O Catavento Cultural é um espaço relativamente novo que ocupa o antigo prédio da Prefeitura, o Palácio das Indústrias, que todo mundo adora falar que é horrível. É meio estranho sim, fica ao lado do Parque Dom Pedro, um lugar feioso, sim, mas o tal do museu interativo é muito bacana. Programa perfeito para pais e filhos. Afinal, nada mais chato do que ficar vendo seu filho brincando na piscina de bolinha, não é? Lá no Catavento dá para adulto se divertir junto - e relembrar os tempos do colégio.
A indicação do museu é para crianças acima de 7 anos. Lorena tem dois e meio e isso não a impediu de brincar e fazer chororô na hora que falamos que íamos embora. Não é preciso saber o que é uma mitocôndria para tirar proveito das quatro seções do Catavento: universo, vida, sociedade e engenho. No pavilhão do Universo passamos rápido, mostramos as estrelas, os planetas, como o sol é incandescente. Na Vida ela se ateve ao aquário de peixes, às centenas de borboletas coloridas, ao bicho pau e ao peixe leão, coisa feia, que estava no aquário de peixes venenosos.
A parte mais bacana, sem dúvida, é a Engenho, que, logo na entrada, tem a Sala das Ilusões, uma espécie de mini-casa maluca do Playcenter. Lembram como era divertido ver a bola subir ao invés de descer, de não conseguir encostar as costas e os calcanhares na parede (que não parece mas é) íngrime? Lorena amou jogar água cor de rosa na canaleta e ver que a água subia. Ao fundo, cadeira para papai e filhinha se sentarem e tentar se levantar.
Daí, enquanto eu já estava achando o museu um super programa legal, me deparei com esse Portinari aí da parede. Dá para apreciar o quadro enquanto seu filho tenta levantar um adulto com a ajuda da alavanca.
Os cabelos fininhos da Lola se arrepiaram rapidinho assim que eu encostei na bola de eletromagnetismo, para alegria dos estudantes que estavam por lá. Aliás, t-o-d-a-s escolas deviam ir ao Catavento, é uma super aula prática de biologia, física, química e ciência. Como eu me lembrei da minha professora de biologia ao ver os cromossomos, os vírus, como é o ouvido internamente, como são feitas as vacinas, como as plantas se alimentam. Muito bacana.
E que criança não gosta de bolha de sabão, não é? A Mari já tinha falado da engenhoca que produz bolhas de sabão gigantes que tem por lá. Comprovado e aprovadíssima. É só entrar na "máquina", mexer o "bambolê" na água com sabão que fica em volta e puxar a corda para se sentir dentro de uma cápsula de bolha de sabão. O máximo. Na mesma seção, Fluídos, ainda há um tanque e varetas de diversas formas para as crianças brincarem de bolha de sabão.
Mas foi na sala de Luz e Óptica que a Lorena pirou. Espelhos que nos deixam magrinhas (deviam comercializá-lo!), gordinha, como é formado o arco-íris e a incrível sala dos espelhos. Ela entrou e se encantou com as outras cinco Loreninhas lindas que tinham lá.
Logo entendeu a brincadeira e começou a fazer roda-roda com suas gemeazinhas - com direito a caranguejo peixe é! Na sequência, ministrou uma aula de balé completa para suas aluninhas: borboletinha, esconde a borboletinha, cabeça no pé, pé para cima, pontinha de pé... Só por isso já valeria o passeio.
No entorno do Catavento ainda há um avião e trens de verdade e muito espaço para correr. Por lá há também a máquina de cochicho (a foto lá no alto), capaz de transmitir o som a uma distância de trinta metros. Depois de duas horinhas divertidíssimas, agora, faço coro junto com a Mari: recomendo o Catavento sem piscar nenhum olho.
* Se você não se lembra o que é uma mitocôndria ou quer se divertir feito criança, o Catavento Cultural fica aberto de terça a domingo, das 9 às 17 horas. O ingresso custa R$ 6. Para o passeio ficar ainda mais gostoso, na saída, dê um pulinho no Mercadão, que fica ali ao lado, e coma um sanduba de mortadela!






































