26 de fev. de 2013

Matinê da Lola - A decoração

Lorena nasceu em fevereiro e, como vive repetindo Jorge Ben, em fevereiro tem carnaval. Mas não é todo ano e, confesso, desde que ela nasceu eu esperava o carnaval de fevereiro. Nos seus 4 anos, bingo, o aniversário dela caiu domingo de carnaval e, finalmente, saiu da minha caixola a Matinê da Lola, uma festa retrô, com muito-muito-muito confete e serpentina de verdade, bisnaga de água e marchinhas. 
A festa começou com um tecido de cetim bem colorido, que fez o fundo para o convite da festa e que, depois, virou os sacos de confete das crianças. Eu, ao menos, sempre fui para a matinê com saco de confete próprio, de tecido vermelho de bolinha branca que minha avó Carmela costurou para mim. Ele, certa vez, até serviu para esconder a minha calcinha, em um carnaval que a minha fantasia de havaiana de fiozinho de plástico se perdeu pelo salão. Mas esta é outra história.
O mesmo tecido serviu para cobrir os três cones de papel que fiz para decorar a mesa (a parte mais difícil, diga-se!). - Mãe, falta um cone, o da Anita! Então, de última hora fiz um pitico, para compor papai-mamãe-Lorena-e-Anita. Em cada um deles, um pompom de tule, comprado pronto nas lojas da Ladeira Porto Geral, no centro. Na mesa ainda coloquei, além de bolo, docinhos e os famosos Cupcakes da Cris, em versão carnavalesca, quatro bisnagões de água, daqueles antigos, que sempre usávamos no carnaval. 
Mas o melhor achado da decoração, sem dúvida, foram as guirlandas de papel que comprei na loja Brilho na Ladeira Porto Geral. Um modelo mais lindo do que o outro por cerca de R$ 4! Coloquei em volta da escada e na porta de vidro que divide a sala do jardim. Usando com cuidado dá até para guardar e usar novamente em outra ocasião. As minhas não consegui salvar, mas ainda tenho outras duas na manga.
Abaixo, os saquinhos de confete e serpentina. Assim que as crianças desciam a escada, já pegavam o seu saquinho. Os seis metros de tecido que comprei serviram de cenário para o convite, para os saquinhos, para os cones da mesa e ainda para um literal pano de fundo para os convidados tirarem fotos. O saquinho foi a lembrancinha da festa. Depois dos parabéns, coloquei na mesa dois vidros com balas e pirulitos para as crianças colocarem os doces no saco e levarem para casa.

Além dos saquinhos de confete, ainda deixei um saco grande, de 16 kg de confete, à disposição das crianças. Ao lado, dois baldes com serpentinas e alguns acessórios extras para as crianças, como tiaras, óculos, tapa-olho de pirata etc. Incrivelmente, eles conseguiram dar fim (se é que podemos dizer assim...) aos 16 quilos de confete e, no final da festa, o saco vazio ainda serviu para Lola aprender como se brinca de corrida de saco.
A sala, os quartos, a cozinha, os banheiros, a garagem, a piscina, a grama... TUDO ficou lotado de confete, mas valeu a pena. Lola se divertiu à beça e, garanto, não só ela. 
* As fotos lindas são da LizzClick. Uma festa especial tinha de ter grandes fotos para nossa recordação...

** Nos posts a seguir, o convite ,a diversão e as fantasias.

23 de fev. de 2013

Matinê da Lola - 4 anos da Lorena


Na minha época, o ginásio do clube ficava abarrotado de crianças nas tardes de carnaval. A gente se deitava no chão para juntar confete, pingava de suor de tanto pular e ainda morria de inveja daquela menina loirinha linda, que, normalmente, nem era da cidade, que sempre ganhava o concurso de fantasia em primeiro lugar. Bem que eu queria que isso ainda acontecesse para minhas filhas aprenderem a brincar de carnaval. Mas, hoje, no clube, a festa se resume a dez crianças de pais animados e nada mais.

Por isso neste carnaval resolvi fazer a festa de aniversário da Lorena de carnaval. O aniversário dela caiu domingo de carnaval para minha alegria e virou a Matinê da Lola. 4 anos com muito confete, serpentina, bisnaga e revolvinho de água, amigos em volta e fantasias divertidas. A seguir os posts da festança.
* O USO DESSA IMAGEM OU DE QUALQUER OUTRA DESSE BLOG SÓ PODE SER FEITO COM A MINHA AUTORIZAÇÃO. ENTRE EM CONTATO: gallo.renata@gmail.com
** Produção caseira! Um tecido estampado preso na parede serviu de cenário, a saia de tule colorida, o collant preto e alguns pompons, de fantasia. Me arrisquei na make e fiz a foto que virou o convite da festa.

7 de fev. de 2013

Como fazer saia de tule sem máquina de costura

Eu sou daquelas que, ao pregar botão, quase sempre fura o dedo e mancha a roupa de sangue. Mas uma senhora de uma loja de aviamentos me garantiu que, para fazer a saia de tule colorido que tinha visto na internet, era preciso mais paciência do que habilidade.

E eu, que sempre subornava uma amiguinho nas aulas de atividades manuais, coloquei na minha cabeça que iria conseguir. Para fazer uma saia de tule, descobri, não é preciso máquina de costura. A seguir, um passo a passo para você tentar. A minha eu fiz em, mais ou menos, quatro horas de trabalho (distribuídas em vários dias), portanto, dá tempo para você fazer para o carnaval.

Com maiô ROUPA PARA BRINCAR e improviso, a sua palhacinha vai ficar um arraso!


Comprei 14 metros de tule de diversas cores na Casa do Tule, na 25 de Março, que tem mais de 30 cores de tule. Para dar suporte à saia, ajustei um elástico grosso na cintura da Lola. Para facilitar, coloquei o elástico em um balde, assim ficou mais fácil de passar os pedaços de tule.

O tule é amarrado com nós. E o mais chato é cortar o tule. Cortei tiras da largura das tábuas da minha mesa, cerca de 18 centímetros. Como a saia é toda desigual, não se preocupe em deixar tudo milimetricamente retinho. Tinha pedaços beeem tortos e, no final, isso nem aparece.
Passe pelo elástico a faixa de tule, dê um nó e puxe para baixo. Lorena está com 1 metro de altura e cortei faixas de 18 de largura e, mais ou menos, 36 de comprimento.

Depois, para dar um volume maior, em cada uma das duas pontas de cada faixa de tule (que ficou com cerca de 18 centímetros), amarrei trapinhos de tule. Trapinhos duplos de, mais ou menos, 18 x 10 (aproveitei a sobra de cada tira) em cada uma das "pernas" do tule.
O resultado é este aí, uma saia colorida curinga. Variando as cores, rola saia de oncinha, bailarina, princesa, coelhinha e animais diversos e o que mais a sua imaginação criar. Bom carnaval!


Na foto acima, a saia recém-concluída. Abaixo, com vários carnavais no currículo! =)


Para maiôs confortáveis e coloridos acesse: www.roupaparabrincar.com.br

1 de fev. de 2013

Histórias em movimento

Eu sou daquela tipo de mãe que adora presentear crianças com livros. Mas, na correria do dia a dia, confesso que não são todos os dias que leio ou conto uma história para minhas filhas. E é por isso que achei especial o projeto de uma querida amiga, Monalisa Lins, que criou junto com sua família o Histórias em Movimento.

Conheci a Mona nos tempos de redação do Estadão. Ela, fotógrafa, sempre foi daquelas parceiras que fazia a pauta ficar muito mais divertida. A Mona é casada com o Evelson de Freitas, também fotógrafo, e tem dois filhos, o Leonardo, de 8 anos, e a Ana Laura, de 3 anos. Os quatro são contadores de histórias e voluntários em asilos, parques e praças de São Paulo.

Há tempos ela me falava sobre esse projeto e, há pouco, decidiu criar um site para incentivar as pessoas a ouvirem e contarem mais histórias. Em tempos de excesso de internet, Iphones, Ipads e tantos outros "ais", nada mais bacana do que voltar o olhar para um hábito ancestral. Seja para se aproximar dos seus, para aumentar o conhecimento, para fazer uma pausa na rotina, para arejar a cabeça ou dar um refresco na alma.

No site Histórias em Movimento você encontra histórias, adivinhas, trava-línguas, roteiro de bibliotecas e descobre a diferença entre contar e ler uma história e os benefícios destas duas práticas. Muitas das histórias compartilhadas no site ainda são ilustradas com os desenhos dos filhos da Mona. Uma delícia!

Bom, nós, humanos, não cultivamos mais o hábito de nos reunirmos em volta da fogueira para ouvir e contar histórias. Mas que bom seria se nos permitíssemos, com mais frequência, nos desconectar? É isso. Como diz Mona e sua família, entre nesta rede; faça a sua roda.
*Na foto, Lola fazendo a sua roda de leitura (não, ela não sabe ler!). Cena espontânea que me encheu de orgulho.

30 de jan. de 2013

Negócio da China

Dizem que a China vai dominar o mundo. E isso não estava interferindo na minha vida até, há alguns meses, eu ser apresentada a um site chinês. Juro, eu não sou daquelas loucas especialistas em comprar muamba pela internet, nem roupas e acessórios caríssimos. Mas as facas de cerâmica coloridas da minha amiga Debora Beterraba - aliado ao marasmo da vida de uma mãe com bebê pequeno em uma cidade do interior - me fizeram estrear no free shipping dos sites chineses.

Fiz a compra das seis facas no site Deal Extreme - DX no começo de novembro pensando no Natal, mas sabia que corria o risco delas não chegarem a tempo. Ou não chegarem, simplesmente. Mas elas chegaram segunda-feira, para minha alegria. As facas custam, em média, 10 dólares. E para não ter problema com a taxação, é só fazer uma compra que não ultrapasse os 50 dólares. As minhas prediletas, pink e amarela, já estão em uso. Se eu já gostava de cortar cebola, imagina agora!

23 de jan. de 2013

Pavê de abacaxi

Pavê tem cara de Natal. Porque é refrescante e cai bem no verão e também porque o que seria daquele tio fanfarrão sem o pavê para fazer a manjada piadinha: É pavê ou pacomê?! =)

No Natal da minha família foi esta a incumbência que a Mari, a irmã prendada, me passou. Ótimo, sobremesa fácil e gostosa. Ela me deu a incumbência já com a receita, passada por uma amiga, que achei mais simplificada ainda do que a do pavê de pêssego que fiz no dia das mães. Recomendo!

Pavê de abacaxi
O que usar:
- 1 abacaxi ou 1 lata de abacaxi em calda;
- 1 caixa de biscoito champagne;
- coco ralado;

Para o creme do recheio
- 1 lata de leite condensado;
- 1 lata de leite;
- 2 gemas;
- 1 col. (chá) de maisena;

Para a cobertura
- 2 claras;
- 2 col. de açúcar;
- 1 lata de creme de leite;
- coco ralado;

Como fazer:
O creme do recheio:
Bata no liquidificador o leite condensado com o leite, as 2 gemas e uma colher de maisena. Leve ao fogo até o creme ficar amarelinho e começar a descolar do fundo da panela, como acontece com o brigadeiro.

A cobertura:
Bata as claras em neve com 2 colheres cheias de açúcar. Misture com o creme de leite e reserve.

Montagem:
Em um pirex ou em potinhos individuais, faça camadas de biscoito umedecido na calda do abacaxi (não molhe antes para ele não desmanchar, deixe para molhar o biscoito, literalmente, na hora da montagem), creme de recheio, abacaxi picado, salpique coco ralado. Mais biscoito umedecido, creme, abacaxi,  coco; Biscoito e cobertura. Coco ralado. Geladeiro por, no mínimo, 3 horas.
* E assim começamos mais um ano. Antes do carnaval! 

20 de dez. de 2012

Não se admire se um dia...

Faz alguns meses que aqui em casa convivemos com dois ninhos de beija-flor e com eles dando rasantes na garagem (e com meu carro cheio de cocô, mas esta é a parte menos romântica disso e juro que nem ligo). Hoje, eu na sala de casa com minha pituca, vejo pela porta de vidro um beija-flor em volta da piscina. Normal. Como ele não saía dali, peguei a máquina fotográfica para fotografá-lo. Tirei algumas fotos e voltei para a sala.

Mas ele fazia muito barulho e, quando saí de novo de casa, vi um filhote na piscina. Resgatei e o coloquei no deque, no sol. Em segundos, a mãe foi até ele. Saía e voltava e dava algo no seu biquinho. Não sou das mais emotivas, mas foi muito linda a cena.

Quando o filhote estava quase seco, começou a chover. Para não colocar a mão nele, peguei um pedaço de cartolina e um livro e o deixei no capô do meu carro, bem embaixo dos ninhos. Horas depois ele não estava mais lá e espero que o final desta história tenha sido feliz.

No final do dia, depois da chuva, as luzes de casa já estavam acesas quando surgiu uma luz bem amarela no céu e um arco-íris. Se amanhã o mundo vai acabar eu não sei, só sei que hoje o dia foi especialmente diferente. E que amanhã é um novo dia, logo mais, um novo ano e que cada vez mais eu tenho a certeza de que a vida é feita de coisas simples. Sim, estou piegas e fico emotiva nesta época.

Este é o meu conto de Natal. Feliz Natal para você que passa por aqui e um 2013 cheio de paz, saúde e alegria para todos nós.

4 de dez. de 2012

Kit mini chef da Lelê

Não é novidade que sou fã de lembrancinhas simples e criativas. E quando ela versa sobre cozinha e receitinhas então, eu amo! Por isso, adorei a lembrancinha de mini chef da festa da Helena, que já teve sua festa de jardim publicada aqui. Desta vez, em vez do kit artista, a Lelê distribuiu para os amiguinhos um kit personalizado de chef.
Junto com o avental, na sacola, a Paulinha colocou uma colher de pau com o nome da criança, um guardanapo, uma touca para a criança usar na cozinha (a Lorena amou e ficou muito engraçada), um saquinho com um envelope com uma mistura pronta de bolo de caneca e outro de suco, para fazer um chup-chup. Junto com tudo, um caderninho com algumas receitas da família da Lelê, como o cupcake sucesso da Bisa. Uma lembrancinha divertida e ótima para guardar de recordação.

23 de nov. de 2012

Rio: Quadrucci

Na viagem ao Rio eu, como de costume, já fui com uma listinha de lugares a ticar. E nela estavam o Zazá Bistro, os botecos Bracarense, delicinha para happy hour, e o Chico e Alaide, que não conseguimos ir. Afinal, viagem de 3 dias com 2 crianças 2 botecos seria demais. Em vez do segundo boteco, acabamos achando e adorando o Prima Bruschetteria, lugar descoladinho e gostoso, daqueles que você conhece e pensa: Como ninguém teve esta ideia antes!
Mas, voltando aos restaurantes, amigos haviam me indicado o Quadrucci e foi lá que fomos almoçar e comemorar os 40 anos do marido. O restaurante faz a linha mais arrumadinho, mas tem uma varanda deliciosa. Com carrinho de bebê e uma menina falante, escolhemos a mesa bem ao fundo do salão, que não é dos maiores, para não incomodar os outros clientes. E chegamos cedo, fora da hora do rush.
A grata surpresa foi ver no cardápio ostras frescas, para delírio do aniversariante. Não gosto de ostras e fui de carpaccio de abobrinha, leve e delicioso, daquelas boas ideias para tentar reproduzir em casa. De prato principal, marido adorou o canelone de siri e eu amei os camarões com arroz de laranja, aspargos e cenoura que eu, por sorte, comi quentinho por um erro do garçom, que anotou errado meu pedido. E, o que era para ser um desastre, foi ótimo. Enquanto meu novo prato era preparado, almoçou o marido e, depois, eu. Quem é mãe entende, não? De sobremesa, fondant de chocolate belga com morangos e uma velinha para Lola soprar. Delícia.

19 de nov. de 2012

Chá de bebê (de bigode) do Thoni

Vou ser sincera, acho chá de bebê uma coisa meio chatinha. Já escrevi matérias dizendo que é uma festa de boas-vindas, uma maneira da futura mãe reunir os amigos e acho tudo isso; tanto que até fiz uma festinha para a minha primeira filha - e me diverti. Mesmo assim, cismo que o chá de bebê tem grande chance de ser um porre - não alcoólico.
Por isso, quando vi as fotos do Chá do Anthonio, filho da minha amiga Lú Loira, eu adorei. Bem humorado, simples, caseiro, sem frufru. Uma festa de adultos, afinal. O tema foi o bigode, que eu adoro e até já usei em uma festinha em casa, a festa mexicana. Anita até tem um prendedor de chupetas de bigode e eu acho bem divertido - e minha mãe acha horrível... Gosto não se discute, nem em família.
A Lú, que é dona da bacana loja Las Tinas, fez bandeirola com o nome do Anthonio para decorar a mesa, que foi enfeitada com vidros de snacks - pipoca, amendoim e Doritos -, pratos de docinhos, cachorro quente, baldes de bebidas e copos com canudos com bigodes, que deram um ar divertido. 
Um quadro com várias fotos do Elvis também foi enfeitado com bigodinhos diversos. Em um aparador, uma charmosa vitrolinha fez a trilha. Ao lado dela, um vidro com as lembrancinhas: chocolate em formato de bigodes. Festinha simples, criativa e gostosa, do jeito que eu gosto.

14 de nov. de 2012

Bolo integral de alfarroba com chocolate

Não conhecia a alfarroba até minha amiga Debora me presentear com um kit bolo de alfarroba; um pacote de pão com uma receita de bolo grampeada e com todos os ingredientes dentro, separadinhos já na medida certa. Ideia bacana da Sabor da Vida, um armazém de produtos naturais aqui da minha cidade.

Com o kit, ficou fácil fazer a receita e provar a tal da alfarroba. Eu quebrei os ovos, coloquei o óleo e Lorena despejou os saquinhos com os ingredientes naturebas. O bolo ficou bem macio e bem escurinho. O gosto não é tão marcante assim e, com o achocolatado da receita, fica bem parecido com um bolo de chocolate.

Pesquisando, vi que a alfarroba é uma opção para quem está firme e forte no projeto verão 2013. É bem light e boa para diabéticos. Lorena, que não é de comer doce, adorou. Levou de lanche para a escola e pediu mais um pedaço para levar no dia seguinte. Eu, que não sou lá muito light, decidi calibrar o bolinho com uma camada generosa de brigadeiro, só para ficar com mais cara de chocolate!
Bolo integral de alfarroba com chocolate
O que usar:
- 2 ovos;
- 1/2 xíc. de óleo;
- 1/2 xíc. de farelo de trigo;
- 1/2 xíc. de farinha integral;
- 1 xíc. de farinha de aveia;
- 1 xíc. de açúcar mascavo;
- 2 col. (sopa) de achocolatado;
- 2 col. (sopa) de alfarroba;
- 1 xíc. de água fervendo;
- 2 col. (sopa) de fermento.

Como fazer:
Bata todos os ingredientes no liquidificador, nesta ordem. (O fermento eu não bato, misturo na mão). Unte uma forma de furo e coloque no forno médio por aproximadamente 30 minutos.

8 de nov. de 2012

Carne louca da Rita Lobo

A Rita Lobo é aquela mulher linda, mãe de dois filhos fofos, que tem um apartamento de bom gosto, escreve muito bem e ainda sabe cozinhar divinamente. Se estivesse ainda na redação do Estadão poderia ter escrito isso para ganhar aumento, mas saí do jornal há quatro anos e, bem antes disso, já achava tudo isso da Rita. E, agora, além do site Panelinha, ela tem um programa no GNT. São 15 minutinhos, pá-pum, e, a cada programa, você fica pensando como é fácil ser Rita Lobo. Estar linda e maquiada, fazer uma refeição incrível em poucos minutos e servi-la em louças garimpadas mundo afora.

Parei! Ok, chega de divagar. Fato é que fiquei aguada para fazer a carne lobo da Rita Louca! Ops! E a receita era bem simples, daquelas coloca-tudo-na-panela-de-pressão. Marido comprou todos os ingredientes e, enquanto Anita chorava de sono e Lorena apavorava pela casa, a panela apitou por 40 minutos. Depois que as duas dormiram, desfiamos a carne. Acabamos pra lá das 10h30 da noite, mas fizemos mesmo para prová-la no dia seguinte, geladinha, curtida e... deliciosa. Faz aí!

Carne louca da Rita Lobo
Para 6 pessoas (rende demais!)
O que usar:
- 1 kg de músculo (traseiro, ela sugere);
- 1,5 l de água;
- 1 cenoura;
- 1 cebola;
- 1 talo de salsão (não usei);
- 2 folhas de louro;
- 2 cravos da índia;
- 1 canela em rama;

Para o vinagrete:
- 2 tomates grandes e maduros;
- 1 cebola roxa;
- 1/4 de xíc. (chá) de vinagre;
- 1 xícara de azeite;
- 2 col. (sopa) de caldo da carne;
- sal e pimenta do reino;
- folhas de salsinha e/ou coentro (não usei);

Como fazer:
Lave o talo de salsão e a cenoura e corte-os em 3 partes. Divida a cebola ao meio e, em cada parte, espete com o cravo a folha de louro. Na panela de pressão, coloque o músculo (coloquei em 5 pedaços grandes), cenoura, salsão, cebola, canela e água. Quando apitar, baixe o fogo para médio e deixe cozinhar por 30 minutos. Coe o caldo (e guarde para futuro risoto), desfie a carne e a junte em um vinagrete feito com tomate (usei com sementes), cebola roxa, vinagre, azeite, 2 colheres do caldo de carne, sal e pimenta do reino. Misture bem, coloque em um recipiente com tampa e deixe na geladeira.

*Dica: na hora de comprar a carne, diga ao açougueiro que você vai desfiá-la. Assim, ele corta da maneira correta. Alguns pedaços estavam com muita gordura e não dava para desfiar, daí resolvemos não usar na carne louca.
Em casa, costumamos comer carne louca com uma fatia de queijo prato e rúcula. Desta vez, ainda colocamos uma salsa picante que ganhei da minha amiga baiana-mexicana-tatuiana Debora Beterraba. Recomendo, com ou sem salsa.

7 de nov. de 2012

Rio: Zazá Bistrô

Faz alguns pares de anos que, de táxi, passei em frente ao Zazá Bistrô. Ao ver aquela casa de esquina em Ipanema, com uma varanda bem gostosa cheia de almofadas coloridas, me deu uma vontade de pedir para parar. Mas estava no Rio a trabalho e uma pauta me esperava. Acabei anotando Zazá Bistrô no meu bloquinho - e na minha cabeça. Mês passado, quando estive no Rio a passeio com a família, logo coloquei o Zazá na minha lista. Ainda mais depois que vi no site o cardápio, que faz a linha natureba com boas opções thai. O chef Pablo Vidal, também li, foi eleito revelação algumas vezes.
Enfim, fiz uma reserva para o almoço de sexta-feira, afinal, sou uma mãe de família com noção e sei que chegar a um restaurante no horário de pico com uma criança serelepe e um bebê no carrinho pode ser um problema. Na sexta, inclusive, rola um menu fechado com entrada-pratoprincipal-sobremesa a R$ 39,90. Ótima oportunidade.
Mas foi abrir o cardápio e ler "camarão thai" para esquecer o bom negócio do menu executivo. Camarão com pedaços de abacaxi, abobrinha, coentro, cogumelos ao molho de curry vermelho picante servido com arroz de cardamomo. Esta seria minha estreia no Rio. Se eu gosto de coentro? Não muito, mas não seria eu que iria dizer ao chef de boa reputação mudar o prato que ele criou. Não me arrependi, estava divino, com gosto suave de coentro e um picante delícia. O marido foi de namorado grelhado com banana da terra, pupunha e aspargos - e também ficou bem feliz.
Paulista que sou, vou dizer que o atendimento é simpático, mas não dos mais eficientes. O garçom não sabia do menu executivo, que eu sabia, não sabia explicar os adesivos colados no menu (2 pratos a R$ 55), a reserva era para 12h30, mas o restaurante só abriu uns 15 minutos depois porque "tinha um funcionário que ainda estava almoçando". Enfim, estava de turista e saí de lá bem feliz e satisfeita, ainda mais depois de provar o devil's cake, um bolinho de chocolate rústico acompanhado de sorbet de limão siciliano. Saí de lá tão feliz e satisfeita que fiz até um pitstop no banheiro (que tem música bem alta, espelhão e frases e quadros diversos na parede) para um auto-retrato com a Anita. Fala aí, quem tira foto de óculos de sol no banheiro do restaurante é uma pessoa feliz, não?
* O restaurante estava bem vazio, mas sempre é bom fazer reserva pelo site. No andar superior do casarão há um ambiente incrível, com tapete felpudo, mesas baixas e muitas almofadas espalhadas. Pode ser perfeito para uma reunião com os amigos ou... um espaço kids para as crianças!

1 de nov. de 2012

Aquele abraço!

Sou turista com 'T' maiúsculo, daquele tipo que não se importa em andar com a máquina fotográfica pendurada no pescoço nem se sente constrangida ao desenrolar o mapa para se localizar. Faço as (4) malas rapidamente, raramente esqueço alguma coisa, saio de casa com o roteiro já matutado na cabeça, nem que para isso perca boas horas de sono durante a noite. Igual criança quando não consegue dormir na véspera da excursão da escola, sabe?

Mês passado marido comemorou 40 anos. E eu, que amo uma festa, decidi organizar uma viagem de turista para a família e fugir da balada. O destino precisava ser próximo, já que iríamos com uma criança de 3 anos e outra de quase 4 meses. Daí decidimos pelo Rio, que fica a 40 minutos de avião, aquela cidade que todo gringo baba e que diz a lenda que paulista não gosta.

Eu gosto tanto que sempre que volto de lá fico imaginando como seria a minha versão marrenta se minha avó carioca Carminha não tivesse se casado com meu avô baiano João e feito as malas para se mudar para São Paulo. 

Foi apenas um fim de semana estendido, mas deu tempo de ver o bolo do bondinho, que comemorou 100 anos, queimar o coco no pé do Cristo Redentor, caçar folhas diferentes pelas alamedas do Jardim Botânico e até ir para a praia e fazer uma farofa carioca, com direito a biscoito Globo e piscininha inflável nas areias do Leblon. Delícia! Voltei, como sempre, querendo voltar. Logo mais, três restaurantes imperdíveis.
* Turista que sou, também amo um regallo! Meu pratinho de "porcelana" já está posicionado junto com meus cristais... Podem me chamar de brega, mas eu amei!