25 de ago. de 2011

Bolo-brownie-mousse de chocolate


Se o dia do aniversário é um dia para nos sentirmos especial, os meus 33 anos, que comemorei ontem, foi um super dia de aniversário. Dezenas de telefonemas, emails, msn, mensagenzinhas no Facebook de irmãs, amigas-irmãs, amigas-virtuais, primos, tios, colegas de trabalho, de escola, de faculdade, ex e atuais chefes, amigos de infância... Uma delícia. E para completar meu dia, a minha amiga e vizinha Cris, especialista em bolinhos e bolões, chegou em casa com esse bolo de coração aí. Um bolo gelado, com gosto acentuado de chocolate como um brownie, mas cremoso e úmido como um mousse. Como se não bastasse o bolo, trouxe também uma calda de ganache para eu ficar ainda mais feliz. Fala aí, tem como não se sentir especial? Obrigada, amiga.

Bolo-brownie-mousse de chocolate da Fofis*
Parte 1:
O que usar:
Uma receita simples de bolo de chocolate. A Cris usou a receita abaixo:
- 4 col. de margarina;
- 3 ovos inteiros;
- 2 xíc. de açúcar;
- 2 xíc. de farinha;
- 1 xíc. de chocolate em pó ou Nescau;
- 1 xíc. de leite;
- 1 col. de fermento;

Como fazer:
Bater o açúcar com margarina, juntar os ovos e, depois, os outros ingredientes. Despejar a massa em uma assadeira untada e levar ao forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos.

Parte 2:
1) Faça um brigadeiro mole (1 col. de manteiga + 1 lata de leite condensado + 3 col. de chocolate em pó. No fogo até desprender do fundo da panela). Deixe esfriar e reserve;
2) Bata chantilly. Passo-a-passo de como fazer Chantilly (com e) sem traumas;
3) Esfarelar o bolo de chocolate pronto. Dá dó, mas é por um bom motivo. Junte o bolo esfarelado primeiro com o brigadeiro mole e, depois, com o chantilly.
4) Cubra uma assadeira com papel filme e coloque a massa na assadeira, pressionando bem. Segundo a Cris, é com essa receita que se faz aqueles bolos de palito (cake pop), pois essa massa se adapta a qualquer forma. Cubra com papel filme e leve à geladeira por duas hora,s no mínimo.
5) Faça um ganache de chocolate branco com 1 kg de chocolate branco derretido em banho maria com 100 ml de leite.
6) Desenforme o bolo e despeje por cima a ganache (já fria) e, para completar, amendoim triturado.
* Aqui em casa, tia Fófis é o codinome da Cris. Se você ainda não a conhece, dá uma olhada nas delícias que ela faz: Cupcakes da Cris. 

23 de ago. de 2011

Eataly NY

“We cook what we sell and we sell what we cook.” O slogan do Eataly é simples, assim como a ideia deste mercado nova-iorquino: reunir o melhor da Itália em um único lugar. Mas e para conseguir montar um espaço tão agradável e tão descolado? Nada simples. Presuntos e linguiças pendurados, placas bem humoradas, fotos lindas ao lado de frases como "Tutto ciò che vedete lo devo agli spaghetti" (Tudo o que você vê eu devo ao spaguetti), de Sophia Loren. Mas o Eataly, indicação da minha cumadre Fran, não vende só spaguetti.
O mercado de luxo que fica em frente ao Madison Square Park vende de tudo (de bom) um pouco. Há cafés, massas frescas, molhos, pães, antepastos, embutidos... Uma perdição. Lá dentro há vários restaurantes como o Manzo (carne), La Pizza & Pasta, Il Pesce, Le Verdure e La Piazza (lotada no happy-hour e ideal para petiscos). É só passar pelos espaços e ver qual deles te apetece, nada mal.
Quase perdemos o foco, mas respiramos fundo e conseguimos não sucumbir e passar batido por todos os cinco restaurantes do térreo. É que outra dica, angariada no Whriz, da Antonella, me informou dias antes que outro restaurante do Eataly não fica tão exposto. Para chegar até a Birreria é preciso usar o levador e descer no 14º andar do edifício, mais precisamente, no telhado - ou rooftop, se você preferir. Uma escada preta e um monte de barris de chopp sinalizam o caminho.
Mais um ponto para o verão em NY. Um restaurante incrível a céu aberto, com vista para o Empire State Building, para o relógio do banco suíço, para aquele prédio linguiça lindo (Flatiron Building) e para uma lua maravilhosa. Ô clima bom! E, no balcão, além de várias cervejas à disposição, de inúmeras partes do mundo, tonéis com vinhos - vai que você não gosta de cerveja, né? Tem também.
Na foto, o Empire ao fundo e algumas das opções de chopp. Nos barris, uma lousa indicava o tipo da uva.
Tivemos de esperar uns 20 minutos por uma mesa. No problem. Ainda mais quando se pode ir degustando alguns choppinhos. Quando nos sentamos, a garçonete, filha de português, logo trouxe um embrulho de papel com pão italiano e despejou azeite em um prato de sobremesa. Como somos metidas, ainda pedimos para ela moer pimenta do reino no azeite e nos trazer uma tábua de presunto cru.
No cardápio tem carne grelhada, mix de cogumelos, peixes... Como se fosse um apanhado de tudo o que há no térreo. Eu fui na indicação da Emma, que virou quase nossa mais nova melhor amiga, e escolhi o ombro de porco (shoulder é ombro, certo?), um prato meio alemão, o que eu adoro. A carne não parece bonita aí na foto, mas para mim que comi, eu digo, é linda e maravilhosa. Acompanhada de repolho e mostarda bem picante. De quebra, salada temperada de batatinha.
Como o Eataly é aberto todos os dias, praticamente o dia todo, fizemos ainda um repeteco por lá. No primeiro dia nós não sucumbimos à pizza do térreo, mas acabamos voltando para para comê-la. E ainda mais pãozinho com azeite e pimenta do reino, mais presunto cru... para ficarmos mais felizes ainda.
* Na campanha por um Eataly em SP, mas com os mesmos preços justos de NY e a mesma simpatia de lá. É só cisma minha ou as coisas descoladas por aqui sempre soam blasé?

22 de ago. de 2011

Três passeios de verão em NYC

Já cheguei a NY com algumas certezas. A primeira delas era que não ia perder um dia naquela cidade incrível para me enfiar em um outlet em New Jersey. As outras duas eram que eu queria cruzar a ponte do Brooklyn a pé e flanar em um pôr-do-sol no High Line Park, em Meatpacking District. Dei check list no meu roteiro, mas admito que os dois passeios só são possíveis no verão. O vento na Brooklyn Bridge é super agradável em dias ensolarados de céu azul, mas no inverno deve ser cortante!
1. BROOKLYN BRIDGE - Não tive tempo para explorar o Brooklyn, mas caminhar pela ponte do Brooklyn sobre o East River foi fácil. A ponte que une Manhattan ao Brooklyn tem quase dois quilômetros de extensão (mas não dá para sentir) e foi construída em 1875. A dica era não descer na estação Brooklyn Bridge (linha 4,5,6 do metrô/verde), mas usar a linha A,C (azul) e desembarcar na High St, do outro lado do rio. Então, em vez da gente caminhar de costas para Manhattan e ir até o meio da ponte e voltar, como a grande maioria das pessoas, fizemos nossa caminhada em direção à ilha, com ventinho no rosto e aquele visual maravilhoso. Na foto aí de cima, a ponte Manhattan e o Empire lá no fundo; abaixo, a estátua e um zeppelin ton sur ton no céu. Ao chegar em Manhattan, continuamos nosso passeio subindo pela Broadway em direção ao Soho e fizemos um pitstop na primeira Dean & DeLuca, o empório tudo de bom preferido de Julia Child, que fica em um prédio lindo desde 1977. 
2. HIGH LINE PARK - Já tinha visto muitas reportagens sobre o High Line Park, criado sobre os trilhos de uma antiga linha férrea de Manhattan e queria muito ir até lá. Bastaria o fato de eu ser apaixonada por arquitetura (e por um arquiteto), mas ainda descobri alguns atrativos extras: o parque fica no Meatpacking District, um dos bairros mais cool de Manhattan e, mais, no parque, durante o verão, foram abertos alguns beer bars. Bar+cerveja+sol+vista do Hudson... Isso sim que são férias.
Nas minhas anotações constava uma dica tirada do blog da Antonella, ir ao The Lot on Top, que fica próximo à rua 30, mas assim que vimos o beer bar perto da rua 15 não aguentamos e já nos sentamos para beber uma cervejinha no The Porch. Tanto um como outro são provisórios e, no The Porch, há apenas porções simples, como castanhas e azeitonas e sanduíches (que esgotam rapidinho). Mas o objetivo principal, claro, não é a comida. No "calçadão" do parque, espreguiçadeiras lindas de madeira, um jardim muito bem cuidado e o povo descolado jogado curtindo o solzinho do fim de tarde.
3. ESTÁTUA DA LIBERDADE - Ok, muita gente diz que ir até a Estátua é programa de índio. O roteiro nem era uma prioridade nossa, já que achamos que seria um passeio sacal, mas o ticket do CityPass nos incentivou. Achei que chegasse ao Battery Park, lá no sul da ilha, poderia escolher entre o passeio tradicional, em balsas de turistas, ou pela Beast Ride, uma lancha rápida que faz o passeio próximo à Estátua (e percorre uma área bem maior dos tours tradicionais), mas não para na ilha. Já tinha lido sobre o passeio uma vez que fiz uma matéria sobre NY para crianças. Mas não, para pegar a Beast é preciso ir até o Pier 84 (informações aqui), próximo ao High Line Park. Tanto que, no nosso happy hour no High Line, víamos a lancha passando.
A fila do Circle-Line estava grande, mas andava rápido e decidimos embarcar. O trajeto é curto e muito agradável. Você pode optar por descer na ilha, mas para subir na Estátua é preciso ter um ingresso extra (que precisa ser comprado com bastante antecedência, digo, meses! E agora que a Estátua vai ser reformada vai ser ainda mais difícil). Descemos na ilha, demos uma voltinha, apreciamos o skyline de Manhattan, tiramos fotinhos como as centenas de turistas que também estavam lá e voltamos felizes para o barco. A balsa também para na Ellis Island, mas decidimos não descer. Um passeio turístico por dia era o nosso lema.

Ao desembarcar novamente no Battery Park, mais caminhada para aproveitar e conhecer o sul da ilha. Cruzamos o parque até a Broadway, demos um "oi" para Wall Street, quebramos a esquerda para ver o Ground Zero e fomos até a Century 21, o único outlet de Manhattan, que deve inaugurar em breve outro endereço, no Lincoln Square. Não é algo de enlouquecer, mas vale a pena para quem não vai a nenhum outro outlet, especialmente a seção de acessórios e de bebês/crianças. É claro que, antes de chegar lá, nos abastecemos de comida em outro pitstop, mas isso é assunto para outro post.

* Fiquei pensando que o título "passeios de verão" está muito radical. Dá, sim, para se arriscar a cruzar a Brooklyn Bridge na primavera ou então em dias ensolarados de outono. Eu mesma já cruzei (no século passado) a Golden Gate a pé em pleno inverno (californiano). O vento cortante queimou meu rosto, mas foi inesquecível. =)

21 de ago. de 2011

NYC: Planejar é preciso!

Planejamento é a alma do negócio - e a dica vale também para as viagens de férias. Para mim, não dá para chegar a um destino sem ter olhado o mapa da cidade e redondezas ou ainda sem saber quais são as principais atrações turísticas. Sou virginiana maleta, organizadinha, e, antes de embarcar para meu début em NYC, fui logo comprando um guia da cidade. Adoro os guias da PubliFolha e, desta vez, optei por um mais fininho, mais leve e prático, para carregar na bolsa (aqui). Com ele em mãos, fui anotando as dicas dos amigos. Saí de casa com ele todo rabiscado e carregado de post-its (Já disse que sou viciada em post-it?).
Para mim, um dos melhores blogs/sites de turismo é o Viaje na Viagem. Eu, que já escrevi matérias sobre Colômbia, St Barths, Indonésia, Marrocos e Butão, sem nunca ter pisado em nenhum deste lugares, bem sei a diferença de se ler um texto de um repórter que, de fato, viaja. Nas dicas do Freire dá para ver que ele entende do que está falando, que esteve nos lugares, conversou com locais para saber todas as informações quentes daquele destino. Outros blogs de especialistas que valem a visita são o Whiz, da mãe da Maria Antonia, Antonella Salem, e o Como Viaja!, da mãe do Joaquim, Nathália Molina. As duas são minhas companheiras de Ex-tadão e trabalham há mais de uma década com turismo.
Para começar a série de posts, uma dica extra. O metro de NY é muito fácil de usar. Confesso que, quando estive em Paris, sofri à beça para decifrar aquelas linhas todas coloridas e... não consegui. Mas o NY é baba. Usamos muito, diariamente, toda hora. Em poucos dias já estávamos malandras, pegando os trens expressos para economizar tempo e tal. E as máquinas do Metrocard são bem didáticas. É também uma forma de entender e sentir mais a cidade, ver seus moradores de perto, seus costumes (todo mundo tem tablet!)...

Outra coisa que vale investir - principalmente, se for sua primeira visita à Manhattan - é no CityPass, que custa US$ 79 (à venda nos pontos turísticos), e dá acesso a diversos museus como Moma, Metropolitan, Guggenheim, de História Natural, além de Empire State Building e do passeio de barco até a Estátua da Liberdade. Além de economizar uma bela grana, você ainda se anima para trocar as compras por diversão.

* No próximo posts, três passeios para você aproveitar o verão em NY!

18 de ago. de 2011

Próxima parada: NY!

Sou mãe de família e amo meu maridón e minha filhota, mas vida de mãe cansa! É por isso que, desde o começo do ano, comecei a planejar uma semana de férias da minha persona mãe e esposa com uma amiga, também mãe de família. Debutar em NY com uma amiga de infância foi o máximo. Passamos sete dias andando muito - leia-se MUITO. Tive até de comprar um tênis de caminhada, o que não fazia desde meus 15 anos, porque joelho de balzaca sofre. Nos divertimos muito, rimos à beça e voltamos renovadas. Nos próximos posts, um pouco do que você já leu, mas eu nunca escrevi. E algumas boas descobertas.

17 de ago. de 2011

Sanduíche de pernil

Oi? Tem alguém aí? Bom, estou de volta, mas em clima de fim de férias + inferno astral. Falta tempo e inspiração. E, enquanto tento buscar ideias para o meu aniversário, mais um post requentado procês, o sanduíche de pernil da minha festa de aniversário do ano passado. A festa de boteco teve batatinha em conserva e buraco quente. Ficou tudo delicioso. Mas o pernil, em especial, ficou um arraso. Ele foi temperado com três dias de antecedência e ficou o dia todo assando para, no fim do dia, receber os pimentões, tomates, etecetará.
O sanduíche de pernil foi um desafio extra, já que nunca tinha assado um pernilzão de 5 quilos. Nem temperado. Por isso, pedi ajuda aos universitários, no caso a minha vizinha e amiga Cris (aquela dos Cupcakes da Cris!). Na quarta-feira, batemos no mixer todo o tempero, fizemos cortes na carne e eu deixei a carne marinando na geladeira por dois dias, virando a peça de tempos em tempos. Na sexta, o pernil ficou no forno por cerca de 5 horas para daí, finalizar o prato. Para mim, foi o melhor da festa. Ficou incrível.

O que usar:
Para o tempero
- 5 kg de pernil*;
- 1 cabeça de alho;
- 3 cebolas;
- temperinho pronto caseiro (alho, cebola, sal e manjericão, feito pelo pai da Cris que, por sorte, sempre me abastece também);
- 800 ml de suco de limão rosa;

Como fazer:
O limão rosa estava enorme e mais parecia uma mexirica! Sorte a minha, que espremi o limão no espremedor de sucos. Daí batemos no mixer o alho, a cebola, o tempero caseiro e o suco. Com uma faca bem pontiaguda, a Cris descontou o stress no pernil. Furou de um lado, de outro, e mais um pouco.

Depois de marinar por dois dias, o pernil foi para o forno baixo coberto com papel alumínio (feche bem). Por três vezes eu abri o papel e reguei a carne com o tempero da assadeira. No meu forno, demorou umas cinco horas.

Para o sanduíche
- 5 pimentões (vermelhos, amarelo e verde) em tirinhas;
- 3 cebolas grandes em rodelas;
- 1 cabeça de alho;
- 6 tomates grandes;
- 1 vidro de molho inglês;
- 4 pimentas dedo de moça (sem sementes);
- óleo;
- sal;

Como fazer:
Corte o pernil assado e reserve. Na panela, coloque o óleo, doure o alho, junte a cebola e o pimentão até ele ficar macio. Junte o tomate picado e a pimenta. Quando estiver tudo murcho, junte a carne picada grosseiramente (de tanto mexer, a carne vai desfiando, por isso não a corte muito pequena). Mexa tudo e pronto. Se fizer isso de véspera, melhor ainda. No dia da festa, esquente a carne em uma frigideira funda e sirva com pão francês fresquinho com algumas gotas de molho inglês. (Na festa, usei mini-pães).

* 5 kg de pernil serve bem cerca de 60 pessoas. Lembrando que servi outros lanches. Se servir só pernil, compre 8 kg de carne.

13 de ago. de 2011

O charme de Trancoso e a Barraca do Jonas

Eu não vou ser a primeira a dizer isso, mas vou cair no lugar-comum: Trancoso é um charme! Pode ter, mesmo em baixa temporada, aqueles guias mirins caçadores de turistas que são um pouco irritantes, é verdade. Mas chegar ao famoso Quadrado e ver as praias lá embaixo é muito gostoso. As casas do Quadrado são lindas, cheias de lojinhas de artesanato e restaurantes, que, mesmo estando a centenas de quilômetros de distância de São Paulo, praticam os preços do Iguatemi, mas tudo vale a pena. Quando estivemos em Santo André decidimos alugar um carro para passar um dia em Trancoso, já que não conhecíamos. Pegamos a balsa para Cabrália, passamos reto em Porto Seguro, Arraial d'Ajuda e, depois de visitar o Quadrado, fomos conhecer a Barraca do Jonas.
A Barraca do Jonas fica na Praia dos Coqueiros, uma das mais próximas do Quadrado. Como não tínhamos muito tempo, foi uma ótima escolha. Logo que você chega à praia, os tais guias querem logo te empurrar para uma barraca (e ganhar com isso, claro), mas nos mantivemos firmes e fortes na nossa escolha. Que bom. Enquanto a maioria das outras têm cadeiras de plástico, música alta e turistas que chegam em penca, a do Jonas é bem tranquila, tem cadeira de madeira, marca registrada do povoado e comida de primeira.
Os preços dos peixes variam de acordo com o tamanho de cada um. E para provar que eles estão fresquinhos, o garçom traz em uma bandeja algumas opções. Escolhemos o peixe vermelho, que era o bom do dia, e foi, sem dúvida, o melhor peixe que eu comi na viagem. É bom pedir o prato com antecedência porque o preparo é demorado, em forno à lenha, mas, gente, o peixe fica macio de um tanto, sem desmanchar.
E, no melhor estilo baiano, vem acompanhado de algumas guarnições: salada, arroz, feijão, pirão e uma deliciosa farofa de banana. Divina, divina.
Depois do peixe, é só esperar passar na areia o tabuleiro de palha com brigadeiros e beijinhos para garantir a sobremesa. Voltamos para Santo André à noitinha e nem ficamos cansados, de tanto que o passeio foi gostoso.
* Os pratos na Barraca do Jonas custam, em média, R$ 80. São mais caros do que os de Santo André, mas bem menores do que os dos restaurantes do Quadrado.
* Lá no alto, a minha pequena com a igreja São João Batista no fundo. Tanto uma como outra são... um charme! Já usei esse adjetivo nesse post?

12 de ago. de 2011

Praia do Guaiú

Ok, um povoado com cerca de 500 habitantes é muito agito para você, não tem problema. Perto de Santo André, no sul da Bahia, existe a praia do Guaiú, onde, com certeza, você vai se sentir no meio do nada. A praia é bem extensa e, pelo que vi, tem apenas duas barracas estruturadas. E, além de mar calminho e muito sol, um rio, o Guaiú, para dar um charminho extra. São cerca de dez quilômetros entre uma praia e outra que podem ser vencidos a pé, para os mais fitness, de carro (alugado ou taxi), para os preguiçosos, ou de busão de linha, para os turistas roots, como eu, o marido e a pequena Lolinha. O ônibus passa a cada hora e não leva dez minutos para chegar, mas, ao descer na pista, é preciso caminhar um quilômetrozinho. Na ida, ok, mas na volta, com o sol no coco, com criança no colo, todo mundo cansado, vixe, dá para repensar a opção...
A barraca escolhida e recomendada foi a da Maria Nilza, uma senhora simpática que estampa, com um chapéu de palha e um sorriso brejeiro, não só os cartões do restaurante como o cardápio. Logo na entrada, recortes de jornais com matérias elogiando o restaurante. O lugar é bem agradável, as mesas são cobertas com toalhas de renda, as cadeiras de sol com esteiras de palha e as "louças" são de barro, rústicos e lindos. Nós escolhemos o prato mais famoso da casa, o arroz com polvo. O arroz com polvo, citado e elogiado em tudo quanto é matéria, sinceramente, não agradou ao nosso paladar, achamos pesado demais. Mas, conversando com outros turistas, decidimos que na próxima vez vamos de moqueca!
Mas se tem uma coisa que me agradou foi o banheiro! Gente, o banheiro é aberto e tem a vista do rio, que está na foto lá no alto. A tampa do vaso tem capinha de crochê, todo mimoso. Só dá medo de chegar alguém e espiar pelas frestinhas da parede de palhinha. Ui!
Na saída, Maria Nilza - e seu chapéu de palha e seu sorriso brejeiro - presenteia os clientes com folhinhas de trevo de quatro folhas e pede para você tirar um papelzinho de uma caixinha, com uma mensagem bonitinha. Super meigo.

* Só para constar, não foi o arroz com polvo que me levou até o banheiro. :)

11 de ago. de 2011

Restaurante Gaivota

Olha que maravilha esse deque em frente ao rio João de Tiba, em Santo André, na Bahia. E como se não bastasse a paisagem - e o pôr-do-sol - o restaurante Gaivota ainda tem um peixinho bom demais. O prato mais famoso é a moqueca (R$ 45, para 2 pessoas), mas como é difícil encarar moqueca dia após dia, sob sol escaldante, tem também peixe grelhado, salada, molho de camarões...
A Ana, bióloga e dona do restaurante, é super atenciosa e faz o translado dos clientes até o hotel. É um pouco repetitivo dizer que todo mundo por lá é simpático, mas é verdade. Tanto os moradores como os turistas são super tranquilos. Para vocês terem uma idéia, no dia em que fui ao Gaivota o marido não queria comer moqueca, pois eu comi mesmo assim, fazendo um pratinho da moqueca da mesa vizinha! Juro que eles me ofereceram! :)
A moqueca vem borbulhando e acompanha aquela farinha divina que só na Bahia tem. Bom demais e preço camarada.

10 de ago. de 2011

Restaurante Corsário

Não tem como resistir a esse balcão da Coca-Cola, fala sério, queria um desses no meio da minha sala! E, o melhor, é que dele saem não só cocas, mas cervejas ultra geladas, mofadas, como falam. Esse balcão charmoso é uma das atrações da Pousada e Restaurante Corsário, lá em Santo André, no sul da Bahia. A pousada, que tem outros dois endereços - Paraty e Búzios - tem um restaurante super gostoso, com pratos deliciosos. Para quem vai com criança, uma atrativo extra, a Néia, garçonete atenciosa que adora bancar babá e leva um super jeito para distrair as crias.
O restaurante fica em um gramado, em frente ao rio, e tem um cardápio enxuto, mas de qualidade. Eu fui de camarão gigante com abacaxi, servido de arroz com lascas de coco. Super bem servido, super incrível. Queria comer um desses por semana...
* Para os hóspedes interessados, um adendo: como a pousada fica na beira do rio, não há "praia". Para pisar na areia é preciso andar um pouquinho, o que não é nenhum grande problema.

9 de ago. de 2011

Casa Praia

As matérias de turismo já publicadas sobre Santo André, na Bahia, invariavelmente falam que a praia é a nova Trancoso, que alia com o mesmo esmero o rústico e o chique, que, de Trancoso, só não tem os altos preços, blá, blá, blá... Mas o que sempre me chamou atenção não foram as comparações entre as duas, que ficam a cerca de 80 km de distância, mas o fato de em Santo André ter um restaurante tão interessante como o Casa Praia. Já no primeiro dia, ligamos para fazer a reserva. E que delícia. O Casa Praia pertence a dois argentinos, Pablo e Amadeo, que saíram de Rosário, na Argentina, onde tinham um restaurante charmosésimo, para trabalhar em uma pousada em Santo André. O problema é que não se via o mar da cozinha e, portanto, que vantagem eles tinham em morar na praia? Foi aí que eles acharam uma casa abandonada e, aos poucos, foram a transformando em um dos lugares mais acolhedores de Santo André. Com direito, é claro, a uma cozinha com vista para o mar.
Tudo isso eu sei porque eles nos contaram e também porque eles mantém na sala, ou melhor, no salão do restaurante, álbuns com a história deles. As memórias também estão no cardápio, que mais parece um livro de anotações de viagens. O chutney que comeram na Índia, o assado da Argentina, pratos da Grécia, Espanha, Malásia... Todos os sabores degustados por eles servem como base para uma cozinha criativa e deliciosa. Enquanto Amadeo fica na cozinha, Pablo serve o salão. E que salão. Louças de antiquário são misturadas com objetos tão simples como a casca torcida das árvores, aquela que eu adorava pisar quando criança e ouvir o "crec". A casca vira porta guardanapo, o chapéu de palha, cúpula de luminária, o bambu, capa do cardápio e assim por diante.
A minha vontade era voltar todos os dias ao restaurante e degustar todo o cardápio, escutar por mais tempo a seleção musical fantástica que eles têm e deixar a Lorena rolar ainda mais no chão com a Odara, a rotweiller deles... Mas seria meio insano. Na nossa primeira visita fomos super contidos e provamos apenas alguns pratos, como o Satay, espetinho de legumes com ares da Indonésia, acompanhado de chutney de manga (que deveria ser vendido em vidros de compota!).
O marido disse que esse peixe na folha de bananeira recheado com coco fresco e gergelim, acompanhado de chutney de cenoura, gengibre e passas foi o melhor que ele comeu nos últimos tempos. Foi até cansativo ficar ao lado e escutar os tantos humms-humms que ele fazia.
O meu arroz de camarão também estava incrível, com um toque apimentado delicioso.

* Lá no alto, o chef Amadeo. O Pablo, arquiteto e artista plástico, fica servindo o salão. A dupla é tão simpática que dá vontade de pedir para ser amigo deles. Eles dizem, aliás, que o restaurante é uma casa de amigos. Eu me senti tão à vontade que acho que da próxima vez vou pedir para ser amiga.
** O Casa Praia é o restaurante mais caro de Santo André, os pratos custam cerca de R$ 40 (caro padrão baiano, né paulistas!). Tem, além de pescados, pizzas caseiras e carnes argentinas. É, sem dúvida, uma das melhores coisas de Santo André.

8 de ago. de 2011

Santo André, Bahia

Naqueles cadernões de ofertas das agências de viagem, fica difícil saber qual pacote vale ou não a pena. Mas para quem gosta de praia com muito sol, pouca onda e pouca gente, Santo André, na Bahia, é uma ótima pedida. Sou suspeita, afinal, já fiz até festa de aniversário da minha pequena com o tema festa baiana.

Santo André fica para lá de Santa Cruz de Cabrália, a cerca de 30 quilômetros do axé de Porto Seguro. E isso, acreditem, faz muita diferença. Fora que são apenas 2h30 de voo o que, com criança, é ótimo. Depois, poucos minutos de estrada e uma balsa. Super light, juro!

Santo André tem ruas de terra e não mais do que 500 habitantes, que formam uma comunidade muito unida. A seguir, alguns dos melhores restaurantes de lá, para você se animar. Se você, como eu, gosta daquela praia que não tem nada de um lado e nada de outro, eu super recomendo.

Por lá não há (por enquanto) nenhum resortão, apenas um resort porte médio, o Costa Brasilis, hotel pé na areia, com boa estrutura (evite o all inclusive, a comida não é das melhores). Para quem quer uma acomodação mais intimista, há pousadas como a Jacumã, Araticum, Corsário, que conhecemos e adoramos, e Victor Hugo e Ponta de Santo André, que nos recomendaram.

* Para saber da vida da comunidade, acesse o Rede Furada, blog da Olimpia sobre Santo André.

5 de ago. de 2011

Férias: move, eat, learn

Estava procurando uma imagem para dizer que, urrú, chegou a minha vez de tirar férias, quando vi esta série de vídeos no blog do meu parceiro de ex-tadão Gustavo Miller. São três minutos de imagens de uma viagem de 44 dias de três amigos a 11 países. Bom, eu só terei uma amiga como companhia e irei a uma cidade só. Mas já colei inúmeros post it no meu guia e pretendo explorá-la ao máximo. Por ora, os vídeos e, a seguir, posts requentados em clima de férias de outro lugar imperdível: Santo André, na Bahia. Até breve.


MOVE from Rick Mereki on Vimeo.

EAT from Rick Mereki on Vimeo.

LEARN from Rick Mereki on Vimeo.

4 de ago. de 2011

Irish potato cake

Não é pouca gente que já pega no meu pé: 'mas a Lorena não será filha única, né?' Os argumentos sempre são que filhos únicos são chatos, mimados, não sabem dividir. Pois eu conheço uma filha única super generosa, que adora reunir os amigos ao seu redor (eis outra característica). E essa amiga querida, sabida que é, se casou com um chef de cozinha. Fico só imaginando os pratos que saem da cozinha da Gê e do Pedro.

O Pedro de Carvalho já trabalhou em casas das mais diversas: Cesar Park, AMPGalaxy, no italiano Buttina, no russo Pittoresque, no francês Allez Allez... Culturas de diferentes cantos do mundo que agora ele leva para a casa dos clientes. Além de cursos personalizados, ele ainda criou o Chef em Casa para jantares com pequenos grupos. Ele vai até sua casa, prepara os pratos delícia e ainda deixa a cozinha em ordem. Não é um bom negócio? Dá uma olhada em alguns cardápios no site Chef Exclusivo.
E como eu adoro tirar casquinha dos amigos, pedi uma receita especial aqui pro blog e ele me enviou blinis. Blin, blintze ou mlyntze são uma espécie de panqueca nórdica, que pode ser feita de batata. Na Irlanda são bem populares, invariavelmente feitas apenas com batata e manteiga, e chamadas de irish cakes. Olha aí a receita. Dá vontade de fazer pra hoje!

Irish potato cake
O que usar:
- 500 g de batatas asterix cozidas com casca;
- 200 g de manteiga;
- 100 g de farinha de trigo;
- temperos à sua maneira (sal, pimenta, noz moscada...)

Como fazer:
Descasque e amasse as batatas enquanto quentes. Adicione a manteiga, os temperos e a farinha, amasse com as mãos até ficar homogênea (não coloque a farinha toda de uma vez, e só coloque tudo se necessário). Divida a massa em pedaços do tamanho de uma bolinha de pingue pongue e achate-os como um disco com 1 cm de espessura.
Em uma frigideira, coloque duas colheres de manteiga e um fio de azeite de oliva (para evitar que a manteiga queime), acrescente quatro unidades da massa com espaço entre elas e frite os disquinhos até ficarem dourados. Adicione mais manteiga na frigideira a cada leva, disponha as blinis em uma assadeira e asse por 5 a 10 minutos, para ficarem sequinhas e crocantes. (tempere as blinis com pimenta moída e especiarias assim que as tirar da frigideira, assim os sabores se firmam melhor no forno).

Cobertura:
O que usar:
- sour cream (iogurte natural + cream cheese + limão);
- noz moscada;
- espinafre marinado (com limão, pimenta rosa, grãos de mostarda e azeite);
- sal grosso triturado;
- especiarias;

Como fazer:
Misture iogurte natural com cream cheese, coloque algumas gotas de limão e um pouco de noz moscada e reserve. Escolha algumas folhas bem bonitas de um maço de espinafre, lave e coloque em uma travessa funda; tempere com limão cravo, pimenta rosa, grãos de mostarda e azeite de oliva, deixando marinar por alguns minutos. Disponha em uma travessa bem bonita alguns Irish Cakes quentinhos, coloque delicadamente uma colherada do creme com noz moscada e algumas folhas de espinafre marinado sobre o creme, salpique com sal grosso triturado com pimenta e especiarias.
Blinis também podem ser servidas com requeijão e geléia, com fruta caramelizada, com caviar e creme azedo (chique!), com pasta de azeitona, com bacalhau confitado ou o que mais você inventar. Afinal, batata não combina com alguma coisa?
* Obrigada, amiga. Meu blog ficou 100% Luxo com esta receita. Beijos especiais para o feijão(oa).

2 de ago. de 2011

Conserva de batata bolinha

Semana passada fui ao sítio de uma amiga e logo espiei uma conserva de batata bolinha em cima da mesa. Ia ter festa sábado e a conserva já estava pronta dias antes, para ficar ainda mais gostosa. Daí me lembrei dessa receita aqui, que fiz no meu aniversário do ano passado quando resolvi fazer uma festa de boteco, com toalha de plástico, palito Gina rolando solto pela mesa, sanduba de mortaMdela e de pernil. Teve também um buraco quente divino. Para dias de festão ou de petit comité.

O que usar:
- 2 kg de batata bolinha (escolha as menores);
- 500 ml de azeite;
- meio copo de vinagre branco;
- 2 cebolas grandes picadas em rodelas;
- 6 dentes de alho;
- 3 pimentas dedo de moça sem sementes;
- imenta rosa a gosto;
- 3 folhas de louro;
- orégano;
- sal;

Como fazer:
Lave bem as batatas com buchinha/escovinha em água corrente. Depois, leve-as para a panela para cozinhar (não use pressão para elas não abrirem!) com sal e o vinagre branco. Em casa não demorou mais do que 15 minutos para elas ficarem macias. As batatas não podem desmanchar, por isso, vá espetando com um palitinho de tempo em tempo.
Pique a cebola em rodelas, amasse ou pique os dentes de alho (fizemos meio a meio; no socador, amassamos alguns com a pimenta dedo de moça sem semente e acrescentamos os outros em fatias fininhas), pique a pimenta. Em uma panela coloque um pouco do azeite, a cebola, o alho, as folhas de louro, a pimenta, o orégano e a pimenta rosa. Mexa sem parar para a cebola murchar e ficar transparente. Coisa rápida.
Com as batatas cozidas e frias, as acomode em um pote com tampa, jogue por cima a cebola e despeje sobre elas mais azeite. Feche e deixe fora da geladeira por 3 dias, mexendo sempre que possível. Três dias depois, pegue seu palito Gina, abra uma cerveja gelada e deguste as batatinhas em boa companhia. Eis o que farei.

1 de ago. de 2011

Sopa de milho e brócolis

Outra receita de sopa com milho. Desta vez, não é o mingau de milho verde, mas essa sopa de milho com brócolis, receita que a Mari, minha irmã prendada, aprendeu outro dia. Aproveite que o friozinho voltou, vai que ele vá embora de vez e só volte ano que vem...

O que usar:
- 5 espigas de milho;
- 2 cubos de caldo de legumes;
- 1litro de água;
- 4 dentes de alho amassados;
- 1 pacote de queijo ralado;
- azeite;
- brócolis picado;

Como fazer:
Retire os grãos de milho com uma faca afiada, cortando bem rente ao sabugo. Numa panela, junte os grãos de milho com o caldo de legumes dissolvido na água fervente. Cozinhe em fogo baixo por mais ou menos 15 minutos. Espere amornar, bata no liquidificador e passe a mistura por uma peneira.
Doure bem o alho no azeite e junte o brócolis. Acrescente o caldo de milho passado na peneira e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Junte o queijo ralado e sirva.