagoga é extremamente rigorosa e sempre nos diz: “O importante para as crianças é a presença dos pais, o resto é apenas um complemento”. Querida Rê, descobri que isso á a mais pura verdade! Laura só sabia dar atenção para nós, apesar de estar com seus melhores amigos. Levava as crianças para nos conhecerem e para brincarmos com eles! 

Ali, descobri o que realmente quer dizer inclusão, sabe? Minha filha super integrada, amigos que a adoram, a entendem, e ela totalmente à vontade para nos mostrar o mundo que vive! Eu e o Fabio, em pleno expediente, correndo com eles no gramado, enchendo bexigas de coração... Foi demais! Te garanto que eles não sentiram falta nenhuma dos brigadeiros e lembrancinhas! Desde que pudessem brincar e estar com a Laura, bastaria!"

1 de out de 2012

Tomate seco sem preconceito


O tomate seco é uma daquelas comidas que já tiveram seu auge e hoje amargam o título de cafona e enjoativo. Como se fosse a saia balonê da gastronomia. Acho que foi nos anos 80 que ele apareceu e foi usado em tudo quanto é prato, anos mais tarde, caiu no ostracismo. Eu gosto de tomate seco, mas confesso que hoje como muito pouco. Acontece que há alguns dias, aniversário da Helena, fui apresentada ao tomate seco da mãe da vó da Helena. Que delícia, bem carnudinho, nada de tomate seco ressecado e queimado. O preparo é um pouco demorado, mas dá para fazer de baciada e guardar para um tiragosto, sem preconceitos.

Tomate seco
Como fazer:
O segredo, segundo dona Elza, a vó da Helena, é comprar um bom tomate - e ter um tico de paciência. Para ela, o melhor tomate é o débora. Para começar o preparo, lave bem os tomates, tire o "olho" e os corte de comprido. Tire toda a semente com uma colherzinha e lave os tomates em água corrente. Coloque os tomates já limpos em um pano de prato para escorrer. Em uma assadeira, coloque os tomates com a parte aberta para cima. Em cada tomate, três pedrinhas de sal grosso. Polvilhe açúcar em tudo e leve a assadeira ao forno baixo pré-aquecido por aproximadamente 2 horas.

Tire os tomates do forno, retire a água que juntou na assadeira (pode ser com um pano de prato). Leve ao forno baixo por mais 2 horas. O ponto certo será quando ele estiver com a parte carnuda vermelha e seca e a casca levemente enrugada e com cor de ferrugem. Deixe esfriar completamente e tempere os tomates com azeite de boa qualidade, alho fatiado, louro e orégano.