10 de jun. de 2012

Bala japonesa e os anos 80

Naqueles tempos sem cintos de segurança, cadeirinha e bebê conforto, viajávamos todas soltas na caravan do meu pai, eu e minhas três irmãs. A caçula, Fafá, ia no meio das pernas da Mari e da Gabi e eu, muitas vezes, no porta-malas, onde meu pai colocava um colchão para fazer uma caminha. Na estrada, saía e voltava para o porta-mala inúmeras vezes; minha irmã mais nova ia para o banco da frente com minha mãe outras tantas e nenhum guarda nunca mencionou prender os meus pais. Loucuras dos anos 80.
Viajávamos para Cabo Frio, para o Sul, para Ubatuba e Guarujá e, em uma destas viagens, meu pai ao volante, pelo retrovisor, notou que a Mari, a mais prendada das minhas irmãs, estava ficando roxa. Culpa da balinha japonesa comprada minutos antes em um posto de gasolina. Com a delicadeza que lhe é peculiar até hoje, conseguiu em um movimento ninja segurar o volante com uma mão e, com a outra, um belo tapa nas costas da Mari. Mari sobreviveu, mas a balinha nunca mais foi encontrada. Desde então, as balinhas japonesas foram amaldiçoadas em casa. Bala Soft podia, mas a japonesa não. Loucuras dos anos 80.
* Tudo isso porque semana passada o marido apareceu com este vidrinho em casa, cheio de balas "japonesas" feitas no Rio de Janeiro. Agora me pergunto: por que eu e o povo de casa chama essas balas de japonesas? Essas nipônicas fajutas da foto são da carioca Galo Doce.

8 de jun. de 2012

Bolo de cenoura da Tia Maria

"Chove, mas como chove. Chuva, chuvisco, chuvarada. Por que que chove tanto assim?
Quando chove, a terra fica molinha; a grama fica verdinha e eu fico todo molhado, com o pé na lama e meu nariz tapado. Minha vó me chama: 'Menino, vem cá vem tomar chá. Vem comer bolo de cenoura com cobertura de chocolate quente'"
É só a chuva persistir para minha música preferida do Cocoricó grudar na minha cabeça. E daí que eu fico cantando e só pensando no bolo de cenoura com cobertura de chocolate quente. Há dias a chuva não para e não teve jeito, tive de ir para a cozinha fazer um bolinho - e aproveitar para esquentar o ambiente com o forno ligado. A receita que queria reproduzir era da minha querida Tia Maria, cozinheira de mão cheia, especialista em feijoada, bacalhau, bolos de cenoura e afins. A receita eu tirei do caderninho dela, que, além da receita, tem algumas obervações. Nesta receita do bolo, por exemplo, está escrito: bom. Mas, tia, não é bom. É bom, muito bom, muito mais do que bom, é excelente.
Bolo de cenoura da Tia Maria
O que usar:
Massa
- 4 cenouras médias;
- 1 copo (requeijão*) de óleo;
- 3 ovos;

- 3 copos (requeijão) de açúcar;
- 3 copos de farinha de trigo;
- 1 col. (sopa) de fermento em pó;

Cobertura
- 5 col. (sopa) de açúcar;
- 5 col. (sopa) de leite;
- 2 col. (sopa) de chocolate;
- 1 col. (sopa) de margarina;
- 1/2 lata de leite condensado;

Como fazer:
Massa: Bata no liquidificador os três primeiros ingredientes: óleo, cenouras picadas e ovos. Reserve. Na batedeira, junte o açúcar e a farinha de trigo peneirada com a primeira mistura feita no liquidificador. Bata até a mistura ficar homogênea. Junte o fermento sem bater. Coloque em forma untada e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 40 minutos.

Cobertura: Junte todos os ingredientes em uma panela e deixe ferver até dar ponto de caramelo.
*Dicas*
- Antes de começar a receita, já ligue o forno;
- Sempre peneire os ingredientes secos;
- O tempo de forno pode mudar de acordo com a forma utilizada (e dependendo do forno). Como optei por uma forma de furo, mais alta, o bolo demorou 50 minutos para assar em forno médio;
- Sempre faça o teste do palitinho. E só tire o bolo do forno se o palitinho ou a faca saírem secos;
- * 1 copo de requeijão corresponde a 1 xíc. + 1/3 de xíc.

7 de jun. de 2012

Compras no exterior pela internet

A falta de tempo, a vontade de economizar uns cobres e aquela sensação de que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa me fizeram comprar quase toda a decoração do quarto da Anita pela internet, em sites gringos. Confesso que nunca havia comprado em sites internacionais, muito por medo, e testei três formas de receber a encomenda. O ideal, sem dúvida, é você ter um endereço no exterior, seja para buscar a compra quando for até lá ou para pedir para a pessoa depois colocar a encomenda no correio novamente - sem as devidas etiquetas e notas fiscais (muito feio dar esta dica aqui?). Abaixo, listei cinco tópicos sobre o assunto, para quem quer se arriscar nesta vida de compras online mundo afora.
Tenha paciência. É claro que é mais legal ir até uma loja, tocar no produto e sair de lá com uma sacola, mas a internet te dá um mundo de opções. Para encarar a compra, no entanto, a principal regra é ter paciência, pois muitas vezes ela demora para chegar. Fiz três testes distintos, uma das compras enviei para a casa da minha irmã na Espanha e, quando estive lá, peguei. A outra também pedi que entregassem lá, mas ela chegou quase três semanas depois - e minha irmã enviou ao Brasil. A terceira compra enviei para o Brasil e demorou quase dois meses para chegar. O melhor é abstrair e se programar com antecedência.

O custo do frete. Muitos sites não enviam para o Brasil, só para Estados Unidos e Europa. Por isso, tem de pesquisar. Em uma das lojas que comprei, o frete para o Brasil era de mais de 80 euros, inviável. Mas em outra, era de US$ 15 dólares.

O medo do imposto. Os produtos são mais baratos no exterior, mas, ao desembarcarem no Brasil, você terá de pagar imposto sobre ele se sua compra - com taxas - ultrapassar os US$ 50. Duas compras que fiz acima de US$ 50 chegaram em casa ilesas, sem taxas, mas a terceira passou pela Polícia Federal e tive de pagar imposto, que é sempre uma surpresa. No caso, o imposto, acredite, chegou a 100% do valor da compra. Se conseguir, o ideal é dividir a compra para que ela não ultrapasse os US$ 50.

Monitore suas encomendas. O fornecedor, na maioria das vezes, passa junto com o OK da compra um número para que você possa rastrear a sua compra, uma forma de diminuir nossa ansiedade. Dica da Laura Corradi, do Pétalas e Paetês, uma compradora online compulsiva, que já comprou produtos até em sites polonês e japonês (!) e que agora também vende online: Salve o número do rastreio no aplicativo Katapakote no Iphone, assim você tem mais segurança e não fica tão tensa.

O truque do presente. Talvez seja uma dica ilegal, mas achei boa a dica, também vinda da Laura. Às vezes, é possível fazer a compra e pedir para que o fornecedor envie o produto como presente, assim fica mais difícil te taxarem no Brasil.
* Aceito mais dicas de compras online mundo afora!
** Com a alta do dólar, é preciso fazer mais contas para ver se vale ou não a pena comprar no exterior. Para mim, mais do que a economia, o que me atrai é a diversidade de produtos e aqueles produtos lindos que não encontramos por aqui...

6 de jun. de 2012

Três sites de tecidos importados

Se para o enxoval da Lorena eu optei por tons mais suaves, no da minha segunda filha tudo o que eu queria eram estampas. Encasquetei que queria tecido estampado, alegre, sem motivos infantis. São Paulo pode ser uma grande metrópole, mas difícil encontrar por aqui tecidos bacanas a preços acessíveis. Por isso, a saída foi pesquisar - e muito - na internet.

O primeiro passo foi fuçar o Etsy. Muitos tecidos vendidos por lá têm o nome do designer, daí um Google te leva para o site da pessoa que, com sorte, vende para pessoa física e entrega no Brasil. Abaixo, a minha escolha e outras duas boas dicas.
Monaluna - Fresh. Organic. Fabric - Foi na Califórnia que encontrei os tecidos que queria. Nem sei como cheguei ao Monaluna, mas quando cheguei, meus olhos brilharam. As coleções são lindas e, melhor, conversam entre si. Ou seja, se você escolhe um tecido da coleção pode coordená-los com os outros, mesmo não tendo capacidade para isso. Os tecidos demoraram quase dois meses para chegar, mas vieram bem embalados, com cartão de agradecimento escrito à mão; um charme só. Coincidências à parte, depois descobri que a Monaluna fornece tecido para a Wild Things, do Reino Unido. Era para ser tudo meu - tanto o tecido como os vestidos... =)
Michael Miller Fabric - É um dos sites com maior variedade que encontrei. Na feira BabyBum, em São Paulo, vários estandes tinham produtos com tecidos Michael Miller. No Etsy também é possível encontrá-los e confesso que fiquei balançada por este trio cinza coordenado. A estampa de coruja - Swedih Owl - é demais!
Alexandre Henry Fabrics - Foi um desafio encontrá-lo. Havia amado um tecido deste designer em uma loja de São Paulo e, mesmo sem o nome dele, o encontrei. Mas ele estava esgotado. No site há opções mais diferentex e espalhafatosas. Vale fuçar. 
* A Claudia, uma amiga e leitora do blog, deixou mais uma dica nos comentários. Vale a visita no Spoon Flower, que também faz estampas lindas!

5 de jun. de 2012

Bacalhau na nata

Em datas especiais rola aquela indecisão de o que cozinhar. Na maioria das vezes, o prato único é a melhor saída, por não dar muito trabalho. No Dia das Mães a Mari, minha irmã prendada, decidiu fazer esse bacalhau na nata delicioso. A receita é de um português conhecido dela e é boa porque dá para fazer o pré-preparo dias antes e vai ao forno, o que lhe dá certa mobilidade para dar escapadinhas da cozinha. Eu nunca tinha comigo e adorei. Receita leve e deliciosa. Para dias especiais por natureza ou para fazer de um dia comum especial. Ass.: blogueira filósofa.

Bacalhau na nata
Para 12 pessoas
O que usar:
- 1,5 kg de bacalhau (pode ser já em lascas);
- 1 kg de batata;
- 4 latas de creme de leite;
- azeite;
- 2 cebolas grandes;
- 3 caixas de molho branco pronto ou 2 col. de manteiga + 2 col de farinha de trigo + 2 xíc. de leite;
- noz moscada;
- folhas de louro;
- sal a gosto;
- parmesão ralado para finalizar;

Como fazer:
1. Dessalgue o bacalhau. Ou seja: dois dias antes coloque o bacalhau em uma vasilha com água e o deixe na geladeira. Troque a água a cada dia. No dia que for fazer o prato, ferva o bacalhau - e despreze a primeira água. Afervente novamente até ele ficar macio. Deixe esfriar e o desfie grosseiramente;
2. Refogue as lascas de bacalhau no azeite e em uma cebola picada;
3. Cozinhe as batatas e as corte em rodelas grossas;
4. Prepare um molho bechamel: derreta a manteiga em fogo médio, acrescente a outra cebola ralada, junte a farinha de trigo mexendo sempre. Acrescente o leite, folhas de louro, noz moscada e sal a gosto. Por fim, as latas de creme de leite sem soro;
5. Em um refratário, disponha uma camada de batatas, bacalhau em lascas, batata, bacalhau. Cubra com o molho, deixando-o penetrar até o fundo do refratário. Salpique com parmesão e leve ao forno até gratinar.

31 de mai. de 2012

Frango com (farofa de) banana

O meu passado Frango com Banana bateu à porta no último fim de semana. Estava na maior arrumação em casa, tentando colocar as coisas em ordem antes da chegada da Anita, e me deu aquela vontade de comer comidinha gostosa. Na correria, não tive dúvida e liguei para ao açougue para reservar um frango de televisão de cachorro. Foi só descongelar uma porção de feijão, fazer uma salada, o arroz e a farofa de banana, que eu amo. Delícia. 
Farofa de banana
Para 4 pessoas
O que usar:
- bacon - o quanto sua consciência permitir;
- 1 cebola picada;
- 2 xíc. de farinha de mandioca;
- 2 bananas nanicas;
- passas (opcional);
- sal;
- salsinha picada;

Como fazer:
Refogue o bacon no mínimo de óleo, junte a cebola e, quando estiver refogada, a farinha. Coloque a banana  picada e as passas e mexa até a banana dar uma leve amolecida. Tempere com sal e salsinha. E pronto.

29 de mai. de 2012

Lampião & Maria Bonita

Não tem mãe que sonhou em ser miss e agora tenta superar sua frustração e sonha com a filha miss? Pois é, eu também tenho isso. Mas, em vez de miss, sempre sonhei em me fantasiar de Maria Bonita, ao lado do meu Lampião, claro. Mas, ano após ano, os carnavais passam, nós ficamos cada vez mais velhos e nada de nós fazermos a fantasia. Foi por isso que quando vi este vestido junino da Bicho Brasil já fui comprando para a minha pequena -e para sua parceira Laurinha.
O vestido é lindo, super bem feito, e com detalhes de arrasar, como os tecidos estampados com cordéis na barra e um mini-livro com um trecho sobre Lampião e Maria Bonita, uma fofura só. O preço, confesso, não é dos mais amigáveis. Mas vamos pensar sustentavelmente, se a Lola usar o vestido duas vezes este ano, duas ano que vem. E a Anita usar duas vezes no ano seguinte e mais duas em 2015, ele vai ter valido a pena. Detalhe para a embalagem de chapéu de palha. =)
* Na minha casa existe a lenda de um vestido de caipirinha laranja, que foi usado pela minha irmã mais velha até a mais nova. Ao todo, quatro filhas, sem contar as primas e amigas que também usufruíram do modelito.

22 de mai. de 2012

Bolo de maçã e canela Carla Pernambuco

Eu adoro comprar livro de culinária para criança. Sempre penso que, se a receita é para criança, eu que já passei dos 30 não vou errar. E finjo fazer investimento para a biblioteca da minha filha. Desde que vi que a Carla Pernambuco lançou mais um livro de receita kids fiquei tentada. Não comprei As deliciosas férias de Beatriz pela internet porque queria folheá-lo, mas daí fui comprar um vestido na Green para a Lola e acabei ganhando o livro. Perfeito!

Acontece que o livro não é aquela coisa incrível, fofa e delicada do Juju na Cozinha do Carlota. Apesar de estampar o nome da Carla Pernambuco na capa, o livro é escrito por Pablo Alejandro Fabián, com receitas da Carla-Carlota. Meio decepcionante, achei. Mas folheando o livro encontrei a receita de um bolo de maçã bem simples. Fiz o check list na despensa e lá fui eu para a cozinha. O bolo é daquele estilo mais pedaçudo, que até desmancha na hora de cortá-lo, mas deixa um perfume incrível na cozinha. Bem saboroso.
O que usar:
- 5 col. (sopa) de manteiga;
- 1 xíc. de açúcar mascavo;
- 3 ovos;
- 3 maçãs picadinhas com casca;
- 1 col. (sopa) de canela;
- 1 col. (café) de noz moscada;
- 1 col. (sopa) de raspas de casca de limão;
- 1 xíc. de aveia em flocos finos;
- 1 col. (sopa) de fermento em pó;
- 1 e 1/2 xíc. de farinha de trigo integral (usei a normal);
- 1 xíc. de passas sem sementes;

Como fazer:
Bata a manteiga com o açúcar. Junte os ovos um a um, bata bem. Acrescente a canela, raspas do limão e noz moscada. Desligue a batedeira e junte a maçã, as passas, a farinha, aveia e o fermento. Leve ao forno por 30 minutos a 160 graus em uma forma untada. Polvilhe a superfície do bolo com açúcar e canela.
* Ninguém vai maldizer meu bolo porque as maçãs decorativas grudaram na forma, né? Por isso, na hora de untar a forma, capriche na manteiga no fundo para não acontecer o mesmo e também enfarinhe o lado da maçã que ficará em contato com a forma. Devia ter polvilhado açúcar para disfarçar e enganar vocês, mas falhei!
** O livro é simpático, mas eu ainda sou muito mais fã do Juju na Cozinha do Carlota. E acho que o livro da Beatriz poderia ter na capa o nome do autor e, ao lado, algo como "Receitas de Carla Pernambuco".

20 de mai. de 2012

Vestidos para crianças (de verdade)

Na busca por tecidos para o enxoval da Anita, minha filha número 2, me enfiei no Etsy, um portal bem famoso que reúne pequenos varejistas do mundo todo. Grande parte dos produtos são artesanais e, melhor, de bom gosto. Foi lá que eu encontrei os vestidos lindos da Wild Things - Funky Little Dresses. Quando vi, pirei e já fui comprando. 
Os vestidos deram uma pequena volta ao mundo. Era para eles fazerem o percurso Inglaterra-Espanha em 10 dias, mas demoraram mais de um mês. Por isso, não consegui pegá-los quando estive na Espanha e, depois, minha irmã teve de colocá-los de novo no correio - mais alguns dias e eles, finalmente, chegaram ao Brasil. O ratinho a Lola já estreou. E a raposa e o pintinho ainda vão encontrar as suas donas.

Eu não sou uma mãe prendada, mas quem é pode se inspirar e tentar fazer essas fofuras em casa. No Brasil, bem que podiam voltar ao passado e desenvolverem vestidos com cara de criança e não reproduzir a moda adulta na versão mirim, né não? Menos babado e brilho e mais diversão.

18 de mai. de 2012

Baby Bum, o Mercado Mundo Mix Kids

Até domingo está rolando em São Paulo, na Vila Leopoldina, a feira Baby Bum. Para quem é de das antigas, uma espécie de Mundo Mix Kids, com muitas marcas de roupas, decoração e enxoval que ainda estão começando - a maioria não tem loja física e trabalha apenas no mercado online. O espaço está bem organizado, desde o estacionamento (R$ 22) até o funcionamento. Você visita o estande e, se decide comprar, paga todas as fichas em um único caixa - e cada ficha tem a cor do corredor da feira. Bem legal. Ainda tem espaço com atividades para as crianças.

A Baby Bum não é uma feira de pechincha. Eu, ao menos, não pago R$ 80 em um tapa fraldas, por mais importado e incrível que ele seja. Há roupas carinhas, sim, mas dá para encontrar por lá bons achados - ou simplesmente não resistir às fofuras de preços salgados, como o vestido de festa junina à Maria Bonita da Bicho Brasil.
Para quem está grávida, tem muita mala linda para a maternidade, ideias para enxoval e cada bichinho e almofada fofo! Abaixo segue uma breve seleção do que achei mais bacana.
Moda:
Matraca ganhou meu coração. Eu e o meu bolso ficamos gratas por encontrar uma marca para meninas com roupas lindas e alegres com preços simpáticos. Vestidos para meninas (cerca de R$ 65) de até 8 anos e algumas opções para mães também;
Ilha Dodô marca parceira do blog, que faz roupas confortáveis para meninos e meninas, sem distinção. No estande tem bodies, mantinhas e babadores;
Pinguino 100% para meninos. Alguém teria de se preocupar com as mães de meninos, não? E as roupas da Pinguino são confortáveis e com estampas super legais. Macacão quentinho e descolado para os pequetitos;
Tchunga tem pijamas de superpoderosos, bodies de desenhos e ainda roupas/fantasias que, vai por mim, se você comprar seu filho não vai querer tirar;
Spirodiro na linha roupa/fantasia ou roupas para brincar, como diz o slogan;
Decoração:
Frappé é quem faz essas almofadas rock'n roll, como a da Amy Cream, Leite Gaga e do Milk Jagger. Minha comadre Fran ainda comprou uma mochila de caixa de amplificador Marshmallow para seus meninos arrasarem;
Uauá Baby também tem almofadas fofas, de cupcakes, brigadeiros e ainda desenvolve enxovais com tecidos bem bacanas;
Supersoniko o estande não tem a variedade da loja virtual, mas tem pôsters lindos a preços justos (cerca de R$ 50);
- Família Ripinica bichos de crochê estão na moda, certo? Lá tem algumas opções, além de charmosos Divinos de feltro - que estarão no quarto da Anita;
Caracou bichos de tecidos estampados lindos;
Minimimo para quem curte festas de aniversário com gosto caseiro. Mesas enfeitadas com bonecos de feltro e toalhas decoradas que mais parecem casinha de bonecas;
Prêmio criatividade levou o pessoal da Quentinha (CraftStudio), que lança site no próximo mês. No estande estão sendo vendidas caixas de atividades, como de customização de camisetas, para fazer blocos de anotações, bonecas de pano, pingentes etc. Tudo vem embalado e etiquetado com charme na caixinha, que traz todos os acessórios necessários e manual. Presente criativo a partir de R$ 50. 
* A Baby Bum estará aberta sábado e domingo, das 10 ás 20 horas. Mais informações no site Baby Bum. Quem não puder ir à feira, pode pegar no site o contato de todos os expositores.

16 de mai. de 2012

Qual é o livro da sua infância?

Aquele papo furado do Saia Justa rendeu uma ótima conversa dia desses em casa. Na roda, eles começaram a discutir o livro que marcou a infância de cada um. E eu, do outro lado, comecei a relembrar com o marido os livros que mais amávamos quando éramos pequenos. Na hora, me deu um insight e me lembrei do Maneco Caneco Chapéu de Funil, de Luís Camargo, lançado em 1979, um ano depois que eu nasci.

Com o computador do lado, na hora o localizei na Livraria Cultura. O curioso é que anos antes eu já havia procurado o livro sem sucesso. Desta vez, encontrei também o preferido do marido, Vaca Voadora, que se encaixa mais na categoria infanto-juvenil.
A nossa vontade era resgatar as boas recordações e ler os livros para a nossa filha, claro. E também ver se, uma geração depois, ele ainda continuava encantador. Quando o meu Maneco Caneco chegou eu não acreditei, que nostalgia! O livro conta a história de uma escumadeira que morava em uma cozinha onde nunca se cozinhava nada, "nem um nadinha de nada", e que cansou de não fazer nada e foi embora. Até encontrar a concha, a caneca, a pá e a vassoura, o cabide e se transformar no tal do Maneco Caneco. História bem simples e deliciosa. Lorena amou e eu mais ainda.
O melhor é que lá no livro está uma música que, por esses anos todos, eu continuei cantando, inconscientemente. Quando leu o livro, o marido morreu de rir de ver que a música era do livro. =)

* Nos comentários, aceito recomendações nostálgicas de livros infantis. E aí, qual foi o livro da sua infância?

14 de mai. de 2012

Pavê de pêssego

No Dia das Mães, fiquei com vontade de comer aquelas sobremesas de antigamente, sabe? Daí me veio na minha memória o pavê de pêssego da minha mãe. - Mãe, como é a receita do pavê? - Ah, é só fazer aquele creminho com gemas... Mas eu não sei fazer creminho nenhum sem receita certa. E foi então que ela resgatou  na gaveta uma revista de 1900 e bolinha com a receita. E eu acreditei. Fiasco total. Eu e Lola na cozinha e tudo desandando, no melhor estilo "mamãe, mamãe, mamãe, eu te lembro o chinelo na mão; avental todo sujo de ovo!".

Algumas latas desperdiçadas de leite condensado e creme de leite depois, decidi fazer um mix de receitas da internet com a que estava na caixinha do leite Moça. Vou confessar, não ficou igual ao da minha mãe, mas ficou bem bom, menos doce, apesar de todo açúcar e leite condensado. Fez sucesso - papi diabético comeu dois potinhos - e eu matei minha vontade.
Pavê de pêssego
Para oito porções
O que usar:
Para o creme
- 3 gemas;
- 1/2 col. (sopa) rasa de Maizena;
- 1 lata de leite condensado;
- 1 lata de creme de leite;
- a mesma medida de leite;

Para a cobertura:
Fazer chantilly com 500 ml de creme de leite fresco gelado e 4 col. (sopa) de açúcar. Receita passo a passo aqui.
OU
- 3 claras;
- 5 col. (sopa) de açúcar;
- 1 lata de creme de leite;

Mais:
- 1 pacote de bolacha champagne;
- 1 lata de pêssego em caldas (usei 2);
- amêndoas laminadas para finalizar;

Como fazer:
1. Separe as gemas das claras. Em uma panela, junte as gemas, o leite e a Maizena (vale dissolver a Maizena no leite antes). Mexa sem parar até o creme engrossar. Dica: fique esperta! =) Desligue o fogo e junte o leite condensado e, quando o creme tiver amornado, o creme de leite. Reserve.
2. Bata as claras na batedeira, adicione o açúcar e, sem bater, o creme de leite. De cobertura eu também usei o mesmo creme do recheio em alguns potinhos...
3. Corte os pêssegos em lâminas e regue as bolachas na calda do pêssego.
4. Monte em camadas: bolachas úmidas, pêssegos, creme; bolachas, pêssegos, creme. E finalize com pêssegos e amêndoas laminadas.
5. Leve à geladeira por, no mínimo, seis horas. De preferência, faça a receita de véspera. E bom revival para você.

8 de mai. de 2012

Viajar com crianças (e grávida) - Antes de ir

- Mas você vai viajar barriguda assim? Que coragem!
Confesso que não me achei em um grande ato de bravura ao decidir viajar no sexto para o sétimo mês de gestação com minha família pela Europa, me achei é esperta por poder viajar em um momento tão bacana da minha vida.

Não havia feito viagens longas grávida - nem com filhos -, mas voltei realizada e feliz. Foram quase 20 dias entre Espanha e França, um roteiro "de adulto" para muitos. Mas nos próximos posts eu vou provar que a Europa é um continente ideal para crianças, onde estão os parquinhos mais incríveis do mundo! Para começar o passeio, fiz uma lista com 10 dicas para quem está organizando uma viagem longa. É uma delícia viajar, mas é bom se prevenir para não que nada atrapalhe seus dias de descanso!
1. POUCOS DESTINOS. Nas férias a rotina da criança muda totalmente e elas cansam mais, claro. Por isso, quando estávamos preparando nosso roteiro, estipulei que faríamos poucos destinos. Aquela história de alugar um carro e sair sem rumo por aí é uma delícia, mas, para mim, não rolava neste momento. Por isso, em 17 dias estivemos em 4 cidades. E foi ótimo.

2. HOTÉIS COM CRIANÇAS. Eis uma dificuldade que não conhecíamos. Na Europa, como os hotéis são em prédios antigos, é bem difícil encontrar hotéis que aceitem cama extra no quarto, pelo simples fato de não haver espaço físico. E, para piorar, muitas das grandes redes cobram taxa extra para crianças acima de 2 anos. Não existe uma regra, cada hotel tem seu regulamento. A saída é pesquisar muito para se garantir - e não ter gastos extras desnecessários. Todas nossas reservas foram feitas pelo Booking.com.

* A última novidade é o site AirBnB, uma mistura de Booking com rede social. Você se cadastra e procura apartamentos para alugar. O dono analisa o seu perfil e aceita ou não sua proposta. Tem apartamentos lindos a preços incríveis. Vale a pena pesquisar com antecedência!
3. RESERVE TUDO. Na nossa viagem nos locomovemos basicamente de trem; foi ótimo e prático. Daqui do Brasil, pela internet, compramos todos os tickets, incluindo do único vôo interno que fizemos.

4. BAGAGEM. Éramos quatro pessoas, incluindo um bebê na barriga e uma criança fora dela. Então, nos contivemos na hora de fazer as malas. Fomos com duas malas grandes mais o carrinho e uma mochila. Assim, foi fácil na hora de ir de uma cidade para outra. Mas criança suja muita roupa! Suja e eu acabei aproveitando a estadia na casa da minha irmã e lavei algumas peças coringas, mas na viagem também sempre compramos umas coisinhas a mais e sempre há por perto uma H&M para nos salvar.

5. SEGURO SAÚDE VIAGEM. Sempre faço um seguro à parte e, confesso, sempre de última hora. Vacilei na hora de comprar as passagens - alguns cartões "dão" seguro - e tive de fazer seguro por conta. O grande problema é que a maioria dos seguros não cobrem seguradas grávidas e, bem poucos deles, aceitam seguradas grávidas acima de 20 semanas. Paguei três vezes a mais do que um seguro normal. Fiquei rendida e não tive opção porque não tinha mais tempo. Por isso, fiquem atentas.
6. CARTA MÉDICA. Uma amiga comentou que uma amiga dela foi, uma vez, impedida de embarcar porque estava barriguda e não tinha carta do médico. Teve de ficar na cidade, fazer um ultrasom lá com um médico 'x' que dissesse que ela estava apta para viajar. No meu e-ticket do vôo interno, havia todas as recomendações: gestantes acima de 27 semanas precisam de carta médica. Eu estava no limite e, mesmo assim, levei. Mas quem encrespou comigo foi a TAM, no vôo de volta. Mostrei a cartinha, eles duvidaram da minha pessoa!, fizeram uma reuniãozinha e me liberaram. A burocracia da TAM não está no e-ticket, mas está aqui. Por isso, confira na companhia em que vai viajar todos os pormenores.

7. ASSENTO CONFORTO. Para quem não pode viajar de executiva há na vida de sardinha um novo aliado, os chamados assentos conforto, aqueles que dividem as alas e têm um espaço a mais. Para gestantes e crianças de até 2 anos (que vão no colo) eles são gratuitos e garantidos, mas também é possível pagar por eles. São centímetros a mais que fazem toda a diferença. Dá, por exemplo, para você esticar as pernas! Em vôos longos, eu recomendo. Em média, para viagens para os EUA custam US$ 70 e, para a Europa, US$ 110. Não é possível fazer reserva prévia, por isso, chegue cedo para fazer o check in.

* É bom ficar esperta e saber dos seus direitos porque nenhum atendente do balcão de check in informa sobre os assentos confortos porque muitas companhias, como a TAM, fizeram do espaço uma fonte de renda extra. Nas últimas férias eu solicitei não só o assento como o berço, que pode ser acoplado na parede e...surpresa! A TAM agora cobra agora US$ 85 por trecho (SP-NY) pelo berço. Absurdo! Na ida fiquei em uma poltrona que não havia como usar o berço e Anita foi no meu colo, mas na volta ganhei o berço de graça no grito, com a ajuda das colegas do lado que acharam um absurdo a cobrança. Para quem viaja com crianças vale analisar como funciona em cada companhia e, daí sim, decidir pela qual viajar.
8. CARRINHO. Lorena está com 3 anos e há muito tempo já aposentei o carrinho dela. Na verdade, nunca usei muito o carrinho. Quando ela era bebê, era adepta do sling e, onde moro, é tanto sobe e desce que não costumava passear a pé. Por isso, tive de fazer um exercício para convencê-la que carrinho é legal e não só para bebês. Achei que ela iria ficar reticente, mas ela aceitou de boa e ficou 80% do tempo no carrinho. Não que tenha dormido, mas viu que, sentadinha, também podia aproveitar a viagem e não se cansar. Fora que o carrinho ajuda muito na hora de guardar casacos e cacarecos.

* Viajando com duas, nas últimas férias levei um carrinho e comprei na viagem um outro bem baratinho. Me diziam que vendiam em farmácia e eu não acreditei, mas é verdade. Nas grandes redes dos Estados Unidos há carrinhos por menos de US$ 20. Super prático e leve, agora o meu baratex mora no meu porta-malas.

9. KIT GRÁVIDA. Aos seis para os sete meses de gestação a barriga já pesa um pouco e as pernas incham. E andar, andar e andar, cansa um pouquinho mais. Eu passei bem, fiz tudo o que quis, e acho que a barrigueira, aquela cinta elástica que ajuda a sustentar a barriga, e as mal faladas meias Kendall foram muito úteis, ainda mais que estava friozinho. Também é bom levar uma necessaire com todos os remédios indicados pelo seu médico, claro.
10. KIT DISTRAÇÃO PARA O AVIÃO/TREM. Levei uma mochila da Lorena com tudo o que ela mais gosta: DVDs preferidos, livros, estojo com lápis de cor e caderninhos de desenhos. Outra dica, de uma amiga-mãe-dentista, também surte bom efeito: balas e chicletes! São infalíveis!

7 de mai. de 2012

Pan con tomate

Voltei de férias há duas semanas, mas ainda não consegui parar de comer pão com tomate, o café da manhã clássico da Espanha. Amo tomate e, o que parece estranho para alguns, para mim é a combinação perfeita. Tomate maduro sem pele e sem tempero batido no mixer sobre um pão tostado. Aqui em casa às vezes já deixamos o tomate batido pronto na geladeira e daí é só torrar o pão para, depois, espalhar o tomate e regar com azeite, sal - e pimenta se for o caso. É muito, muito, bom. Eu amo e recomendo.
* A amiga Tati, que está há uma temporada na Espanha e também aprendeu a amar pão com tomate, diz que, diferentemente de mim, ela rala o tomate com casca e sem sementes, para ele ficar mais grossinho.