8 de mai de 2012

Viajar com crianças (e grávida) - Antes de ir

- Mas você vai viajar barriguda assim? Que coragem!
Confesso que não me achei em um grande ato de bravura ao decidir viajar no sexto para o sétimo mês de gestação com minha família pela Europa, me achei é esperta por poder viajar em um momento tão bacana da minha vida.

Não havia feito viagens longas grávida - nem com filhos -, mas voltei realizada e feliz. Foram quase 20 dias entre Espanha e França, um roteiro "de adulto" para muitos. Mas nos próximos posts eu vou provar que a Europa é um continente ideal para crianças, onde estão os parquinhos mais incríveis do mundo! Para começar o passeio, fiz uma lista com 10 dicas para quem está organizando uma viagem longa. É uma delícia viajar, mas é bom se prevenir para não que nada atrapalhe seus dias de descanso!
1. POUCOS DESTINOS. Nas férias a rotina da criança muda totalmente e elas cansam mais, claro. Por isso, quando estávamos preparando nosso roteiro, estipulei que faríamos poucos destinos. Aquela história de alugar um carro e sair sem rumo por aí é uma delícia, mas, para mim, não rolava neste momento. Por isso, em 17 dias estivemos em 4 cidades. E foi ótimo.

2. HOTÉIS COM CRIANÇAS. Eis uma dificuldade que não conhecíamos. Na Europa, como os hotéis são em prédios antigos, é bem difícil encontrar hotéis que aceitem cama extra no quarto, pelo simples fato de não haver espaço físico. E, para piorar, muitas das grandes redes cobram taxa extra para crianças acima de 2 anos. Não existe uma regra, cada hotel tem seu regulamento. A saída é pesquisar muito para se garantir - e não ter gastos extras desnecessários. Todas nossas reservas foram feitas pelo Booking.com.

* A última novidade é o site AirBnB, uma mistura de Booking com rede social. Você se cadastra e procura apartamentos para alugar. O dono analisa o seu perfil e aceita ou não sua proposta. Tem apartamentos lindos a preços incríveis. Vale a pena pesquisar com antecedência!
3. RESERVE TUDO. Na nossa viagem nos locomovemos basicamente de trem; foi ótimo e prático. Daqui do Brasil, pela internet, compramos todos os tickets, incluindo do único vôo interno que fizemos.

4. BAGAGEM. Éramos quatro pessoas, incluindo um bebê na barriga e uma criança fora dela. Então, nos contivemos na hora de fazer as malas. Fomos com duas malas grandes mais o carrinho e uma mochila. Assim, foi fácil na hora de ir de uma cidade para outra. Mas criança suja muita roupa! Suja e eu acabei aproveitando a estadia na casa da minha irmã e lavei algumas peças coringas, mas na viagem também sempre compramos umas coisinhas a mais e sempre há por perto uma H&M para nos salvar.

5. SEGURO SAÚDE VIAGEM. Sempre faço um seguro à parte e, confesso, sempre de última hora. Vacilei na hora de comprar as passagens - alguns cartões "dão" seguro - e tive de fazer seguro por conta. O grande problema é que a maioria dos seguros não cobrem seguradas grávidas e, bem poucos deles, aceitam seguradas grávidas acima de 20 semanas. Paguei três vezes a mais do que um seguro normal. Fiquei rendida e não tive opção porque não tinha mais tempo. Por isso, fiquem atentas.
6. CARTA MÉDICA. Uma amiga comentou que uma amiga dela foi, uma vez, impedida de embarcar porque estava barriguda e não tinha carta do médico. Teve de ficar na cidade, fazer um ultrasom lá com um médico 'x' que dissesse que ela estava apta para viajar. No meu e-ticket do vôo interno, havia todas as recomendações: gestantes acima de 27 semanas precisam de carta médica. Eu estava no limite e, mesmo assim, levei. Mas quem encrespou comigo foi a TAM, no vôo de volta. Mostrei a cartinha, eles duvidaram da minha pessoa!, fizeram uma reuniãozinha e me liberaram. A burocracia da TAM não está no e-ticket, mas está aqui. Por isso, confira na companhia em que vai viajar todos os pormenores.

7. ASSENTO CONFORTO. Para quem não pode viajar de executiva há na vida de sardinha um novo aliado, os chamados assentos conforto, aqueles que dividem as alas e têm um espaço a mais. Para gestantes e crianças de até 2 anos (que vão no colo) eles são gratuitos e garantidos, mas também é possível pagar por eles. São centímetros a mais que fazem toda a diferença. Dá, por exemplo, para você esticar as pernas! Em vôos longos, eu recomendo. Em média, para viagens para os EUA custam US$ 70 e, para a Europa, US$ 110. Não é possível fazer reserva prévia, por isso, chegue cedo para fazer o check in.

* É bom ficar esperta e saber dos seus direitos porque nenhum atendente do balcão de check in informa sobre os assentos confortos porque muitas companhias, como a TAM, fizeram do espaço uma fonte de renda extra. Nas últimas férias eu solicitei não só o assento como o berço, que pode ser acoplado na parede e...surpresa! A TAM agora cobra agora US$ 85 por trecho (SP-NY) pelo berço. Absurdo! Na ida fiquei em uma poltrona que não havia como usar o berço e Anita foi no meu colo, mas na volta ganhei o berço de graça no grito, com a ajuda das colegas do lado que acharam um absurdo a cobrança. Para quem viaja com crianças vale analisar como funciona em cada companhia e, daí sim, decidir pela qual viajar.
8. CARRINHO. Lorena está com 3 anos e há muito tempo já aposentei o carrinho dela. Na verdade, nunca usei muito o carrinho. Quando ela era bebê, era adepta do sling e, onde moro, é tanto sobe e desce que não costumava passear a pé. Por isso, tive de fazer um exercício para convencê-la que carrinho é legal e não só para bebês. Achei que ela iria ficar reticente, mas ela aceitou de boa e ficou 80% do tempo no carrinho. Não que tenha dormido, mas viu que, sentadinha, também podia aproveitar a viagem e não se cansar. Fora que o carrinho ajuda muito na hora de guardar casacos e cacarecos.

* Viajando com duas, nas últimas férias levei um carrinho e comprei na viagem um outro bem baratinho. Me diziam que vendiam em farmácia e eu não acreditei, mas é verdade. Nas grandes redes dos Estados Unidos há carrinhos por menos de US$ 20. Super prático e leve, agora o meu baratex mora no meu porta-malas.

9. KIT GRÁVIDA. Aos seis para os sete meses de gestação a barriga já pesa um pouco e as pernas incham. E andar, andar e andar, cansa um pouquinho mais. Eu passei bem, fiz tudo o que quis, e acho que a barrigueira, aquela cinta elástica que ajuda a sustentar a barriga, e as mal faladas meias Kendall foram muito úteis, ainda mais que estava friozinho. Também é bom levar uma necessaire com todos os remédios indicados pelo seu médico, claro.
10. KIT DISTRAÇÃO PARA O AVIÃO/TREM. Levei uma mochila da Lorena com tudo o que ela mais gosta: DVDs preferidos, livros, estojo com lápis de cor e caderninhos de desenhos. Outra dica, de uma amiga-mãe-dentista, também surte bom efeito: balas e chicletes! São infalíveis!

3 comentários:

  1. quantas fotos lindas! adoro esse filtro que deixa com uma cara retrô! amei!

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  2. Rê, não sabia dessa do seguro!
    Vou ter que me certificar, pq vamos viajar em agosto com a Bia, eu estarei com 25 semanas! Tenho que ver se terei que pagar mais! Droga, não contava com essa! Ainda bem q vc falou!

    Qt às meis Kendall, já vou comprar uma. Qd voltamos de NY eu estava com 6 semanas de gestação (descobrimos lá, vc sabe) e eu que NUNCA tinha ficado com a perna inchada em voos, não consegui calçar o tênis qd aterrisamos! Meus pés e perna estavam uma coisa horrível. Fiquei um pouco apavorada. rs Demorou 1 dia pra voltar ao normal!

    Adorei o post!
    Super beijo!

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  3. Adorei o post. Adoro que dá dicas de viagem com crianças, ajuda muito e é um incentido pra passear com nossos filhotes. Tenho 2 e saio muito com eles, eles amam! Adorei seu blog, vou linkar no meu para acompanhar as novidades! Bjos, Tati.
    http://ateliemoreno.blogspot.com/

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